segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - IÊ-IÊ-IÊ



Olá, amigos.

Depois de mostrarmos a fase bossa-novista de Roberto Carlos, a série Roberto Carlos, um estilo de música recorda os acordes do IÊ-IÊ-IÊ. Influenciados pelos quatro rapazes de Liverpool, os inesquecíveis Beatles, os jovens brasileiros começaram a imitar seu estilo de cantar, suas roupas, e chegaram às canções.

"E tudo isso era um todo. Um todo chamado Jovem Guarda" - afirmou Roberto Carlos em seu especial de 1983. Em 24 de agosto de 1965, estrearia o programa que batizava este movimento, e trazia a "versão brasileira" do iê-iê-iê.

"Os Beatles cantavam Yesterday, e Erasmo Carlos cantava a Gatinha manhosa. Os Beatles cantavam Help e a Jovem Guarda fazia sua Festa de arromba.", RC relembrou num show de 1998. Nesta época, era comum canções dos Beatles receberem versões, mas, curiosamente, Roberto não foi autor, nem gravou nenhuma delas. Somente em 1984 ele faria a versão de And I love her, de Lennon e McCartney, que receberia o título de Eu te amo.

Até hoje, Roberto Carlos se lembra com saudade do tempo que passou, das jovens e intensas tardes de domingo e de todos os dias das semanas jovem-guardistas. Mas o tempo do "iê-iê-iê" passou, desgastado pela superexposição na mídia e pela insistência intelectualóide de que se tratava de um ritmo em letra e música alienante.

A música escolhida para retratar o "iê-iê-iê" de Roberto Carlos mostra o pensamento da época, um período em que os cabeludos topavam qualquer parada. Até mesmo brigar por uma garota.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos em seu estilo "iê-iê-iê".

Abraços a todos, Vinícius.

OS SETE CABELUDOS - Roberto e Erasmo

Tudo começou quando Lili foi à esquina
E a turma de outra rua se empolgou com a menina
Lili meio sem jeito, sorriu alegremente
Mas viu que os olhares eram bem diferentes

Um cara esquisito
Seu braço segurou
E um beijo da Lili
O atrevido roubou

Vinha o meu carro
Em doida disparada
Com sete cabeludos
Pra topar qualquer parada

Foi quando, de repente, a cena eu avistei
E o freio do carango bruscamente eu pisei
Sem mesmo abrir as portas e sem botar as mãos
Pulamos todos os sete para entrar em ação

Brigamos muito tempo, rasgamos nossa roupa
Fugimos da polícia que já vinha feito louca
Porém, maldita a hora que eu fui olhar pra trás
A cena que eu vi não esqueço nunca mais

Lili toda contente na esquina conversava
Com o cara esquisito que há pouco lhe beijava
Estava indiferente àquela confusão
Lili era bonita, mas não tinha coração

Então juramos todos os sete
Palavra de rapaz
Que por garota alguma
Não brigamos nunca mais

Que por garota alguma
Não brigamos nunca mais...

Que por garota alguma não brigamos nunca mais
Que por garota alguma não brigamos nunca mais...

3 comentários:

James Lima disse...

Muito bacana a ideia da série, e muito bacana também o que você escreveu sobre a Bossa Nova e o Iê-Iê-Iê.

Manda brasa, que a gente tá de olho.

James Lima
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