quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

50 anos em 12 meses



Olá, amigos.

Enfim, chegamos ao último dia de 2009. Um ano cercado de festa, no qual Roberto Carlos comemorou seus 50 anos de carreira com shows por todo o Brasil e com momentos tão bonitos aos olhos de nós, sua eterna plateia.

Uma plateia representada por um Maracanã lotado, que driblou até mesmo a chuva forte para estar diante das emoções dele e de seus amigos Erasmo Carlos e Wanderléa. Uma plateia que assistiu à reverência de divas da música brasileira, no show que virou o disco e DVD Elas cantam Roberto Carlos.

Uma plateia que passou a assistir à novela Viver a vida somente com a intenção de ouvir uma música inédita dele, que ele liberou especialmente para a trama de Manoel Carlos. Se ficaram alguns projetos ainda por vir, que eles venham em 2010. Pois agora começa o novo século de carreira de Roberto Carlos. E muitas emoções ainda estão por vir.

FELIZ ANO NOVO!

E que Deus abençoe a todos... Fiquemos com a letra da música nova de RC.

Vinícius Faustini

A MULHER QUE EU AMO - Roberto Carlos

A mulher que eu amo
Tem a pele morena
É bonita, é pequena
E me ama também

A mulher que eu amo
Tem tudo que eu quero
E até mais do que espero
Encontrar em alguém

A mulher que eu amo
Tem um lindo sorriso
É tudo que eu preciso
Pra minha alegria

A mulher que eu amo
Tem nos olhos a calma
Ilumina minha alma
É o sol do meu dia

Tem a luz das estrelas
E a beleza da flor
Ela é minha vida
Ela é o meu amor

A mulher que eu amo
É o ar que eu respiro
E nela eu me inspiro
Pra falar de amor

Quando vem pra mim
É suave como a brisa
E o chão que ela pisa
Se enche de flor

A mulher que eu amo
Enfeita a minha vida
Meus sonhos realiza
Me faz tanto bem

Seu amor é pra mim
O que há de mais lindo
Se ela está sorrindo
Eu sorrio também

Tudo nela é bonito
Tudo nela é verdade
E com ela eu acredito
Na felicidade

Tudo nela é bonito
Tudo nela é verdade
E com ela eu acredito
Na felicidade...

P.S.: o Emoções de Roberto Carlos retorna às suas atividades no dia 10 de janeiro de 2010.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

25 de dezembro



Olá, amigos.

Passada a festa da noite de Natal, neste 25 de dezembro nos mobilizamos para trazer momentos de amizade, união, paz e muito, muito amor. E, mais uma vez, ao som de Roberto Carlos.

Hoje, logo depois de Viver a vida, vai ao ar o Roberto Carlos Especial. Desta vez, RC abre seu programa para a cantora Ana Carolina, o cantor Daniel, a atriz Dira Paes e o grupo Calcinha Preta. Todos os estilos numa festa democrática e de boa música.

Ainda não se sabe qual será o repertório de logo mais, mas o Emoções de Roberto Carlos antecipa o que foi cantado no show do Ginásio do Ibirapuera. Eis a lista:

Abertura
Emoções
Eu te amo, te amo, te amo
Além do horizonte
Encostar na tua (com Ana Carolina)
Como vai você (com Ana Carolina)
Detalhes
Outra vez
A mulher que eu amo
Estou apaixonado (Daniel - SEM RC)
Quando eu quero falar com Deus (com Daniel)
As curvas da Estrada de Santos
Do fundo do meu coração
Proposta
Cama a mesa (com Dira Paes)
Você não vale nada (Calcinha Preta - SEM RC)
Eu amo demais (com Calcinha Preta)
É proibido fumar / Namoradinha de um amigo meu / Quando / E por isso estou aqui / Jovens tardes de domingo / Emoções
Como é grande o meu amor por você
É preciso saber viver
Jesus Cristo


A todos os leitores, este que vos escreve deseja um FELIZ NATAL. Com muito Roberto Carlos no som. Na foto, um registro do fim da gravação do especial de RC.

Abraços a todos, Vinícius.

JESUS CRISTO - Roberto e Erasmo

Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui
Olho pro céu e vejo
Uma nuvem branca que vai passando
Olho na terra e vejo
Uma multidão que vai caminhando
Como essa nuvem branca
Essa gente não sabe aonde vai
Quem poderá dizer o caminho certo
É Você meu Pai

Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui

Toda essa multidão
Tem no peito amor e procura a paz
E apesar de tudo
A esperança não se desfaz
Olhando a flor que nasce
No chão daquele que tem amor
Olho pro céu e sinto
Crescer a fé no meu Salvador

Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui

Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui

Em cada esquina eu vejo
O olhar perdido de um irmão
Em busca do mesmo bem
Nessa direção caminhando vem
É meu desejo ver
Aumentando sempre essa procissão
Para que todos cantem
Na mesma voz essa oração

Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo, eu estou aqui...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Roberto Carlos Especial - CALCINHA PRETA



Olá, amigos.

Com o post de hoje, encerramos a série que trouxe os convidados do Roberto Carlos Especial. E com a animação do forró nordestino, através de uma canção que contagiou o país em 2009.

Sempre demonstrando sua vontade de dialogar com os vários estilos da Música Popular Brasileira, Roberto Carlos convidou o grupo CALCINHA PRETA. O sucesso, que já era intenso no Nordeste, chegou a todo país graças à novela Caminho das Índias, quando a música foi tema de Norminha (vivida por Dira Paes, atriz que foi convidada também do especial deste ano).

Quando entraram no palco, os integrantes do conjunto renderam uma brincadeira de RC. Ele afirmou que, se fosse pelo TOC dele, o grupo se chamaria "Calcinha Azul".

Além de Você não vale nada (no qual o grupo se deu ao luxo de ter uma canja de Roberto Carlos e Dira Paes), o Calcinha Preta cantou uma música da safra de RC. Lançada originalmente na compilação San Remo 68, a música também recebeu uma leitura do grupo de forró. E agora os dois se uniram para dizer "eu amo demais".

Seguem as letras! Na foto, Roberto Carlos e os vocalistas do Calcinha Preta.

Abraços a todos, Vinícius.

VOCÊ NÃO VALE NADA - Dorgival Dantas

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Você não vale nada, mas eu gosto de você
Tudo que eu queria era saber por quê?
Tudo que eu queria era saber porquê?

Você brincou comigo
Bbagunçou a minha vida
E esse meu sofrimento
Não tem explicação

Já fiz de quase tudo
Tentando te esquecer
Vendo a hora morrer
Não posso me acabar na mão

Seu sangue é de barata
A Boca é de vampiro
Um dia eu lhe tiro
De vez meu coração

Aí já não lhe quero
Amor, não dê ouvidos
Por favor me perdoa
Tô morrendo...

Eu quero ver você sofrer
Só pra deixar de ser ruim
Eu vou fazer você chorar, se humilhar
Ficar correndo atras de mim

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Você não vale nada, mas eu gosto de você!
Tudo que eu queria era saber por quê?
Tudo que eu queria era saber por quê?

*****

EU AMO DEMAIS - Renato Correia

Agora não vou mais viver
Como eu vivia a chorar
Com tanto amor pra dar
E sem poder amar

Eu tenho um grande amor enfim
Alguém que gosta só de mim
E de tristeza não vou mais chorar

Porque agora um amor sincero eu encontrei
E a esse amor meu coração todinho eu entreguei
Por isso eu sei que nunca mais
Eu vou viver sempre a chorar

E ao mundo inteiro
Então eu vou poder gritar
Que eu amo, eu amo demais
Que eu amo, eu amo demais

Agora não vou mais pensar
Que quando alguém eu encontrar
Eu vou fingir sorrindo
Para não chorar

Eu tenho um grande amor enfim
Alguém que gosta só de mim
E de tristeza não vou mais chorar

Porque agora um amor sincero eu encontrei
E a esse amor meu coração todinho eu entreguei
Por isso eu sei que nunca mais
Eu vou viver sempre a chorar
E ao mundo inteiro
Então eu vou poder gritar

Que eu amo, eu amo demais
Que eu amo, eu amo demais...

*****

O Emoções de Roberto Carlos retorna no dia 25 de dezembro, com uma postagem especial de Natal.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Roberto Carlos Especial - DIRA PAES


Olá, amigos.

A série de convidados do Roberto Carlos Especial continua a ser apresentada aqui neste blogue. A uma semana do programa ser exibido pela TV Globo, nós adiantamos a vocês tudo o que rolou no dia 15 para ir ao ar daqui a uma semana na programação da emissora.

E a dramaturgia mais uma vez teve espaço no programa do "noveleiro" Roberto Carlos. Enfeitiçado pela trama da personagem Norminha, a sirigaita cômica da novela Caminho das Índias, Roberto convidou para seu especial de fim de ano a atriz DIRA PAES.

Dira, que era um dos grandes nomes do cinema brasileiro, ganhou de vez a telinha graças à sua interpretação para a personagem de Glória Perez. E ganhou um espaço no especial de Roberto Carlos. Para cantar uma música em dueto com RC e também para abrir espaço aos intérpretes da música-tema de sua personagem (mas isto é um assunto para o próximo post).

A irreverência de Norminha esteve presente na gravação do Roberto Carlos Especial. E através de Roberto e Dira, veio a homenagem a um destaque de cama e mesa.

Segue a letra! Na foto, Dira Paes dando leitinho a Roberto Carlos.

Abraços a todos, Vinícius.

