
Olá, amigos.
A série Elas cantam Roberto Carlos continua a apresentar as cantoras que estiveram neste tributo, que fez parte da comemoração dos 50 anos de carreira de RC. E hoje o blogue abre espaço para mais uma cantora do pop brasileiro.
MARINA LIMA estreou em disco no ano de 1979, com Simples como fogo. Mas, curiosamente, ela começou a fazer sucesso dois anos antes, quando Gal Costa interpretou sua música Caras e bocas. Seus discos chamaram atenção pela mescla de músicas de sua autoria (feitas em parceria com seu irmão, Antônio Cícero) e gravações de músicas de Dolores Duran e Angela Ro Ro.
No ano de 1984, veio um sucesso grandioso: Fullgás, parceria sua com Antônio Cícero, além de uma releitura interessante para Me chama, de Lobão. E vieram outros discos, como Todas, Virgem e Abrigo. Entre o final dos anos 80 e o início da década seguinte vieram sucessos como À francesa e Eu não sei dançar, além de interessantes leituras para Samba do avião e Garota de Ipanema (esta gerou o primeiro clipe da MTV brasileira).
Depois de sucessivas perdas na família, Marina adotou o sobrenome Lima e ficou seis anos afastadas dos palcos, só retornando em 2000, com o show Sissi na sua (que se tornou um disco ao vivo). Vieram novos discos, um Acústico MTV e também a participação no programa Saia justa, exibido no canal a cabo GNT.

Marina Lima passeou pelo universo de Roberto Carlos por duas vezes na década de 1980. Em 1982, a última faixa do LP Desta vida desta arte é justamente Emoções - na qual ela tem o luxuoso acompanhamento de Rildo Hora na gaita. E no disco Fullgás um dos destaques foi para a leitura de Mesmo que seja eu. Graças a ela, os versos "você precisa de um homem pra chamar de seu, mesmo que esse homem seja eu" ganharam uma conotação completamente diferente da original.
E ela se apresentou no Teatro Municipal cantando uma música que não foi escrita por Roberto Carlos. Marina foi procurar o repertório de Caetano Veloso na discografia de RC, e achou uma canção lançada em 1971.
Segue a letra! Na foto, Marina Lima durante Elas cantam Roberto Carlos.
Abraços a todos, Vinícius.
COMO DOIS E DOIS - Caetano Veloso
Quando você me ouvir cantar
Venha, não creia, eu não corro perigo
Digo, não digo, não ligo, deixo no ar
Eu sigo apenas porque eu gosto de cantar
Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto, não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias, tristezas e brinco
Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
Quando você me ouvir chorar
Tente, não cante, não conte comigo
Falo, não calo, não falo, deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam pra consolar
Tudo vai mal, tudo, tudo, tudo, tudo...
Tudo mudou não me iludo e contudo
A mesma porta sem trinco
O mesmo teto, o mesmo teto
E a mesma lua a furar nosso zinco
Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco...