sábado, 14 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - TANGO



Olá, amigos.

A série Roberto Carlos, um estilo de música, continua a passear por ritmos musicais internacionais. E agora é a vez de mais um acervo da América Latina.

Influenciado pela milonga, pela habanera e por melodias populares na Europa, o TANGO passou a ter destaque no subúrbio de Buenos Aires nos últimos anos do século XIX. Mas foi no início do século XX que o tango ganhou maiores dimensões no universo musical, através do nome de CARLOS GARDEL.

Em seus primeiros momentos artísticos, Gardel se apresentava com o nome de El Morocho, nos prostíbulos e nos subúrbios da capital argentina. Somente a partir de 1917 suas canções ganhariam destaque, a partir do registro fonográfico Mi noche triste.

Começava a ascensão de um artista que apresentou vários clássicos deste estilo - casos de Por una cabeza, Amores de estudiante e Mi Buenos Aires querido. Um dado curioso: embora seja associado à Argentina, Gardel não é argentino de nascimento. Biógrafos também não sabem dizer ao certo o local onde o cantor nasceu - alguns documentos afirmam que ele tenha nascido no Uruguai, na região de Tacuarembó, enquanto outros registros apontam que foi em Toulouse, na França. Sempre que questionado sobre sua origem, ele dizia: "Nasci em Buenos Aires, aos dois anos e meio de idade".

Lançada por Gardel originalmente em 1935 (ano em que um desastre de avião em Medellín, na Colômbia, encerrou bruscamente a carreira de um dos maiores expoentes do tango), esta canção foi escrita em parceria com o brasileiro Alfredo Le Pera. Ela também foi a primeira música em castelhano incluída num LP brasileiro de Roberto Carlos.

Segue a letra! Na foto, Roberto em show na década de 1970.

Abraços a todos, Vinícius.

EL DÍA QUE ME QUIERAS - Carlos Gardel e Alfredo Le Pera

Acaricia mi ensueño
El suave murmullo de tu suspirar
Como rie la vida
Si tus ojos negros me quierem mirar

Y si es mio el amparo
De tu risa leve, es como un cantar
Ella aquieta mi herida
Todo, todo se olvida

El día que me quieras
La rosa que engalana
Se vestirá de fiesta
Con su mejor color

Al viento las campanas
Dirán que ya eres mia
Y locas las fontanas
Se contarán tu amor

La noche que me quieras
Desde el azul del cielo
Las estrellas celosas
Nos mirarán pasar

Y un rayo misterioso
Hará nido en tu pelo
Luciérnaga curiosa
Que verá que eres mi consuelo...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - SALSA



Olá, amigos.

A série Roberto Carlos, um estilo de música prossegue a contar todos os estilos musicais que fazem parte da safra de RC. E hoje, mostramos mais um ritmo internacional que passou por aqui.

Surgida em Cuba durante a década de 1960, a SALSA foi influenciada pelo ritmo do mambo (muito popular na década anterior), mas adicionando características de ritmos afro-caribenhos. Além do mambo, tem traços da rumba e do son motuno de Cuba, do calipso de Trinidad e Tobago, do merengue da República Dominicana e da cumbia colombiana. Há também influências do rock americano e do reggae da Jamaica.

Tudo temperado para formar boa música e uma sonoridade que colocasse uma mistura de ritmos com sabor "latino-americano". Daí decidiram colocar este nome, que, na língua castelhana, significa "tempero". A salsa teve seus primeiros passos em Nova Iorque e seguiu para países de língua espanhola - seus expoentes são Frankie Ruiz, Celia Cruz e, em especial, Tito Puente.

Com o decorrer das décadas, a salsa foi se tornando mais popular, o que para muitos foi definido como uma traição ao movimento - o ritmo, que era das ruas, foi reduzido a características meramente comerciais. Também ganhou destaque a "salsa erótica", vista por críticos musicais como machistas. Atualmente, destacam-se como artistas do gênero a orquestra Guayacán, o grupo Niche e o cantor Joe Arroyo, todos da Colômbia, além do surgimento do estilo "salsa y merengue" - popularizado na década de 1990, num fenômeno que chegou até o Brasil graças à novela Salsa e merengue, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, que a TV Globo exibiu em 1997 no horário das 19h. Nesta época, o ex-Menudo Ricky Martin era o grande expoente.