CAMA E MESA - Roberto e Erasmo

Eu quero ser sua canção, eu quero ser seu tom
Me esfregar na sua boca, ser o seu batom
O sabonete que te alisa embaixo do chuveiro
A toalha que desliza no seu corpo inteiro
Eu quero ser seu travesseiro e ter a noite inteira
Pra te beijar durante o tempo que você dormir
Eu quero ser o sol que entra no seu quarto adentro
Te acordar devagarinho, te fazer sorrir

Quero estar na maciez do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade desses seus segredos
Quero ser a coisa boa, liberada ou proibida
Tudo em sua vida

Eu quero que você me dê o que você quiser
Quero te dar tudo que um homem dá pra uma mulher
E além de todo esse carinho que você me faz
Fico imaginando coisas, quero sempre mais

Você é o doce que eu mais gosto
Meu café completo, a bebida preferida e o prato predileto
Eu como e bebo do melhor e não tenho hora certa
De manhã, de tarde, à noite, não faço dieta

Esse amor que alimenta minha fantasia
É meu sonho, minha festa, é minha alegria
A comida mais gostosa, o perfume e a bebida
Tudo em minha vida

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe, o que dá e recebe

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida, na justa medida...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Roberto Carlos Especial - DANIEL



Olá, amigos.

A sequência de postagens sobre os convidados do Roberto Carlos Especial deste ano prossegue, contando sobre os artistas presentes nesta festa do Ibirapuera. A gravação do show vai ao ar no dia de Natal, logo depois de Viver a vida.

Após o espaço para a música pop, Roberto Carlos chamou um representante do neosertanejo para estar com ele no palco. O "rapaz do bem" DANIEL chegou para emocionar a plateia que, segundo Roberto, é formada por "homens e mulheres que gostam dele".

Daniel cantou sozinho a música Estou apaixonado (sucesso dele na época em que tinha a dupla João Paulo & Daniel)e, em seguida, fez com RC um dos momentos mais emocionantes da noite. Os dois soltaram a voz para uma música do cancioneiro religioso de Roberto.

Primeira música do lado B de seu LP de 1995, a canção, segundo os presentes, mostrou que Roberto e Daniel podem render uma boa dupla sertaneja. Ainda mais quando eles querem falar com Deus.

Segue a letra! Na foto, Daniel e Roberto Carlos na noite do Ibirapuera.

Abraços a todos, Vinícius.

QUANDO EU QUERO FALAR COM DEUS - Roberto e Erasmo

Quando eu quero falar com Deus, eu apenas falo
Quando eu quero falar com Deus, às vezes me calo
E elevo o meu pensamento, peço ajuda no meu sofrimento
Ele é pai, Ele escuta o que pede o meu coração

Quantas vezes falando com Deus, desabafo e choro
E alívio pro meu coração eu a Ele imploro
E então sinto a Sua presença, Seu amor, Sua luz tão intensa
Que ilumina o meu rosto e me alegra em minha oração

Quanta paz, quanta luz
Deus nos ouve, nos mostra o caminho que a ele conduz
Deus é pai, Deus é luz
Deus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus

É tão lindo falar com Deus, em qualquer momento
Deus que vê uma folha que cai e é levada ao vento
Não existe onde ele não esteja e Ele pode escutar nossa voz
Deus no Céu, Deus na terra, onde esteja, está dentro de nós

Quanta paz, quanta luz
Deus nos ouve, nos mostra o caminho que a Ele conduz
Deus é pai, Deus é luz
Deus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Roberto Carlos Especial - ANA CAROLINA



Olá, amigos.

As emoções agora estão nessa estrada, para serem vividas no dia 25 de dezembro. O Natal de 2009 terá a presença de Roberto Carlos, em seu tradicional especial da Rede Globo. O show foi gravado no Ginásio do Ibirapuera na noite do dia 15. Nós apresentaremos em posts diários momentos lindos das emoções da noite de RC.

O repertório trouxe basicamente o roteiro que RC tem cantado nesta turnê de seus 50 anos de carreira, com alguns números retirados por causa da presença dos convidados. E o Emoções de Roberto Carlos começa hoje a falar dos artistas que estiveram no palco ao lado de RC.



A primeira delas foi ANA CAROLINA, que Roberto declarou ser "um grande barato" estar no palco ao lado dela. O cantor ainda declarou que há muito tempo prestava atenção nas músicas da cantora.

E com a primeira convidada, RC deu voz para uma canção de cada repertório. Primeiro, uma música de Ana Carolina. E, em seguida, um sucesso de Roberto Carlos lançado em 1972.

Seguem as letras! Nas fotos, os primeiros registros da gravação do especial.

Abraços a todos, Vinícius.

ENCOSTAR NA TUA - Ana Carolina

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino

Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome

Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

Eu só quero saber em qual rua
A minha vida vai encostar na tua
Eu só quero saber em qual rua
A minha vida vai encostar na tua

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido

Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome

Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

Eu só quero saber em qual rua
A minha vida vai encostar na tua
Eu só quero saber em qual rua
A minha vida vai encostar na tua

E saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
E saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo

Eu só quero saber em qual rua
A minha vida vai encostar na tua
Eu só quero saber em qual rua
A minha vida vai encostar na tua...

*****

COMO VAI VOCÊ - Antônio Marcos e Mario Marcos

Como vai você ?
Eu preciso saber da sua vida
Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e eu preciso só saber
Como vai você ?
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você

Vem, que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz

Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Beijo bandido



Olá, amigos.

Em contagem regressiva para a gravação do Roberto Carlos Especial deste ano, o Emoções de Roberto Carlos reverencia hoje mais uma grande interpretação da Música Popular Brasileira para a safra de Roberto e Erasmo. Neste ano de 2009, RC chegou ao repertório de um grande intérprete da nossa música.

NEY MATOGROSSO mostrou seu estilo eclético de interpretação no disco Beijo bandido. São 14 faixas mesclando clássicos da nossa música (Tango para Tereza, Segredo, Fascinação e Doce de coco), canções de artistas contemporâneos a ele (A bela e a fera, de Chico Buarque e Edu Lobo, e Bicho de sete cabeças II, de Zé Ramalho e Geraldo Azevedo) e a geração seguinte (representada por Nada por mim, de Herbert Vianna e Paula Toller).

Um disco de primoroso em voz, arranjos e repertório, que Ney Matogrosso encerra com uma interpretação intimista para a safra de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Lançada originalmente no LP de RC de 1972, ela condiz com a introspecção do Beijo bandido.

Segue a letra! Na foto, a capa do disco de Ney Matogrosso, que este blogue recomenda.

Abraços a todos, Vinícius.

À DISTÂNCIA - Roberto e Erasmo

Nunca mais você ouviu falar de mim
Mas eu continuei a ter você
Em toda esta saudade que ficou
Tanto tempo já passou e eu não te esqueci
Quantas vezes eu pensei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro todo dia sem você saber

O que restou do nosso amor ficou
No tempo esquecido por você
Vivendo do que fomos ainda estou
Tanta coisa já mudou, só eu não te esqueci

Quantas vezes eu pensei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro todo dia sem você saber

Eu só queria lhe dizer que eu
Tentei deixar de amar não consegui
Se alguma vez você pensar em mim
Não se esqueça de lembrar que eu nunca te esqueci

Quantas vezes eu pensei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro todo dia sem você saber...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Papo firme?



Olá, amigos.

Enquanto esperamos a gravação do Roberto Carlos Especial, este blogue fala sobre um episódio da sociedade brasileira que havia sido previsto por RC décadas antes. Trata-se de uma polêmica que passou pelos corredores da UNIBAN e ainda vem rendendo nos últimos meses.

A estudante GEYSA ARRUDA teria sido hostilizada pelos alunos porque foi para a aula na Universidade Bandeirante usando o vestido com o qual aparece na foto acima. Alguns dos universitários teriam a ameaçado de agressão e a agredido verbalmente. Logo depois, a direção da UNIBAN se pronunciou e disse que a aluna estava expulsa da universidade por ter comportamento obsceno não só nesta como em outras oportunidades.



A repercussão foi intensa, e acabou gerando fama não só para ela (que apareceu em muitos programas de TV) como para a universidade, que teve sua imagem extremamente desgastada. Geysa agora pede um milhão de reais de indenização por danos morais à UNIBAN.



É um fato curioso que em pleno 2009 as pessoas ainda se choquem com roupas como a que Geysa usou. Afinal, em 1966 Roberto Carlos já cantava a música de uma "garota papo firme" que adorava praias e só andava de minissaia - a canção até recebeu uma resposta bem humorada, intitulada Garota papo firme, grande sucesso de Waldirene.

Enquanto assistimos a esta discussão sobre bom comportamento, o Emoções de Roberto Carlos deixa seus leitores na companhia da canção citada. E ainda fica a pergunta no ar: será Geysa Arruda a "garota papo firme que o Roberto falou"?

Abraços a todos, Vinícius.

É PAPO FIRME - Renato Correia e Donalson Gonçalves

Essa garota é papo firme, é papo firme, é papo firme
Ela é mesmo avançada
E só dirige em disparada
Gosta de tudo que eu falo
Gosta de gíria e muito embalo
Ela adora uma praia
E só anda de mini saia
Está por dentro de tudo
Só namora se o cara é cabeludo

Essa garota é papo firme, é papo firme, é papo firme
Se alguém diz que ela está errada
Ela dá bronca, fica zangada
Manda tudo pro inferno
E diz que hoje isso é moderno

Ela adora uma praia
E só anda de mini saia
Está por dentro de tudo
Só namora se o cara é cabeludo

Essa garota é papo firme, mora!, é papo firme
Se alguém diz que ela está errada
Ela dá bronca, fica zangada
Manda tudo pro inferno
E diz que hoje isso é moderno

E diz que hoje isso é moderno...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Roberto Carlos Especial - PREPARATIVOS



Olá, amigos.

Chegou o dia. Hoje, o público paulistano terá o privilégio de assistir em primeira mão a todas as emoções que Roberto Carlos promete para o final de 2009. O restante do país poderá acompanhar o programa na noite de 25 de dezembro, logo depois da novela Viver a vida.



