quinta-feira, 25 de novembro de 2010

As mulheres de Roberto Carlos - LINDA



Olá, amigos.

A série As mulheres de Roberto Carlos chega à sua segunda postagem, trazendo uma mulher rara no cancioneiro de RC. Nesta sequência, apresentamos músicas que ele cantou que trazem nomes femininos.

A "raridade" é que esta música foi lançada em seu primeiro LP - Louco por você - que jamais teve uma segunda tiragem. Sempre que teve um relançamento, sua discografia começou com o ano de 1963.

Com isto, muitos de seus fãs não tiveram acesso a LINDA. Uma versão de Carlos Imperial que foi citada na música Louco não estou mais ("Linda foi namoro que pouco durou"), e que não merece ser esquecida na lista de mulheres de Roberto Carlos.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos em seu início de carreira.

Abraços a todos, Vinícius.

LINDA - Bill Caesar (versão de Carlos Imperial)


Linda, oh, Linda
Com você vivo a sonhar
Linda, oh, Linda
Só você eu hei de amar
Linda, oh, Linda
Vivo triste a esperar
Linda, oh, Linda
Que você me queira amar

Naquele momento em que você me beijou
A Terra tremeu e a vida parou
Meu sangue ferveu e a cabeça girou
E o meu coração queimou

Linda, oh, Linda
Com você vivo a sonhar
Linda, oh, Linda
Só você eu hei de amar

Linda, oh, Linda
Vivo triste a esperar
Linda, oh, Linda
Que você me queira amar

Naquele momento em que você me beijou
A Terra tremeu e a vida parou
Meu sangue ferveu e a cabeça girou
E o meu coração queimou

Linda, oh, Linda
Com você vivo a sonhar
Linda, oh, Linda
Só você eu hei de amar

terça-feira, 23 de novembro de 2010

As mulheres de Roberto Carlos - MALENA



Olá, amigos.

Recentemente, Roberto Carlos fez um show exclusivo para mulheres em São Paulo. E, além de chegar aos corações das mulheres através de palavras doces, sensuais, apaixonadas, ou dedicar músicas especificamente para gordinhas, baixinhas, de óculos e de 40 anos, Roberto teve em seu repertório músicas com nomes próprios femininos.

Com o post de hoje, começamos a enumerar As mulheres de Roberto Carlos. Na lista, todas as mulheres que assinaram seus nomes em canções gravadas por RC.

A primeira delas foi tema de duas canções dos primeiros anos da carreira de Roberto Carlos. MALENA apareceu pela primeira vez num compacto de 1962, ainda antes dele passar pelo primeiro tapa que levou com a história do Splish Splash. E, no ano seguinte, voltaria, para ser incluída em seu segundo LP.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos na época da Jovem Guarda.

Abraços a todos, Vinícius.

MALENA - Rossini Pinto e Fernando Costa

Malena
Eu sou um sofredor
Oh, oh, oh, Malena
Eu quero o teu amor
Malena
Não posso mais sofrer
Oh, oh, oh, Malena
Sem ti não sei viver

Eu vivo triste
Amargurado assim
No mundo não existe
Quem sofra igual a mim

Oh, oh, oh, Malena
Não posso mais chorar
Oh, oh, oh, Malena
Eu choro por te amar

Eu choro por te amar...

*****

RELEMBRANDO MALENA - Rossini Pinto

Malena, querida, eu te quero
E ainda te amo, te adoro e venero
Sou louco por ti

Malena, querida, relembro os momentos felizes
De alegria e ternura
Que ao teu lado vivi

Tentei em vão te esquecer
Sem conseguir contudo, amor
Se mal te fiz foi sem querer
Pois eu te amo com fervor

Malena querida
Perdoa a minha loucura
Esquece o passado
E volta pra mim

Tentei em vão te esquecer
Sem conseguir contudo o amor
Se mal te fiz foi sem querer
Pois eu te quero com fervor

Malena querida perdoa a minha loucura
Esquece o passado
E volta pra mim...

domingo, 21 de novembro de 2010

Os outros parceiros musicais de Roberto Carlos - FRED JORGE



Olá, amigos.

A série Os outros parceiros musicais de Roberto Carlos chega ao seu último post. Como se vê, foram poucos os momentos nos quais RC fez parceria com outro artista que não fosse Erasmo Carlos.

E, após Carlos Imperial e Ronaldo Bôscoli, também foi incluído na lista o paulista do Tietê, Frede Jorge Japur. Que, no cenário musical, ficaria mais conhecido como FRED JORGE.

Fred Jorge foi o responsável por, a partir do fim da década de 1950, dar palavras em português para sucessos internacionais. São de sua autoria as versões brasileiras de Diana (cantada por Carlos Gonzaga), Estúpido cupido e Banho de lua (ambas na voz de Celly Campello).

Mas, a partir de 1970, Roberto Carlos daria destaque a seu valor como compositor, independente deste lado versionista - quando gravou em compacto a música A palavra adeus. Depois disto, viriam outras cinco canções - Se eu partir, de 1971, Você já me esqueceu, de 1972, Não adianta nada, de 1973, O dia-a-dia (em parceria com Nenéo), de 1976, e Todos os meus rumos, de 1978.

Até Fred Jorge se tornar um parceiro musical de Roberto Carlos. Numa canção bastante intimista, a dupla escreveu sobre um relacionamento do qual restaram recordações e mais nada - na voz de RC para seu LP de 1983.

Segue a letra! Na foto, um raro registro de Fred Jorge e Roberto Carlos.

RECORDAÇÕES E MAIS NADA - Roberto Carlos e Fred Jorge

Ainda guardo na boca
O gosto daquele beijo
E na lembrança uma história
Cheia de amor e desejo
Só um aceno e depois
O olhar perdido na estrada
E só restou de nós dois
Recordações e mais nada

Como é possível esquecer
O nosso encontro primeiro
Você chegou simplesmente
E eu perguntei quase nada

E num momento nós dois
Nos envolvemos demais
Mas pouco tempo depois
Aquele adeus, nada mais

E o nosso amor se perdeu
Se consumiu por inteiro
Como um cigarro esquecido
Na borda de algum cinzeiro

De tudo aquilo ficou
Esta saudade guardada
E de nós dois só restou
Recordações e mais nada...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Os outros parceiros musicais de Roberto Carlos - RONALDO BÔSCOLI



Olá, amigos.

A série Os outros parceiros musicais de Roberto Carlos chega a mais um post, contando sobre alguns dos compositores que fizeram canções em parceria com Roberto Carlos. São poucos os momentos nos quais RC abriu espaço de coautoria para outro que não fosse Erasmo Carlos.

RONALDO BÔSCOLI tem algo em comum com Carlos Imperial, outro coautor na obra de RC. Ele participou de maneira incisiva num movimento musical marcante do país, como produtor e como compositor. Mas Bôscoli se enveredou pelo caminho da Bossa Nova, para onde escreveu músicas como O barquinho, Lobo bobo e Saudade fez um samba, dentre outras.

Chegou a conhecer através de Carlos Imperial um menino definido como "novo João Gilberto". Após ouvi-lo, aconselhou-o a não seguir a vida de imitador, e disse para ele procurar um novo caminho. Um ano e meio depois, reencontrou o menino, agora conhecido por seu nome de batismo - Roberto Carlos.

A partir de 1970, Ronaldo Bôscoli formaria com Luiz Carlos Miéle e Roberto Carlos um "casamento a três". A dupla Miéle e Bôscoli ajudou RC a fazer seus grandes shows, desde A 200 km por hora (de 1970) até Luz (de 1994), ajudando nos textos e nos roteiros musicais. O "casamento" só foi desfeito em 1994, quando Ronaldo Bôscoli faleceu.

Além do grande auxílio à sua carreira, Ronaldo deixou para Roberto Carlos uma lembrança - a de uma parceria musical. Em seu livro de memórias Eles e eu (com depoimentos dados para Ângela Chaves e Luiz Carlos Maciel), Bôscoli contou sobre como foi lidar com seu parceiro musical Roberto Carlos:

"Há ainda outras superstições e manias do Rei, como jamais usar tinta vermelha ou preta ou de qualquer outra cor pra escrever. Só usa caneta com tinta azul. Riscar palavras, colocar setas em papel, essas coisas, ele também não tolera. Certa vez, fui parceiro dele numa canção, Procura-se, e foi o maior drama. Eu riscava as coisas, colocava outras em cima, ele ficava puto:

- Não se risca nada. Tem que guardar tudo.