Roberto Carlos navegou no estilo da salsa numa canção muito peculiar. Para seu LP de 1992, RC decidiu escrever com Erasmo uma homenagem às mulheres de baixa estatura. Em seu especial daquele ano, Roberto confessou que achava que ia escrever para uma minoria, mas uma pesquisa comprovou que na época havia "mais de 20 milhões de mulheres abaixo de 1,60m" no Brasil.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos apresentando a canção, que vem fazendo parte de seus shows atualmente.

Abraços a todos, Vinícius.

MULHER PEQUENA - Roberto e Erasmo

Quando uma mulher pequena
Vem falar no meu ouvido
O meu coração dispara
Chega até a fazer ruído

Fica na ponta dos pés
Se pendura como louca
Olha o céu e fecha os olhos
Pra ganhar beijo na boca

Depois do beijo na boca
Sua mão leve desliza
Pelos pelos do meu peito
Dentro da minha camisa

Quando a coisa fica quente
Ai, essa mulher me usa
Quero só que se arrebente
Algum botão da sua blusa

Não há roupa que se aguente
E nenhum botão que dure
Esse amor que a gente sente
Não há nada que segure

Gosto de você, pequena
Esse beijo me alucina
Coisa de mulher gostosa
Com um jeito de menina

Ai, ai, ai...
Ai, essa voz doce e serena
Essa coisa delicada
Coisa de mulher pequena

Ai, ai, ai...
Ai, essa voz doce e serena
O meu coração dispara
Por você, mulher pequena...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - CARNAVALITO


Olá, amigos.

A série Roberto Carlos, um estilo de música continua a mostrar estilos musicais que fazem parte do repertório dele. E, hoje, mais uma vez trazemos uma peculiaridade do exterior.

Na cidade de Quebrada, localizada na região sul da Argentina, o mês de janeiro é destinado a "el Humauaca", o carnaval argentino - EL CARNAVALITO. Nesta festa "quebradeña", tocam-se instrumentos típicos, como "erke, charango y bombo", e o desfile das "cholitas", camponesas que usam saia e chapéu tradicionais.

Em seu LP de 1975, Roberto Carlos expôs suas veias abertas para a América Latina, e celebrou o "carnavalito" argentino com uma gravação primorosa. A faixa foi gravada na Argentina, e contou com a participação de músicos do folclore de lá. No especial de 1977 ele interpretaria a canção novamente, numa parte em que ele falou sobre a América do Sul e também cantou El día que me quieras e América, América.

A latinidade na obra de Roberto Carlos mostra como seu estilo de música ultrapassa fronteiras. O próximo trabalho voltado para a América Latina renderia o Grammy Latino. Mas isso é um assunto pra um dos próximos posts.

Segue a letra! Na foto, Roberto cantando esta música em seu especial de 1977.

Abraços a todos, Vinícius.

EL HUMAUAQUEÑO - Zaldivar

Llegando está el carnaval
Quebradeño, mi cholitay
Llegando está el carnaval
Quebradeño, mi cholitay

Fiesta de la Quebrada
Humauaqueña para cantar
Erke, charango y bombo
Carnavalito para bailar

Quebradeño
Humauaqueñito
Quebradeño
Humauaqueñito

Fiesta de la Quebrada
Humauaqueña para cantar
Erke, charango y bombo
Carnavalito para bailar

Quebradeño
Humauaqueñito
Quebradeño
Humauaqueñito

Fiesta de la Quebrada
Humauaqueña para cantar
Erke, charango y bombo
Carnavalito para bailar

domingo, 8 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - FADO


Olá, amigos.

A série Roberto Carlos, um estilo de música começa hoje a peregrinar por ritmos de outros países. O primeiro lugar mostrado é Portugal.

O cantor, ó pá, também colocou em seu repertório um estilo português. Trata-se do FADO. Muito ainda se especula sobre o surgimento deste tipo de música em Portugal. O mais provável é que, no início do século XIX tenham surgido a partir do cântico dos mouros que moravam no bairro Mouraria, em Lisboa após a reconquista cristã. A melancolia das cantigas se assemelha com o fado.

A palavra fado vem do latim "fadum" e significa destino. Seus temas recorrentes são a saudade, a nostalgia, o ciúme, ou histórias do dia-a-dia. Em Coimbra, o estilo é exclusivamente cantado por homens, e é ligado às tradições acadêmicas da Universidade de Coimbra. No ano de 1965, no LP Jovem Guarda, Roberto interpretaria Coimbra, que louva a cidade e a faculdade de lá.