Depois de três edições consecutivas, o Roberto Carlos Especial sai do Rio de Janeiro e retorna à capital paulista. O Ginásio do Ibirapuera abrigará o show mais esperado do ano - onde RC abre espaço para reverenciar vários estilos da Música Popular Brasileira.



Desta vez, o Nordeste estará representado. O forró nordestino, com suas letras marotas e seu ritmo contagiante, virá através do grupo CALCINHA PRETA. O conjunto teve destaque no cenário musical brasileiro graças à novela Caminho das Índias, que popularizou para o país a música Você não vale nada.



"Você não vale nada, mas eu gosto de você...". Este refrão ficou associado à volúpia da personagem Norminha, moradora da Lapa conhecida por sua sensualidade e pelo humor de seu casamento com o guarda Abel (papel de Anderson Müller). Certamente, ela vai dar um leitinho para o marido beber, e aproveitará a noite para estar no Roberto Carlos Especial. Afinal, sua intérprete, a atriz DIRA PAES, também fará parte da festa de 2009 de RC.



Dois tributos previstos para a comemoração dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos estarão representados neste show. O primeiro foi o ocorrido em maio no Municipal de São Paulo - Elas cantam Roberto, que se tornou disco e DVD. De lá, RC pinçou ANA CAROLINA. A intérprete de Força estranha será mais uma voz feminina a fazer parte da antologia dos especiais de Roberto Carlos.



O final de janeiro de 2010 reserva mais um tributo à obra de Roberto Carlos - Emoções sertanejas. E o cantor DANIEL foi o escolhido da safra sertaneja, coroando um ano no qual ele se destacou como ator e cantor, tanto na novela Paraíso (exibida às 18h da TV Globo) quanto no filme Menino da porteira.

Dentro de algumas horas, muitas emoções acontecerão nas gravações do Roberto Carlos Especial. Este que vos escreve nos próximos dias trará notícias, com a ajuda do Site Oficial e com a cobertura do nosso parceiro James Lima e a equipe do blogue Roberto Carlos Braga.

Certamente, hoje muitos fãs falarão da saudade de dizer uma frase que RC popularizou: EU TE AMO. E precisarão dizer mais e mais vezes, como diz a música do álbum O inimitável, de 1968.

Segue a letra! Na foto, o logotipo do Roberto Carlos Especial do ano passado.

Abraços a todos, Vinícius.

EU TE AMO, TE AMO, TE AMO - Roberto e Erasmo

Tanto tempo longe de você
Quero ao menos lhe falar
A distância não vai impedir
Meu amor de lhe encontrar
Cartas já não adiantam mais
Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudade de você
Eu te amo, eu te amo, eu te amo

Eu não sei por quanto tempo eu
Tenho ainda que esperar
Quantas vezes eu até chorei
Pois não pude suportar

Para mim não adianta
Tanta coisa sem você
E então me desespero
Por favor meu bem eu quero
Sem demora lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo

Mas o dia que eu puder lhe encontrar
Eu quero contar o quanto sofri
Por todo esse tempo
Que eu quis lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo

Cartas já não adiantam mais
Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudade de você
Eu te amo, eu te amo, eu te amo

Mas o dia que eu puder lhe encontrar
Eu quero contar o quanto sofri
Por todo esse tempo
Que eu quis lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo...

*****

EM TEMPO

Uma contratura muscular, devido a esforço físico e a excesso de trabalho, fez com que Roberto Carlos adiasse a gravação de seu especial. A realização do show do Ibirapuera vai acontecer no dia 15 DE DEZEMBRO (TERÇA-FEIRA).

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Palhaços e o rei - TOM CAVALCANTE (1994)



Olá, amigos.

Com este post, a série Palhaços e rei chega ao seu fim. Nos últimos dias, o Emoções de Roberto Carlos recordou as participações de humoristas nos especiais de Roberto Carlos.

O Roberto Carlos Especial de 1994 começou com um fã alucinado querendo encontrar com "Roberto Carlos, o rei da multidão".O programa decorria, até acontecer um momento inusitado. Roberto tomava o lugar do nosso maestro Eduardo Lages e regia sua orquestra, seu RC-9, que interpretava a música Um novo tempo - o tema tradicional da TV Globo em suas vinhetas de final de ano.

Mas, em meio à orquestra, eis que surge a figura do cearense (conterrâneo do amigo Everaldo) TOM CAVALCANTE, interpretando seu então personagem mais conhecido - João Canabrava (que o Brasil conheceu desde seus tempos de aluno de Chico Anysio, no humorístico global Escolinha do professor Raimundo). RC atualmente vira o Tomberto Carlos, na imitação que Tom faz em Show do Tom, programa do comediante na TV Record - para o qual Roberto já concedeu entrevista exclusiva, em seu primeiro projeto Emoções em alto mar .

Mas hoje segue o diálogo do encontro de Tom com Roberto Carlos em 1994, mostrado na foto - cedida por Everaldo Farias.

Abraços a todos, Vinícius.

***
JOÃO - Roberto Carlos, eu sou louco por você, sou apaixonado por você, sei que você é gente fina. Eu sou seu ídolo Roberto Carlos.

RC - Pra falar a verdade é mesmo, mas o que é q você tá fazendo no meio da orquestra?

JOÃO - Tava fazendo um arranjo...

RC (sem entender) - Mas todo mundo sabe que quem faz os meus arranjos é o maestro Eduardo Lages.

JOÃO - Eu tô falando a maneira que arranjei pra entrar aqui... E foi um sufoco!

RC - Mas, tudo isso que você passou valeu, porque chegando até aqui estar trazendo esse grande cômico que conhecemos... (anuncia) Que é o Tom Cavalcante!

(Tom tira a peruca loira, é aplaudido, e começa a falar com RC como ele mesmo)

TOM - Eu agradeço... (e explica) mas vim aqui pedir a oportunidade que você vai me dar como cantor. Tô pretendendo gravar um disco de embreagem, um disco voador... E você vai me dar a oportunidade e ao mesmo tempo avaliar meu trabalho.

RC - Eu não sabia que você viria aqui pra cantar! Temos recebidos aqui grandes artistas...

TOM (interrompendo) - Eu vou cantar! (à plateia) Vocês não reparem tô um pouco nervoso, mas sei cantar por exemplo...

(e Tom faz suas imitações. A primeira da noite é Fagner, cantando Noturno. Em seguida, Maria Bethânia, na interpretação de As canções que você fez pra mim. A terceira, um solo vocal imitando Gal Costa, é reprovada por RC, mas Tom promete se redimir, e se redime ao cantar Manuela, em uma imitação do cantor Julio Iglesias)

TOM (anunciando) - Mas agora vou cantar a mais maravilhosa de todas.

EMOÇÕES - Roberto, Erasmo e Tom Cavalcante

Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Cheguei do Ceará
Com a mão na frente
E a outra atrás
E agora estou ao lado
Do Rei sorrindo
De paz com a vida...

(os dois se abraçam, diante do aplauso do público)

*****

No próximo post, o Emoções de Roberto Carlos entra em contagem regressiva, para falar sobre tudo das gravações do Roberto Carlos especial de 2009. E começa a celebrar mais um fim ano deste espaço para falar de RC.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Palhaços e o rei - REGINA CASÉ (1993)



Olá, amigos.

No penúltimo post da série Palhaços e o Rei, hoje recordamos o momento em que Roberto Carlos foi acompanhado por uma representante feminina do humor brasileiro - REGINA CASÉ. No Roberto Carlos Especial de 1993, ela interpretou uma fã que emergia da platéia e ia até o palco falar com o Roberto. Coisa que muitas fãs provavelmente já tenham pensado em fazer.

Segue o encontro! Na foto, um registro (tirado diretamente da TV) do dia em que os dois falaram de RC para RC.

Abraços a todos, Vinícius.

***

(A orquestra começa a tocar a música "Amigo". Do palco, RC vê uma fã exaltada que se levanta da poltrona e começa a gritar)

FÃ - Roberto! Roberto!

(Ao vê-la, Roberto faz sinal para a orquestra parar, e o maestro Eduardo Lages interrompe a música)

FÃ - Roberto, eu te adoro, eu te amo, eu sou louca por você! Pelo amor de Deus. Deixa eu só... Dá uma chegadinha aqui, você tá lembrado de mim, Roberto?

RC (num lamento) - Não dá pra eu ir até aí, mas...

FÃ (fala e vai se encaminhando para o palco) - Roberto, eu vi todos os seus shows, eu sou louca por você, Roberto, eu tenho tanta coisa pra te dizer. Eu não tô agüentando, esse show tá bom demais!

(ela é agarrada por dois seguranças, que a levam de volta)

FÃ (aos seguranças) - Peraí, gente, que grossura, é só um minutinho. Me larga! (no ombro de dois seguranças, ela olha para o teto) Nossa, que teatro lindo, hein? (olha para RC) Roberto!

RC - Diga.

FÃ - Deixa eu ir aí, só um minutinho, pede pra eles deixarem, pelo amor de Deus, Roberto, eu te adoro! Roberto, eu tô aqui desde quatro horas da manhã, eu nem tomei café, Roberto!

RC - Me desculpe, meu amor, eu sinto muito que você não tenha tomado seu café, mas...

FÃ (interrompendo) - Não, mas não esquenta com esse negócio de café não que é investimento meu. Eu não tomei café hoje. Mas amanhã, Roberto... Eu vou pedir um café pra nós dois! Eu vou te fazer um carinho e depois eu vou te envolver nos meus braços... (aos seguranças) Deixa eu ir lá que eu quero falar com ele, me larga! (ela corre em direção ao palco)

RC (rindo) Uau! É fera!

FÃ (já subindo para o palco) - Roberto, você não imagina a desordem que eu vou fazer no seu quarto.