Foi um duelo. Fiquei totalmente inibido: não pode isso, não pode aquilo, não pode essa palavra, não pode pôr aquela... O resultado final acabou sendo bem ruim. Procura-se é bem fraquinha. Para se compor com o Roberto Carlos, é preciso respeitar todas as suas manias - ou crenças. Mas enfim, pelo menos tenho o o grande orgulho de ter conseguido quebrar a hegemonia de Erasmo Carlos, parceiro quase único do Rei".

Segue a letra da canção Procura-se, gravada por RC em seu LP de 1980! Na foto, Roberto Carlos e Ronaldo Bôscoli.

Abraços a todos, Vinícius.

PROCURA-SE - Roberto Carlos e Ronaldo Bôscoli

E desarmado eu estava
Tudo que eu tinha lhe dei
Diante daquelas armas
Não resisti, me entreguei

E me entreguei no seu corpo
Me confessei no seu peito
Me amordacei na sua boca
Enlouqueci no seu leito

E me levou noite a dentro
E tanto a gente se amava
Que eu me calava na boca
Que me mordia a palavra

Depois no nosso silêncio
A minha mão deslizava
E percorrendo seus traços
Escorreguei do seu corpo
E adormeci nos seus baços

Procuro essa mulher e não me importa
O que já me aconteceu quando essa porta
Se fechou, e corpo-a-corpo nos meus braços
Quase me matou de amor

Eu quero esse momento alucinante
Eu quero aquilo tudo nesse instante
Daquela que uma noite, aquele dia
Quase me matou de amor

Seus olhos são como a noite
Esconde tantos segredos
Nos lábios tanto desejo
Que só de olhar vem na boca
O gosto daquele beijo

Por isso todo esse tempo
Procuro, espero, persigo
Esteja onde estiver
Quero de novo comigo
Procuro aquela mulher

Procuro essa mulher e não me importa
O que já me aconteceu quando essa porta
Se fechou, e corpo-a-corpo nos meus braços
Quase me matou de amor

Eu quero esse momento alucinante
Eu quero aquilo tudo nesse instante
Daquela que uma noite, aquele dia
Quase me matou de amor

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Os outros parceiros musicais de Roberto Carlos - CARLOS IMPERIAL




Olá, amigos.

Após um breve recesso, este blogue volta a ser atualizado hoje. Neste retorno, apresentamos uma breve sequência de curiosidades da carreira de Roberto Carlos.

Muitos estão acostumados a ouvir músicas escritas por Roberto Carlos em parceria com Erasmo Carlos. Mas, RC já abriu seu leque, mesmo que timidamente, para outros parceiros.



Um deles foi no início de carreira, ainda antes da chegada de Erasmo como coautor. CARLOS IMPERIAL também nasceu no Espírito Santo, mas na cidade de Castelo. Ainda na adolescência, mudou-se para o Rio de Janeiro e, aos 22 anos, começou a se destacar na música, graças à criação do Clube do Rock, evento que reunia artistas e fãs deste estilo musical.

Em 1959, o Clube do rock se tornou programa na TV Tupi, e lá foi apresentado o "Elvis Presley brasileiro" - um cachoeirense chamado Roberto Carlos, que se apresentara com um conjunto de rock chamado Os Sputinicks (que tinha Tim Maia em seu grupo), mas voltava em um momento solo, para cantar músicas de Elvis. Roberto passou a ser assessorado por Imperial, que lhe deu a chance de gravar seu primeiro compacto.

Carlos Imperial também lançou outros artistas da Jovem Guarda, e é autor de músicas conhecidíssimas do movimento musical, como O bom (cantada por Eduardo Araújo) e Vem quente que eu estou fervendo. Muitas das versões presentes no primeiro LP de Roberto Carlos - o raro Louco por você - foram escritas por Imperial.

Foi autor de outras canções de destaque da música brasileira, como Mamãe passou açúcar em mim, interpretada por Wilson Simonal, e A praça, sucesso de Ronnie Von. Mas também teve o privilégio de ser parceiro de Ataulfo Alves, no samba Você passa e eu acho graça, que foi gravado por Clara Nunes.

Nas décadas seguintes à Jovem Guarda, foi revelada sua característica de homem multimídia. Trabalhou como jornalista, foi jurado de programa de calouros e teve larga participação no cinema.



Como ator, depois das chanchadas da Atlântida, passou por filmes de destaque como Cassy Jones, o magnífico sedutor e Independência ou morte, até trabalhar em pornochanchadas - as mais esdrúxulas são A ilha das cangaceiras virgens, A banana mecânica e As depravadas. Também dirigiu comédias eróticas, como O sexomaníaco e Um marciano em minha cama.