RC - No meu quarto? Ah, não, peraí, peraí, eu acho que é muito cedo ainda.

(Ela cumprimenta os dois seguranças de RC e vai até ele, mas com os braços agarrados pelos seguranças)

FÃ - Deixa eu ir lá, só um minutinho! Roberto... (já frente a frente com ele) Não é muito cedo não, Roberto, a gente já perdeu muito tempo. Roberto, pensa nos lençóis macios, onde os amantes se dão, nos travesseiros soltos, nas roupas pelo chão, Roberto. Vai ser uma loucura, Roberto.

RC - Mas é uma loucura mesmo! Eu acho que você não pode levar ao pé da cama (corrige) Quer dizer, ao pé da letra todas as músicas que eu canto. Peraí... É o seguinte, vamo com calma. Eu te proponho...

FÃ (desmaia) - Ai, meu Deus! Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você ia me propor, Roberto. Me dar teu corpo, depois do amor o teu conforto, e além de tudo, depois de tudo, me dar a tua paz. Me dá a tua paz, Roberto, pelo amor de Deus. (dá chutes nos seguranças) Me larga!

(Ficam só ela e RC)

FÃ - Ai, não tô acreditando! Roberto, eu também. Eu te proponho, na madrugada, você cansado, te dar meu braço e no meu abraço fazer você dormir, Roberto.

RC - Mas eu não tô com sono! O negócio é o seguinte: você que precisa acordar desse sonho, senão esse negócio vai virar um pesadelo daqui a pouco. Olha aqui, minha amiga...

FÃ (interrompe, brusca) Sua amiga não! Sua amiga é Wanderléa, é Maria Bethânia, eu não sou sua amiga e nem quero ser sua amiga!

RC - Ah, poxa, se você não é minha amiga, o que você é então?

FÃ - Sou sua amada amante, Roberto!

RC (espantado) - Puxa vida... Amada amante!

FÃ (ao público) - O Roberto não vê! (a RC) Eu posso fazer a vida num instante ser melhor pra nós dois, Roberto!

RC - Que maravilha!

FÃ - Roberto, a gente tem tanta coisa em comum que você não sabe, tenho tanta coisa pra te dizer... Roberto, pensa: você é o rei, Regina quer dizer o quê? Rainha! RC, RC. Já pensou que lindo um monograma nos lençóis macios, na blusa, na capa pendurada, tudo RC. RC azul, RC rosa.

RC - Sabe que é verdade! Acho que até agora a gente pode falar mais à vontade, falar de RC pra RC. (anuncia) Minha querida... REGINA CASÉ! Me dando essa alegria de estar aqui.

(os dois se abraçam, Regina conta que "é o melhor Natal que eu tive, melhor do que quando ganhei uma bicicleta")

REGINA (no microfone) - Roberto, eu queria te dizer muito obrigada por estar aqui com você vivendo esse momento lindo.

RC - Uau! (e cantarola) Quando eu estou aqui vivendo esse momento lindo...

REGINA (se derretendo) - Ai, meu Deus... (canta) Olhando pra você e as emoções se repetindo...

RC e RC (em dueto) - Em paz com a vida e o que ela me traz, na fé que me faz otimista demais, se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Palhaços e o rei - JÔ SOARES e CHICO ANYSIO (1985)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o rei continua a mostrar momentos em que Roberto Carlos esteve com ícones do humor brasileiro. E o ano de 1985 trouxe duas grandes aparições no Roberto Carlos Especial.

O primeiro foi JÔ SOARES. Para apresentar este reencontro deles seis anos depois, RC disse:

"Os gordos devem uma estátua a esse cara!" - disse RC, e completou afirmando - "Eu faço igual ao Brasil: VIVA O GORDO! Talento e volume, arte e amor". E no ano de 1985, Jô encontrou Roberto e mostrou para ele um bichinho que raramente é encontrado na gaiola. E o pior é que até hoje é um bicho bem raro de ser engaiolado aqui no Brasil...

Segue o diálogo do encontro! Na foto (sim, está tosca, pois tirei diretamente da televisão), o segundo encontro de Roberto Carlos com Jô Soares na televisão.

Abraços a todos, Vinícius.

***
(Jô está brincando com um bichinho na gaiola. Roberto toca seu braço e o cumprimenta.)

RC - Oi, Jô!

JÔ - Ei, Roberto. Como é que vai você?

RC - Tudo bem?

JÔ - Tudo uma maravilha.

RC - Prazer em te ver!

JÔ - Prazer aqui estar contigo...

RC (apontando para a gaiola que está na mão de Jô) - Que é que é isso?

JÔ - Esse aqui é um corrupto.

RC - Corrupto?

JÔ - É!

RC - E o que é que ele faz?

JÔ - O corrupto? Ele conta.

RC (estranhando) - Conta? Não, você deve estar querendo dizer que ele canta.

JÔ (rindo) - Quem canta é você que canta! Ele conta. Ele conta dólar, conta libra, ele conta marco alemão, franco suíço. A única coisa que ele não conta mesmo é cruzeiro. O resto, ele conta!

(O corrupto grasna.)

RC - Agora me diz uma coisa: você tá vendendo o bichinho?

JÔ (veemente) - Não, que é isso! Esse bicho a gente não vende. É o único bichinho que ele mesmo se vende. Se vende caro, mas se vende... Eu só trouxe pra você ver ele na gaiola, porque você nunca deve ter visto ele na gaiola. Fora da gaiola, claro que você já viu de montes, né?

RC - Acho que não, Jô...

JÔ - Onde você faz show, não? Tem cantado aonde... na Suécia, na Noruega?

RC - Não, aqui no Brasil mesmo.

JÔ - E onde é que você tem cantado?

RC (relembrando) - Bom, eu fiz show em...

JÔ (interrompendo) - Uai, lá tem!

RC - Olha, 15 dias atrás eu fiz um show em...

JÔ (interrompendo) - Hã.. também, também tem!

RC - Semana passada mesmo eu estive em...

JÔ (interrompendo) - E eu vi, com as criancinhas. Lá tá assim também, é uma loucura!

(Jô brinca com o corrupto, que durante a cena continuou grasnando)

RC - Agora... Não dá pra abrir a gaiola pra gente ver um pouquinho o bichinho, não?

JÔ - Não, você pode ver pelo buraquinho. Se abrir a gaiola ele foge, e é o único corrupto engaiolado que existe na história do Brasil, porque nunca ninguém conseguiu engaiolar um corrupto. Nunca!

RC (espantado) - Mas nunca mesmo?

JÔ - Nunca! O máximo que conseguiu é fazer ele molhar a pontinha, sujar a pontinha do dedo, tocar piano, isso sim. Agora, na gaiola é o único! Né, bichinho?

(Jô fica volta a brincar com o corrupto, que continua a grasnar)

JÔ (a Roberto) - Já tá... Já tá com fome! Tá na hora de dar comidinha pra ele.

(Jô tira um maço de notas de dinheiro dobradas e vai colocando dentro da gaiola)

JÔ (carinhoso) - Pronto, papai já vai dar de papar.

RC (espantado) - E é isso aí que ele come?

JÔ - É... no paralelo. (continua a colocar o dinheiro na gaiola) Toma, guloso... (tira o dedo bruscamente) Ai! O dedinho não! (e bate na gaiola)

*****



Já com CHICO ANYSIO, Roberto Carlos teve um momento interessantíssimo, graças à magia do videoteipe. Criador e criatura estiveram com RC. Roberto apresentou o humorista desta forma:

"Já imaginaram Chico Anysio num psicanalista? Como alguém conseguiria interpretar tantos tipos que são ele mesmo?" - questionava RC enquanto apareciam imagens de personagens que o grande Chico criou e interpretou durante estes tantos anos. Atualmente, ele tem aparecido mais como ator - como Cigano, por exemplo na recém-encerrada novela "Pé na jaca".

E se no ano de 1979 a dona Salomé conheceu RC, seis anos depois Roberto contracenou duas vezes com Chico Anysio. Graças à magia do videotape, criador e criatura estiveram com ele. Neste encontro, está presente o personagem Bozó - um sujeito que gostava de se vangloriar dizendo que trabalhava na TV Globo, mas que não passava de um mentiroso.

Segue o encontro! Na foto, Roberto Carlos e Bozó, mais um personagem da usina de talento brasileiro chamada Chico Anysio.

Abraços a todos, Vinícius.

***
(Bozó, carregando um vestido branco, aborda Roberto Carlos)

BOZÓ - Ô Roberto Carlos, tá precisando de alguma coisa?

RC - Por quê? Você trabalha na casa?

BOZÓ - Eu praticamente sou a casa, porque eu dirijo os meninos aí. Eu que oriento, tomo conta. (exibe um cordão com o símbolo da Rede Globo) Eu sou o Bozó, Bozó Marinho.

RC (depois de um susto) - Marinho?

BOZÓ - É... fala baixo que eu não gosto que o pessoal saiba que eu sou parente do homem (aponta o dedo para o alto), eu prefiro que entendam a verdade: eu me fiz por, por mim mesmo.

RC - Ah, claro...

BOZÓ - Mas eu não sou muito chegado a um homem, mas... Pode falar, com você eu abro uma exceção. Qual é o problema?

RC (atônito) - Muito obrigado... Obrigado...

BOZÓ - Eu já sei, você veio aqui pra dar uma caixituada no disco e... (lembra) Ei, eu posso lhe ajudar, eu posso falar com o pessoal da Som Livre, porque eu que coloquei todos lá, o João Araújo, aquele pessoal todo é gente minha. Eu posso falar com o Augusto César e ele faz um musical! Pra você lançar agora no fim do ano as suas musiquinhas todas vão lá. Eu posso colocar você no meu programa do domingo, o "Fantástico". Eu te dou uma força... Você é xará.

RC (espantado) - Xará?

BOZÓ (continuando) - Xará! Porque você é rei e eu também sou. (cochicha) O rei da paquera... Inclusive, a garotada tá toda por aí, se você se interessar por alguma é só me dar um toque. Aponta, aponta que eu trago aqui. Com exceção, naturalmente da Cláudia Raia, porque essa é gente minha.

RC - E tu tá com aquilo tudo, bicho?

BOZÓ (natural) - Eu tô... Dando casa, comida, roupa lavada e um troco no fim do mês pra ajudar a comprar as coisinhas que ela precisa e... (mostra o vestido) Esse vestido aqui eu comprei pra ela! É pra um show que eu estou escrevendo pra ela. Não é muito chique, mas se você quiser dar pra alguém, tá a dispor.

(Entra em cena Chico Anysio)

CHICO (chamando) - Ô, Bozó!

BOZÓ - Ô rapaz, que é que você tá fazendo aqui, não tá vendo que eu tô conversando com o Roberto, ô cara?

CHICO - Pessoal no camarim tá reclamando do vestido do desfile que sumiu.

BOZÓ (escondendo o vestido) - E como é que tu tem coragem de falar assim, assim comigo? Ó o respeito, olha aqui, ô, palhaço (mostra o cordão com o símbolo da Rede Globo), eu nunca te vi mais magro!

CHICO - Desculpa, Roberto...

(RC vira-se para Bozó)

BOZÓ - Não desculpa não, isso aí é bico.

RC - Pô, bicho, dá um tempinho aí, deixa eu bater um papinho com o Chico.

BOZÓ - Tu vai é perder o teu tempo...

CHICO (a RC) - Mas, e aí, Roberto?

(A cada fala de RC, Bozó intervém, mesmo estando fora da conversa)

RC - Tudo bem, Chico, tô aí, curtindo essa gente maravilhosa da televisão...

BOZÓ - Eu por exemplo, sou, sou um!

RC - Gente como você, né, Chico? Bicho, como é que pode alguém criar tantos tipos...

BOZÓ - Isso é fácil! Qualquer um faz, qualquer um faz...

RC - Todos eles cheios de verdade... É, a gente às vezes tem certeza que já viu algum desses tipos na rua.

BOZÓ - Tem razão, certo, eu acredito.

RC - Véio Zuza, Coalhada, todos eles são reais!

BOZÓ - Sou muito mais o Jô! Tá legal? E aproveita que eu tô calmo.

CHICO - Roberto, não leva a mal não, mas não tá dando pra conversar, depois a gente leva um papo.

(Chico Anysio sai de cena)

BOZÓ (para ele) - Tu já vai tarde, ô palhaço, tu é um trouxa, tu é um palhaço, ô palhaço!

RC (indignado) - Ô bicho... Tá vendo o que você fez?

BOZÓ (sem entender) - Fiz o que, xará?

RC - O Chico Anysio foi embora!

BOZÓ (rindo) - Que Chico... Chico Anysio, você acredita? Chico Anysio é um dos tipos que eu criei! (pausa) E toma o vestido porque eu sei que tu tem pra quem dar.

(A câmera mostra RC com o vestido nas mãos, sorrindo sem graça. A cena emenda o clipe da música A atriz, no qual Myriam Rios aparecia usando esse vestido).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Palhaços e o rei - CHICO ANYSIO (1979)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o Rei, criada a partir da sugestão do amigo Everaldo Farias para relembrar encontros de Roberto Carlos com os grandes humoristas brasileiros, muda o cenário para abrir espaço a um ícone do bom humor. E, principalmente, para um artista que se desdobra em mais de 200 personagens.

Trata-se de Francisco Anysio de Paula, o CHICO ANYSIO. Este grande artista que já teve seu próprio show (Chico Anysio Show), sua própria cidade (Chico City) e até mesmo seu próprio país do humor (Estados Anysios de Chico City) na televisão.

Dentre todas as facetas de Chico Anysio, a usada para o encontro com RC no Roberto Carlos Especial de 1979 foi de uma personagem histórica para o humor em tempos de abertura política. Do Sul, uma senhora chamada Salomé usava seu telefone para falar intimamente com o então presidente João Batista Figueiredo. E ao fim da conversa, ela sempre dizia o mesmo bordão: "Ainda corto tua cabeça, João Batista". Chico ainda tentou reeditar este personagem na época em que o presidente era Fernando Henrique Cardoso, mas a piada se esvaziou com o passar do tempo.

E naquele fim de ano, RC recorria a ela para pedir um favor pelos músicos brasileiros. Algumas piadas do diálogo hoje estão um pouco datadas, pois citam figuras da política, como o ex-presidente Ernesto Geisel e o ministro Delfim Netto. Outras piadas, infelizmente, continuam atuais.

Segue o encontro! Na foto (novamente tirada diretamente da televisão), RC beija a mão de Salomé.

Abraços a todos, Vinícius.

***
(Acompanhado pela empregada Aline, Roberto Carlos chega à sala de visitas de Salomé)

ALINE - Roberto, vai firme que ela te atende!

RC - É... Vou ver se hoje tenho uma chance, né? Porque, afinal de contas, esse telefone fala a hora que quer com o João Batista.

ALINE (vai a Salomé, que ainda está de costas para os dois) - Dona Salomé...

SALOMÉ (interrompendo) - Já sei que tem visita, Aline, quero saber se descubro quem é. (tenta adivinhar) O japonesinho do Geisel pedindo arrego... O Carlos Cocar querendo vale... Bueno, quem é, vejamos?

(Salomé vira-se e olha RC, que vai até ela)

SALOMÉ - Barbaridade! Barbaridade! Mas pelas brilhantinas do Francelino, pelo biquinho do Petrônio Portela, pelas orelhas do César Caldas, pelas papadas do Delfim! És tu, Bebeto!

RC (de pé, diante dela) - Sou eu mesmo. E, sei lá, eu vim aqui pra gente bater um papo.

SALOMÉ - Mas que dúvida, guri. Mas que dúvida, claro que vai dar, a hora que tu quiser e..

(É interrompida por RC, que, de maneira galante, beija sua mão esquerda)

SALOMÉ (exclama) Bá, mas tu me arrepiou toda! (a RC) Senta! (à empregada) Aline, se o João ligar tu fala... (pensa) Que eu não estou! (volta a falar com RC) Mas, sabe, Betinho, que eu sei tudo, eu sei de ti mas do que o Erasmo Carlos, tu és trilegal. Aliás, nem tri, tu és tetralegal!

RC - Muito obrigado, Salomé, mas eu vim aqui exatamente porque tenho um problema aí, sabe...

SALOMÉ (interrompendo) - Bá... Mas não me diga. Tu tem ido à feira?

RC - Não...

SALOMÉ - Bueno, tu tem precisado do INAMPS?

RC - Não, não.

SALOMÉ - Tu comprou casa pelo BNH?

RC - Não, não, também não.

SALOMÉ - Tem filho em escola pública?

RC - Não, também não.

SALOMÉ - Bueno, então o que tens feito de interessante?

RC - Nada. Nada, você sabe que realmente a barra tá pesada para o músico brasileiro.

SALOMÉ - Mas fale, diz o que tu queres, afinal, tu estás em casa, somos íntimos, vivemos os dois de disco!

RC - Nós dois, é?

SALOMÉ - Tu, dos discos que tu vendes e eu desse disquinho aqui, né? (e passa a mão no disco do telefone)

RC - E é justamente nisso aí que eu queria falar com você, porque, sei lá, você sabe que o Brasil inteiro se liga nessa sua ligação pro João Batista, né? E quem sabe você podia dar um toquezinho nele, sei lá, e pedir pra ele fazer alguma coisa pelos músicos brasileiros.

SALOMÉ - Mas é só isso que tu quer, guri? Mas é tão pouco, considera como conseguido. Tu quer, eu ligo agora mesmo pro estado e falo com o João.

RC (sorridente) - Não, não precisa ser agora não.

SALOMÉ - Bueno, se não precisa ser agora, melhor, temos tempo. Vamos lá, um certo tempo. (aproxima-se dele, insinuante) Não precisando ser agora, pode ser quando quiser, né? (pausa) Escuta, Bebeto, por que tu não me chama de Lady Laura, te pego no colinho? (faz um gesto e os dois ficam à meia-luz) Não me leve a mal, é desde que o japonesinho do Geisel comprou a Light eu gasto o mínimo de luz.

(Aline entra em cena)

ALINE - Dona Salomé, quer que sirva o café?

SALOMÉ - Bá, guria, mas que pergunta, e eu vou perder essa chance? (levanta-se e pega RC pela mão) Mas não agora, tá... Amanhã de manhã!

(Os dois vão saindo de mãos dadas)

SALOMÉ (olhando para a câmera) - Mas ou perco a cabeça com Betinho ou não me chamo Salomé!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Palhaços e o rei - OS TRAPALHÕES (1979)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o rei prossegue, querendo ver vocês todos sorrindo. Afinal, trata-se de uma sequência de postagens mostrando as participações de humoristas nos especiais de Roberto Carlos.

Hoje é o dia de rever um grupo que fez sorrir muitas gerações com seus programas - o quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Ou apenas OS TRAPALHÕES.

Eles surgiram no bloco de humor do Roberto Carlos Especial de 1979 (do qual já mostramos Jô Soares como Doutor Sardinha e Agildo Ribeiro como o Professor Pelóphitas). A cena começava com um homem de cabelos encaracolados, podia-se ver um pedaço do terno bege, e o espectador poderia esperar mais um número musical de RC. Até o momento em que ele se virava e revelava que era Didi, em mais uma de suas imitações. Vestido como Roberto, ele cantou um trecho de uma paródia de Os seus botões:

Os botão das carça
Que o Mussum usava
Era tão pequeno
Não abotoava

Quando as carça abriu
Foi uma festança
Todo mundo viu
A sua poupança


E depois, olhando para a câmera, perguntou: "Ô da poltrona, gostaram da imitação?". Roberto, que via atento o número de Didi, disse: "Mais ou menos, né, bicho? Não ficou tanto assim". Surpreso, Renato Aragão dá um recado à produção: "Aqui tem gente mais parecida com Roberto Carlos do que eu, mas pra me tirar daqui NEM MORTA!". E, ao ouvir como resposta que "o jovem mancebo" se chamava Roberto Carlos Braga, o comediante disse: "Mas então você deve imitar o Ricardo Braga, não o Roberto Carlos!".