Foi o vereador mais votado do Rio de Janeiro no ano de 1984. Até sua morte, em 1992, ficou conhecido também como o locutor oficial da apuração dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro - onde ficou famoso seu bordão "Dez! Nota dez!". Deixou um legado de uma vida dedicada à música de jovem e a muita, mas muita irreverência, com seu estilo polêmico e cafajeste.

No primeiro compacto de Roberto Carlos, o nome de Carlos Imperial aparece ao lado do nome do jovem e promissor cantor e compositor de 18 anos. Numa Bossa Nova interpretada pelo "novo João Gilberto" (como Imperial apresentava RC em reuniões musicais", vinha um novo ponto de vista da história de João e Maria.

Segue a letra! Na foto, vale a pena forçar a vista para ver na ponta um Roberto Carlos com cabelo curto, típico de Exército, ao violão Carlos Imperial e à direita de Imperial, Cauby Peixoto.

Abraços a todos, Vinícius

JOÃO E MARIA - Roberto Carlos e Carlos Imperial

Li no almanaque a versão
Nova da história do João
Levou Maria pro bosque passear
E borboletas lindas apanhar

Mariazinha não sabia não
Das intenções do João

A verdade está no almanaque
Pois o tal passeio foi de araque
Mariazinha não gostou não
Do papelão do João

Mas o fim não está no almanaque
Sei que a Mariazinha voltou de Cadillac
João, coitado, ficou abandonado
Com as borboletas na mão
Coitadinho do João

Era uma vez, João
Era uma vez, João
Era uma vez, João
Joãozinho...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Roberto Carlos na avenida



Olá, amigos.

Após a sequência Roberto Carlos em capítulos, este blogue traz hoje mais um capítulo no qual Roberto Carlos dá samba. 15 anos depois de ter sido tema da Unidos do Cabuçu, com Roberto Carlos no reino da fantasia, ele está de volta, para comemorar seus 70 anos.

Após várias eliminatórias, o samba já está escolhido. Agora, passe no Blog Roberto Carlos Braga pra conhecê-lo na voz de Neguinho da Beija-Flor.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos com Neguinho da Beija-Flor e a bateria da escola.

Abraços a todos, Vinícius.

A SIMPLICIDADE DE UM REI - Samir Trindade, Serginho Aguiar, JR Beija Flor, Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Théo M. Neto


Meu Beija-Flor, chegou a hora
De botar pra fora a felicidade
A alegria de falar do Rei
E mostrar pro mundo essa simplicidade

A saudade
Vem pra reviver o tempo que passou
Ah, essa lembrança foi o que ficou
Momentos que não esqueci

Eu, cheio de fantasias
Na luz do rei menino
Lá no seu Cachoeiro
E lá vou eu...

De calhambeque, a onda me levar
Na jovem guarda, o rock a embalar
Vivendo a paixão
Amigos de fé guardei no coração

Quando o amor invade a alma, é magia!
É inspiração pra nossa canção, poesia!
O beijo na flor é só pra dizer
Como é grande o meu amor por você

Nas curvas dessa estrada
A vida em canções
Chora, viola
Nas veredas dos Sertões

Lindo é ver a natureza
Por sua beleza
Clamor em seus versos

No mar navegam emoções
Sonhar faz bem aos corações
Na fé com o meu Rei seguindo
Outra vez estou aqui
Vivendo esse momento lindo

De todas as Marias
Vêm as bênçãos lá do céu
Do samba faço oração
Poema, emoção...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Roberto Carlos em capítulos - VIVER A VIDA



Olá, amigos.

Com o post de hoje, a série Roberto Carlos em capítulos chega ao seu último capítulo. Mas a sequência de novelas com temas de RC não chegou a ter um desfecho. A cada nova trama, sempre pode vir uma nova presença dele como compositor - caso da recente Passione, que tem Gatinha manhosa em sua trilha, na voz de Adriana Calcanhotto.



Neste último post, o Emoções de Roberto Carlos abre espaço para a música mais recente de Roberto Carlos. A mulher que eu amo foi feita especialmente para a novela Viver a vida, de Manoel Carlos. Acima, a abertura do primeiro capítulo. Com o passar dos dias, as aberturas foram incorporando imagens de cenas da novela.