Didi então pedia os documentos, mas a carteira de identidade de RC estava no bolso do Didi desde o ensaio. Espantado, o trapalhão gritava: "Ó aí gente, é o filho da dona Lady Laura!". E vinham os outros artistas do grupo Os Trapalhões falar com ele - "Meus sobrinhos Reco-Reco, Bolão e Azeitona". RC pedia a Didi para eles ajudarem os músicos brasileiros, tocando só música no programa. "Se falou, tá falido!".

O quarteto conversava com RC (e Mussum recomendar que se "o negócio estivesse de botar sutiã em cóbris, arrumava emprego na bateria da Mangueiris, pra ficar só no mé), e Didi em seguida cochichava alguma coisa com ele. Roberto respondia ao cochicho com um: "Não, tudo bem, mas vai com jeito...".

E agora, senhoras e senhores... Com vocês, Roberto Carlos e os Trapa Trapa em Café da manhã (com direito a parodiar o trecho em que RC citava a música Os seus botões no original do LP de 1978). Som na caixa, Empadinha!

Abraços a todos, Vinícius.

CAFÉ DA MANHÃ - Roberto, Erasmo e Os Trapa Trapa

A mamãe de mamãe
Quis fazer um programa a dois
Convidou o vovô e depois
O puxou pelos braços

E em seus abraços
Na desordem do quarto do hotel
Quis lembrar sua lua-de-mel
E o vovô se apagou

A mamãe de mamãe
Olha as chamas das velas acesas
E o vovô esfriando da mesa
E sorri disso tudo

Sem se importar
Se não era nem tempo nem hora
Quis viver o aqui e o agora
Só pensou mesmo em si

Pensando bem
A vovó ninguém pode culpar
Além do mais
Por que é que o vovô foi topar?

A mamãe de mamãe
Quis viver o seu último ouriço
E o vovô sem idade pra isso
Sempre foi cabeçudo

Agora é tarde
Já é noite e o dia termina
O vovô já bateu c'a botina
É melhor enterrar

Agora é tarde
Já é noite e o dia termina
O vovô já bateu c'a botina
É melhor enterrar
É melhor enterrar...

A vovó e os tios
Olham pro véião
Choram um choro solto
Jogam-se no chão

Parentes se abraçam
É tudo frescura
Enquanto o vovô
Faz outra loucura

sábado, 28 de novembro de 2009

Palhaços e o rei - AGILDO RIBEIRO (1979)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o rei continua, trazendo os momentos em que RC contracenou com artistas do humor brasileiro. O encontro de hoje também fez parte do Roberto Carlos Especial de 1979.

Hoje é a vez de recordar o encontro com AGILDO RIBEIRO. Atualmente, ele faz participações no Zorra total, em sátiras políticas, como Babaluf (alusão a Paulo Maluf) e Rubro Chávez (paródia do presidente venezuelano Hugo Chávez).

Mas seu talento para imitar vem de longe. Tanto que, na década de 1980, quando o humorista Abelardo Barbosa passou por uma cirurgia e teve de se afastar do comando de seu Cassino do Chacrinha, Agildo o substituiu à altura, como o imitador "oficial" do Velho Guerreiro. Mas dentre seus quadros mais conhecidos (tanto no extinto humorístico Planeta dos homens, na TV Globo, ou em seu programa solo Cabaré do Barata, na extinta TV Manchete - o título se refere a seu sobrenome, Barata Ribeiro, família tradicional a ponto de dar nome a uma das avenidas mais importantes de Copacabana), há um personagem que prossegue vivo com o passar das décadas.

Trata-se do Professor Pelóphitas, homem que fazia comentários sobre diversos assuntos em pauta no Brasil, mas que às vezes se excedia em suas respostas. Para evitar maiores excessos, um mordomo que ficava de pé, estático ao lado dele, tocava uma campainha.

Mas, no Roberto Carlos Especial de 1979, em vez de a "Múmia Paralítica" (apelido que o Professor dava ao mordomo vivido por Pedro Farah), o Professor teve uma outra pessoa para fazer a função de mordomo que tocava a sineta. Senhoras e senhores, hoje é dia de rever o momento em que o Professor Pelóphidas dissertou sobre a Música Popular Brasileira.

Segue o encontro! Na foto (tirada diretamente da TV), Agildo Ribeiro acompanhado do "calhambeque de múmia".

Abraços a todos, Vinícius.

***
(A cena começa com o Professor Pelóphitas reclamando que a Múmia Paralítica ainda não chegou)

PELÓPHITAS - Essa Múmia não apareceu agora, com o assunto de hoje e já vai gravar!

(A câmera se distancia e aparece Roberto Carlos)

RC - Professor, o senhor podia aproveitar e falar da Música Popular Brasileira, que não é tocada, e do músico brasileiro que não tem onde tocar...

PELÓPHITAS (intrigado) - Engraçado, eu conheço esse menino de algum lugar... (a RC) Ah, é? Então você vai fazer um favor pra mim. Você vai ficar no lugar da Múmia, tá bem?

(RC concorda)

PELÓPHITAS - Pega lá aquela campainha horrorosa.

RC - Ah, tá legal (RC vai até a estante e pega a campainha)

PELÓPHITAS - Bem, meu rapaz... (vira-se para RC, e o acalma) Pode deixar, ela não morde não. (e começa a dissertar sobre o assunto, dirigindo-se aos telespectadores) Boa noite! Hoje eu vou falar da música brasileira... A música brasileira é igualzinho à Bruna Lombardi: é linda, tem violão, tem balanço, mas não se pode tocar ela.

(RC, como Múmia Paralítica, toca a campainha)

PELÓPHITAS (olha para RC e, a contragosto, se controla) - Bem... Pelo menos eu ainda não toquei, né? Pra se tocar mais a música brasileira tem que fazer igualzinho a esse menino, o Maluf, porque a Petrobrás também era intocável e ele tocou ela pra frente, né?

(RC toca a campainha - mas foge do script porque não segura o riso)

PELÓPHITAS (olha para RC e, a contragosto, se controla) - Eu sei, eu sei que Maluf tocando piano é uma coisa horrorosa! Quem tem que tocar música é músico brasileiro que tá parado. Ora, músico brasileiro parado vai morrer de fome porque não consegue tirar uma nota! (indignado) Tem músico que tá trabalhando no mercado por falta de mercado de trabalho.

(RC toca a campainha)

PELÓPHITAS (olha para RC e, a contragosto, se controla) - Do jeito que as coisas vão, qualquer dia os músicos vão entrar em greve. Não pra aumentar salário, mas pra aumentar trabalho!

(RC toca a campainha)

PELÓPHITAS (explode) - Pára com essa campainha, ô calhambeque de Múmia! Fica fazendo "bein, bein, bein, bein". (pára, olha RC) Engraçado, conheço esse garoto, já vi ele em alguma capa... Pra você, a minha gargalhada de desprezo!

(Em vez de dar sua gargalhada habitual, o Professor Pelóphitas abre a boca e cantarola um trecho de Detalhes. Roberto não consegue agüentar e começa a rir)

PELÓPHITAS (a RC) - Cadê o ovo? (e depois dirige-se aos telespectadores) Na próxima semana, eu falarei desse grande fenômeno brasileiro, esse campeoníssimo... ROBERTO CARLOS! (novamente fala seu bordão) Cadê o ovo?

RC (lamentando) - É, já vi que aqui também não vou conseguir grande coisa não...

(Roberto coloca a campainha na estante e vai saindo. A câmera mostra o rosto do Professor Pelóphitas e encerra o quadro)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Palhaços e o rei - JÔ SOARES (1979)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o rei começa a enumerar alguns encontros de RC com humoristas de toda a televisão. E tudo começou no ano de 1979.

No ano em que o Roberto Carlos Especial reverenciou o circo eletrônico, o programa abriu espaço para alguns mestres do humor. O primeiro deles foi JÔ SOARES.

José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro e chegou a almejar a carreira de diplomata quando era criança. Mas logo acabou seguindo para a carreira humorística, mostrada no cinema (em participações nos filmes O homem do Sputnik, de Carlos Manga, e Vai que é mole, de J.B. Tanko) e na televisão.

Após participações em humorísticos consagrados, como Família Trapo (na TV Record) e os programas Faça humor, não faça guerra e Planeta dos homens, Jô conseguiu na década de 1980 ter seu programa fixo. Viva o gordo ficou por sete anos na grade de programação global - criando personagens memoráveis, como Capitão Gay, Francineide, Coronel Pantoja, Reizinho, e tantos outros.

Entretanto, o humorista queria mais, e sonhava ter um programa de entrevistas. E Silvio Santos resolveu atender o desejo dele. Em 1988, Jô mudou para o SBT e chegou a apresentar o humorístico Veja o gordo antes de ter seu programa Jô Soares onze e meia (que, apesar do nome, nunca começava às onze e meia da noite). Um dos entrevistados dele foi Roberto Carlos, no ano de 1995.

O programa ficou na emissora paulista até 1999. Em 2000, Jô retornou à TV Globo para apresentar de segunda a sexta seu Programa do Jô.

Em 1979, Roberto Carlos contracenou com Jô. Ou melhor, foi pedir uma ajuda ao Professor Sardinha.

Segue o diálogo! Na foto, Roberto Carlos no Jô Soares onze e meia.

*****
Doutor Sardinha está ao telefone, confirmando a resolução de um caso. Depois de desligar, fala para sua secretária.

SARDINHA - Dona Margarida, mande essa carta imediatamente! Não pode atrasar que o João vai se queixar.

DONA MARGARIDA - Perfeito. (e sai de cena)

(Doutor Sardinha levanta-se e vai até Roberto Carlos)

SARDINHA - Muito bem, o que é que o meu jovem deseja?

RC - Doutor Sardinha, eu queria falar sobre a Música Popular Brasileira.

SARDINHA - Mas como? A Música Popular Brasileira não está Música Popular Brasileirando mas comigo ela vai Música Popular Brasileirar! Qual é o problema? (vai andando, com RC o seguindo) O Jorge Ben não Jorge Benzeia?

RC - Benzeia!

SARDINHA - A Elis Regina não Regineia?

RC - Regineia!

SARDINHA - O Caetano Veloso não Veloseia?

RC - Veloseia!

SARDINHA - Então, comigo a Música Popular Brasileira vai Música Popular Brasileirar. O meu negócio é números. Agora, eu sou Sardinha, mas ninguém me pesca!

RC - Sim, mas o problema maior é que os músicos brasileiros estão parados!

SARDINHA - Ah, mas vão ter que andar. Comigo vai ter que andar, não é pra ficar parado coisa nenhuma. O músico brasileiro não tem que ficar parado, tem que ficar é na parada. E depois, uma coisa: a banda não bandeia?

RC - Bandeia!

SARDINHA - A Sinfônica não sinfoniqueia?

RC - Sinfoniqueia!

SARDINHA - O Isaac Karabitchevsk não Isaac Karabitchevskeia?

RC (gaguejando) - Karabitchevskeia.

SARDINHA - Então! Comigo vai dar certo, porque meu negócio é números.

RC - O meu também, Doutor Sardinha... Música e letra, né?

SARDINHA - Então faz o seguinte: fica com a música e me manda as letras todas, por favor, meu amigo. Letra imobiliária, letra de câmbio, porque meu negócio é números. Inclusive, eu tive uma idéia pra você que é um jovem compositor realmente extraordinária, um tema maravilhoso que é o otimismo!

RC - E como é que é a letra?

SARDINHA - Não sei, aí você desenvolve, aí você vai desenvolvendo. Eu só tenho a idéia, o desenvolvimento é por sua conta...

RC - Tudo bem, Doutor Sardinha, mas o músico brasileiro não tem trabalho!

SARDINHA - Isso já é outro departamento! Aqui não é trabalho, aqui é Pla-ne-ja-men-to!

RC (se indignando) - Tudo bem, mas o músico não tem onde trabalhar, Doutor Sardinha!

SARDINHA - Bom, mas isso é só exportar os músicos, exporta o músico e vêm dólares em troca, dólares, dólares... Meu negócio é números, é números!

RC - Tudo bem, tudo bem, Doutor Sardinha (anda e olha pra câmera, lamentando) Já vi que aqui não arranjo nada mesmo. (sai)

(A câmera focaliza o Doutor Sardinha)

SARDINHA - Roberto! Roberto! Continua cantando, Roberto! E divisas, canta lá fora e divisas pra cá. Divisas pra cá, por favor, Roberto! Olha: CANTE QUE O JOÃO GARANTE!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Palhaços e o rei




Olá, amigos.

Este blogue passa hoje a contar em seus posts alguns dos encontros de Roberto Carlos com integrantes do bom humor brasileiro. Ele, que, como compositor, abriu espaço para canções mais satíricas (Vista a roupa, meu bem, de 1970, e I love you, de 1971), aproveitou seu espaço artístico anual para contracenar com estes artistas do riso. Artistas que em caras e bocas fazem uma platéia inteira sorrir, enxugar as lágrimas do cotidiano em nome da diversão. É a estreia da série Palhaços e reis.

Neste primeiro post, apresentamos um momento no qual RC deixou a alegoria de "Rei" e foi palhaço. esgata hoje um momento marcante da carreira de Roberto Carlos. Trata-se do show Palhaço, que RC fez no Canecão em 1979, e que emocionou várias platéias não só pelo repertório, mas também pela homenagem que o "Rei' fez aos palhaços. "O símbolo de um herói colorido. Cuja arma é o sorriso."

Roberto Carlos voltaria a usar o figurino de palhaço no seu especial de 1986 (época da foto), intitulado Um circo chamado Brasil. Era o retorno à fantasia que ajudou a mostrar suas armas - a música e o sorriso - e, graças ao depoimento de Ronaldo Bôscoli publicado na revista Manchete, nós (que somos muito novos e pagamos alguns preços por isto) que não pudemos presenciar, podemos "rever" mais um detalhe de uma vida, da vida de um "Rei":

"O show vai terminar. Roberto, de frente para o público, começa o corajoso ritual. Compõe, com elementos colocados em cena, seu próprio palhaço. Suas mãos não vacilam. Nenhum rictus na face. Canta O show já terminou. Uma discreta lágrima brota-lhe na face. Quase imperceptível. Termina o espetáculo. Aplausos e cortina engolem Roberto Carlos. Ele corre para o camarim. E desabafa no colo materno um pranto convulso."

E, agora, o Emoções de Roberto Carlos transcreve pra vocês o texto que Roberto Carlos lia antes de terminar o show. É bem verdade que "nas palavras existe sempre alguma coisa sem dizer", ele mesmo diz nos versos de O show já terminou, que ele canta em seguida. Mas creio que, no texto que segue (amparado pela escolha certeira da música), RC disse tudo, com a sinceridade que faz com que até hoje ele seja aclamado "Rei".

Segue este momento lindo!

Abraços a todos, Vinícius.

*****

SHOW "PALHAÇO"

Sou... mas quem não é? Sou e assumo! E só assim com cara de palhaço, descobri que os homens, antes de poluirem os ares e os mares, começaram a poluir as próprias palavras...

Cabeças muito encucadas fizeram do palhaço uma ofensa. "Seu palhaço!" Não é nada disso... Vocês sabem o que é realmente um palhaço? Cadê grandeza bastante pra tudo isso? Crises de palhaço todos nós temos! De repente, no Natal, a gente rouba uma verdade, veste um palhaço e acabou!

Eu já fui palhaço no meu ofício, vocês se lembram? "Vista a roupa, meu bem! Vista a roupa, meu bem! Vista a roupa, meu bem!"...

Eles sim. São e foram os grandes e heróicos palhaços atirando suas cores contra o preto e branco do cotidiano. Eu fui cavalo do meu rei, o Segundinho. Fui bobo da corte pra minha princesa Ana Paula. E num gesto de careta jogado ao acaso, minha filha Luciana aprendeu a rir...

Mas isso são apenas crises de palhaço. Quem sou eu pra ser palhaço mesmo? Mas eu preciso rolar a bola do mundo pra que ela se faça colorida pela primeira vez numa flor?

E um instante de palhaço dura exatamente uma eternidade! Um instante de palhaço dura exatamente uma eternidade! Exatamente uma eternidade...

Pra mim...

O show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu de nós
Uma verdade que insistimos em não ver
Não adianta mais
Chorar o amor que já tivemos
Existe em nosso olhar
Alguma coisa que não vemos
E nas palavras
Existe sempre alguma coisa sem dizer

E é bem melhor que seja assim
Você sabe tanto quanto eu
No nosso caso felicidade
Começa num adeus

Mas o show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu de nós
Uma verdade que insistimos
Em não ver

Nosso show já terminou

Nosso show já terminou...

domingo, 22 de novembro de 2009

Nosso Vasco campeão



Olá, amigos.

Com este post, o blogue Emoções de Roberto Carlos celebra a felicidade que RC e vários outros que torcem pelo mesmo time que ele tiveram ontem. Logo após a partida com a Portuguesa (em que o time paulista venceu por 1 a 0), o Vasco ergueu a taça de campeão brasileiro da Série B em 2009.

"Eu sou Vasco, todo mundo sabe! Meu time está se recuperando e vocês vão ver: em breve vai estar do jeito que a gente quer”. E, com três rodadas de antecedência, o Vasco retornou à elite do futebol brasileiro, com uma vitória por 2 a 1 sobre o América do Rio Grande do Norte (gols de Élton e Alex Teixeira, com Lúcio descontando).



Mesmo com as burocracias do estádio (que não queria dar permissão aos jogadores vascaínos que não estavam em campo na partida), os jogadores ergueram a taça e deram a volta olímpica. Mais uma vez, os vascaínos puderam gritar "é campeão", coisa que aconteceu durante 117 vezes nos 111 anos de clube.



Mais do que a conquista depois de seis anos sem títulos, o título da Série B é a prova de uma ressurreição digna para um clube que passou por tantos problemas nos últimos anos. Um prêmio para o ex-jogador (também Roberto) Dinamite, que aceitou o desafio de pegar um clube em frangalhos financeira e moralmente para erguê-lo novamente numa competição difícil.



A partir de 9 de maio de 2009, o Vasco iniciou sua empreitada na Série B do Campeonato Brasileiro, em São Januário, diante do Brasiliense. O gol de Rodrigo Pimpão selou a primeira de muitas vitórias vascaínas na competição.



Além de resultados dentro de campo, a torcida foi uma grande parceira dos jogadores, comparecendo em qualquer lugar que o Vasco ia jogar e, graças à diretoria, levando casa cheia também no Maracanã. Nas partidas contra Ipatinga (goleada por 4 a 0 um dia antes de o clube completar 111 anos de existência) e Bahia, o Vasco levou mais de 79 mil pessoas, todas apoiando o clube neste momento difícil.