Mais uma vez as páginas da dramaturgia estavam abertas para as venturas e desventuras dos moradores do Leblon, e sempre capitaneada por uma Helena. A Helena desta trama foi feita por Taís Araújo - a primeira atriz negra a fazer uma personagem principal de Manoel Carlos. Ela era uma modelo que se envolve com o empresário Marcos, novamente um galã vivido por José Mayer.



Mas, além dos ciúmes da ex-mulher dele, Teresa (ótima atuação de Lília Cabral), a protagonista teve de conviver com a ira da filha, Luciana (vivida por Alinne Moraes), também modelo, uma moça mimada e que tem inveja do sucesso de Helena. Luciana é namorada do certinho Jorge, um arquiteto centrado em sua carreira e que reclama do estilo mais tranquilo do seu gêmeo Miguel (ambos feitos por Mateus Solano). Miguel convive com os problemas da namorada, Renata (vivida por Bárbara Paz), uma aspirante a atriz obcecada por magreza e que tem um grande distúrbio: substituir refeições por bebida alcoólica.



Além do Leblon, Viver a vida passeou com destaque também por Búzios, onde morava a família de Helena e também era a terra de outros personagens. Uma delas foi Dora (vivida por Giovanna Antonelli), uma mulher que tem uma filha controladora (estreia de Klara Castanho). A personagem de Giovanna Antonelli estava prevista para disputar o amor de Marcos com Helena.



Mas, Manoel Carlos teve de refazer seus planos iniciais. A empatia entre Taís Araújo e José Mayer não deu certo, ao contrário de sua relação com Thiago Lacerda, autor que fazia Bruno - e o casal ficou junto ao final, que foi ao ar em 14 de maio de 2010.



Em compensação, outras tramas foram bastante relevantes - a mais forte delas foi a maneira como Luciana lidou com o fato de ter ficado tetraplégica. Luciana não só consagrou Alinne Moraes como a personagem ajudou a derrubar muitos preconceitos da vida real.

A estreante Adriana Birolli rendeu muitos elogios por sua interpretação da personagem Isabel, assim como Nanda Costa no papel de Soraia. Marcelo Mello e Aparecida Petrowski foram muito bem como o traficante Bené e a revoltada Sandrinha, que mostraram as dificuldades de quem vive no "poder paralelo" do tráfico. Na parte cômica, destaque para a paixão entre Gustavo e Malu, em grandes atuações de Gustavo Airoldi e Camila Morgado.



Só que, em meio a tantos destaques, a atuação que mais rendeu aplausos foi a de Mateus Solano. Como os irmãos gêmeos Jorge e Miguel, o ator mostrou muito empenho e em nenhum momento deixou que a disparidade de personalidade deles - Jorge, o sério, e Miguel, o irreverente - caísse num tom caricatural.

Um dado curioso sobre a participação de Roberto Carlos na trilha. Ele custou a liberar a canção para a novela. Roberto não estava satisfeito com a gravação, queria refazê-la, ameaçando a entrada da canção na trilha sonora. Mas o cantor acabou convencido de que a música estava ótima e que ela embalaria um dos romances principais da novela.



No Roberto Carlos Especial daquele ano, ele interpretou a canção. Enquanto ele cantava, apareciam imagens do casal Marcos e Helena.



Segue a letra! Na foto, Marcos e Helena em Paris.

Abraços a todos, Vinícius.

A MULHER QUE EU AMO - Roberto Carlos

A mulher que eu amo
Tem a pele morena
É bonita, é pequena
E me ama também

A mulher que eu amo
Tem tudo que eu quero
E até mais do que espero
Encontrar em alguém

A mulher que eu amo
Tem um lindo sorriso
É tudo que eu preciso
Pra minha alegria

A mulher que eu amo
Tem nos olhos a calma
ilumina minh'alma
É o sol do meu dia

Tem a luz das estrelas
E a beleza da flor
Ela é minha vida
Ela é o meu amor

A mulher que eu amo
É o ar que eu respiro
E nela eu me inspiro
Pra falar de amor

Quando vem pra mim
É suave como a brisa
E o chão que ela pisa
Se enche de flor

A mulher que eu amo
Enfeita minha vida
Meus sonhos realiza
Me faz tanto bem

Seu amor é pra mim
O que há de mais lindo
se ela está sorrindo
Eu sorrio também

Tudo nela é bonito
Tudo nela é verdade
E com ela eu acredito
Na felicidade

Tudo nela é bonito
Tudo nela é verdade
E com ela eu acredito
Na felicidade...