E nem tudo foram flores no caminho vascaíno. Após a eliminação injusta para o Corínthians na Copa do Brasil, o Vasco teve uma incômoda sequência de empates no mês de junho, e chegou a ficar em oitavo lugar na competição. Mas, graças ao empenho do técnico Dorival Júnior e à liderança do capitão Carlos Alberto, a caravela retornou seu rumo ao título.



O Vasco encerrará sua participação no Campeonato Brasileiro da Série B no próximo sábado, dia 28 de novembro, contra o Ipatinga, no Ipatingão. Mas em 37 partidas, já traz uma campanha sensacional: 22 vitórias, 10 empates e cinco derrotas. Eis a trajetória cruzmaltina na competição:

PRIMEIRO TURNO



1 x 0 Brasiliense (Rodrigo Pimpão)

2 x 0 Ceará (Ramon e Léo Lima)

3 x 0 Atlético-GO (Élton, Edgar e Ramon)

1 x 3 Paraná (Edgar)

0 x 0 São Caetano

0 x 0 Guarani

0 x 0 Duque de Caxias

1 x 1 Figueirense (Carlos Alberto)

0 x 0 Bragantino

3 x 0 Ponte Preta (Élton - 2 e Robinho)

2 x 0 Vila Nova (Fágner e Élton)

3 x 0 ABC (Souza, Adriano e Élton)

1 x 2 Bahia (Alex Teixeira)

2 x 1 Fortaleza (Alex Teixeira e Adriano)

2 x 1 Juventude (Carlos Alberto e Souza)

3 x 0 Campinense (Carlos Alberto, Gian Mariano e Élton)

2 x 2 América-RN (Élton e Adriano)

3 x 1 Portuguesa (Gian Mariano, Adriano e Élton)

4 x 0 Ipatinga (Alex Teixeira - 2, Carlos Alberto e Élton)


SEGUNDO TURNO



1 x 0 Brasiliense (Ramon)

0 x 2 Ceará

2 x 2 Atlético-GO (Carlos Alberto e Élton)

2 x 1 Paraná (Élton e Robinho)

1 x 0 São Caetano (Élton)

1 x 0 Guarani (Élton)

1 x 0 Duque de Caxias (Carlos Alberto)

1 x 2 Figueirense (Nílton)

0 x 0 Bragantino

1 x 1 Ponte Preta (Carlos Alberto)

4 x 1 Vila Nova (Nílton, Amaral, Titi e Élton)

3 x 2 ABC (Fernando, Carlos Alberto e Fumagalli)

2 x 1 Bahia (Fagner e Élton)

1 x 1 Fortaleza (Paulo Sérgio)

2 x 1 Juventude (Adriano e Carlos Alberto)

1 x 0 Campinense (Élton)

2 x 1 América-RN (Élton e Alex Teixeira)

0 x 1 Portuguesa

Em 1998, Roberto Carlos escreveu com Erasmo Carlos uma música dedicada ao Clube de Regatas Vasco da Gama. Erasmo e seu filho, Gugu Esteves, gravaram a canção para a compilação Vasco da Gama - 100 anos de sucesso. E cantaram por nosso Vasco, campeão!

Segue a letra. Na foto, Roberto Carlos com a camisa do Vasco, em registro do cruzeiro de RC no início de 2009.

Abraços a todos, Vinícius.

NOSSO VASCO CAMPEÃO - Roberto e Erasmo

Que bonito é
O início da constelação
De estrelas amarelas
Da bandeira do Vascão...

Sai da frente que o nosso Vasco vai passar
Grande como é sua torcida
Unida pra fazer seu time campeão
Mas que emoção

Nas águas da vitória vou nadar
E no Maracanã vou festejar
Cruz de Malta no peito do Almirante
Fé em Deus, nosso eterno comandante

Obrigado
A bola vai rolar
O bicho vai pegar
E a rede balançar

Encantado
Com essa multidão
Em preto e branco
E a Cruz de Malta no lugar do coração...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - FORRÓ



Olá, amigos.

A série Roberto Carlos, um estilo de música chega a seu último post hoje. E trazendo um estilo bem corriqueiro no cenário musical brasileiro.

O FORRÓ é uma dança tipicamente nordestina, e também é conhecido como forrobodó, arrasta-pé, baião, xaxado e quadrilha. Todos eles definem uma dança levemente sensual, conhecida por sua festa constante.

Curiosamente, há duas versões para o surgimento desta expressão. A mais comum é do estudioso Câmara Cascudo, de que ela é uma redução do termo "forrobodó". A segunda é de que ela seria um aportuguesamento de "for all", expressão muito usada por engenheiros pernambucanos quando faziam bailes abertos a todo o público.

Segundo pesquisadores da Música Popular Brasileiro, o primeiro forró veio em 1912, quando Chiquinha Gonzaga escreveu Forrobodó. Mas ele ficaria difundido com o passar do século XX, desde os grandes João do Vale, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga até os consagrados Elba Ramalho, Alceu Valença, Genival Lacerda e Dominguinhos.

E Dominguinhos ajudou Roberto Carlos a passear pela praia do forró. Em 1998, ele participou com sua sanfona no baile da fazenda proposto por RC. O bailado foi tanto que em 2005 o cantor regravou a canção - desta vez num ritmo mais puxado para o country.

Segue a letra! Na foto, Roberto em 1998.

Abraços a todos, Vinícius.

O BAILE DA FAZENDA - Roberto e Erasmo

O baile vai correndo solto a noite inteira
Começa cedo e não tem hora pra acabar
Gente dançando só pelo prazer da dança
E outros só pelo prazer de se abraçar
O povo todo se diverte nessa festa
Que vai até o outro dia clarear
Quem já chegou acerta o passo nessa dança
Quem não chegou aperta o passo pra chegar

Casais dão passos soltos no salão inteiro
E um casalzinho quase não sai do lugar
Que tal o baile?
Alguém pergunta, eles respondem
O baile é bom, mas bom também é namorar

Quanta alegria está no rosto dessa gente
Que esquece tudo e não vê o tempo passar
Na madrugada o sanfoneiro toca forte
O baile esquenta e o povo começa a cantar

Ai, ai, ai,
Ai, ai, ai,
A madrugada que passou não volta mais
Ai, ai, ai,
Ai, ai, ai,
A madrugada que passou não volta mais

Tem sempre alguém de longe olhando alguém que ama
Há muito tempo e nunca pode lhe falar
Tira pra dança e par constante a noite inteira
Depois do baile estão falando em se casar

O sol nascendo e o sanfoneiro continua
O baile acaba e ele não pára de tocar
Sai pela porta e todo mundo vai seguindo
E pela estrada o povo todo a cantar

Ai, ai, ai,
Ai, ai, ai,
A madrugada que passou não volta mais
Ai, ai, ai,
Ai, ai, ai,
A madrugada que passou não volta mais...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - RAP



Olá, amigos.

No penúltimo post de sua série, Roberto Carlos, um estilo de música traz mais um ritmo que passou pela obra de RC. E, depois do soul e do gospel, este blogue fala sobre outro gênero musical internacional.

O RAP é a sigla de Rhytm and Poetry, um estilo que mistura música e rimas (em geral, de maneira improvisadas) difundido na cultura Hip Hop. Criado originalmente na Jamaica, ele passou a fazer sucesso na década de 1970.

Mas, das ruas o rap foi para o comércio musical, e apresentou artistas como Kanye West, Ice Cub e os mais recentes Eminem e 50 Cent. No Brasil, os rappers surgiram através de bandas como Racionais MC'S e artistas como Sabotage, BNegão, Negra Li, Marcelo D2 e Gabriel, O Pensador.

Diante de tanta movimentação neste cenário, Roberto Carlos resolveu participar desta "festa da música tupiniquim". Feito originalmente para o disco Pra sempre, seu rap acabou saindo em 2002, como bônus inédito do disco que reuniu números do show do Aterro do Flamengo. Mais de 40 anos depois de Susie, Roberto voltava ao estilo musical, com uma música reflexiva sobre nós, os Seres Humanos.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos em 2002.

Abraços a todos, Vinícius.

SERES HUMANOS - Roberto e Erasmo

Que negócio é esse de que somos culpados
De tudo que há de errado sobre a face da terra
Que negócio é esse de que nós não temos
Os devidos cuidados com o mundo em que vivemos
Fazemos quase tudo por necessidade
Vivemos em busca da felicidade
Somos Seres Humanos
Só queremos a vida mais linda
Não somos perfeitos
Ainda

Afinal nem sabemos porque aqui estamos
E mesmo sem saber seguindo em frente vamos
Vencemos obstáculos todos os dias
Em busca do pão e de alguma alegria
Não podemos ser julgados pela minoria
Nós somos do bem e o bem é a maioria

Somos Seres Humanos
Só queremos a vida mais linda
Não somos perfeitos
Ainda


Só quero a verdade
Nada mais que a verdade
Não adianta me dizer
Coisas que não fazem sentido
Que tal olhar as coisas que a gente tem conseguido
E o mundo hoje é bem melhor
Do que há muito tempo atrás
E as mudanças desse mundo
O Ser Humano é que faz

Estamos sempre em busca de uma solução
Queríamos voar, fizemos o avião
O telefone, o rádio, a luz elétrica
A televisão, o computador, progressos na engenharia genética
Maravilhas da ciência prolongando a vida
Nós temos amor, ninguém duvida

Somos Seres Humanos
Só queremos a vida mais linda
Não somos perfeitos
Ainda

Mas que negócio é esse de que somos culpados
De tudo que há de errado sobre a face da terra
Buscamos apoio nas religiões
E procuramos verdades em suposições
Católicos, judeus, espíritas e ateus
Somos maravilhosos
Afinal somos filhos de Deus

Somos Seres Humanos
Só queremos a vida mais linda
Não somos perfeitos
Ainda

Só quero a verdade
Nada mais que a verdade...