Em Lisboa, o fado é cantado tanto por homens quanto por mulheres, em casas de fado da Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Mandragoa. As canções revelam tristezas, mágoas e ironia. Além de ter representantes como Alfredo Marceneiro, Nuno da Câmara Pereira e, atualmente, Dulce Pontes, o expoente do fado foi Amália Rodrigues.

No ano de 1989, Roberto Carlos incluiria em seu repertório um fado conhecidíssimo em Portugal, consagrado pela voz de Amália Rodrigues. No Brasil, Nelson Gonçalves e Leila Pinheiro também fizeram gravações desta música. No especial daquele ano, Roberto afirmou que "gosta de tudo de Portugal, em especial do carinho português". E do que mais ele gosta, nem às paredes confessa.

Segue a letra! Na foto, uma montagem feita pelo blogue Rey Roberto Carlos, do meu amigo Felipe Moura, em homenagem a Portugal.

Abraços a todos, Vinícius.

NEM ÀS PAREDES CONFESSO - Maximiano de Souza, Francisco Trindade e Artur Ribeiro

Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Isto é sincero porque não quero
Dar-te um desgosto

De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E nem aposto
Que não gosto de ninguém

Podes rogar, podes chorar
Podes sorrir também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso

Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
Por quem espero

Se eu gosto ou não, afinal
Isso é comigo
Mesmo que penses que me convences
Nada te digo

De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E nem aposto
Que não gosto de ninguém

Podes rogar, podes chorar
Podes sorrir também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso

De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E nem aposto
Que não gosto de ninguém

Podes rogar, podes chorar
Podes sorrir também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso

De quem eu gosto
Nem às paredes confesso

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - GUARÂNIA



Olá, amigos.

A série Roberto Carlos, um estilo de música traz hoje uma incursão de Roberto num estilo mais "antigo" da Música Popular Brasileira. Mas, apesar de seu tradicionalismo, esta vertente é mais ou menos recente na obra de Roberto Carlos.

Estudiosos afirmam que a GUARÂNIA foi introduzida na Música Popular Brasileira graças a um trabalho de pesquisa realizado por Raul Torres, Nhô Pai, Ariovaldo Pires e Mario Zan. Estilo de origem paraguaia, com andamento lento e geralmente em tom menor, a guarânia foi muito usada na música sertaneja a partir da década de 1940.

Outra versão sobre a chegada da guarânia no cancioneiro daqui mostra que ela teria sido introduzida por paraguaios vindos para o Brasil durante o Ciclo da Erva Mate, em especial na divisa com o Mato Grosso do Sul. A idéia fica mais forte numa análise das canções folclóricas deste estado, que trazem uma batida semelhante à da guarânia.

Apesar dos sertanejos já adequarem o ritmo à sua maneira de cantar desde a década anterior, foi a partir de 1951 que a guarânia se tornou popular. Os responsáveis são a dupla Cascatinha e Inhana, que lançaram um compacto histórico. No lado B, trazia Meu primeiro amor, versão de Lejanias. E no lado A, outra versão de música paraguaia também a cargo do autor José Fortuna.

Além de gravá-la, Roberto ainda usou o disco de 2005 para divulgar uma guarânia escrita em parceria com Erasmo. Arrasta uma cadeira mostra a história de amigos que falam de vontade, de saudade e de mulher num ritmo bem próximo do sertão sul-matogrossense.

A canção com a qual encerro este tópico seria gravada por Gal Costa e também por Chitãozinho & Xororó (num encontro musical com Ângela Maria), mas a gravação de RC é de arrepiar e até serviu pra falar de almas gêmeas de uma novela global.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos em registro para a contracapa do disco de 2005.

Abraços a todos, Vinícius.

ÍNDIA - Manuel Ortiz Guerrero e Jose Assunción Flores (versão de José Fortuna)

Índia, teus cabelos nos ombros caídos
Negros como a noite que não tem luar
Teus lábios de rosa para mim sorrindo
E a doce meiguice desse teu olhar
Índia da pele morena, tua boca pequena
Eu quero beijar

Índia, sangue tupi
Tem o cheiro da flor
Vem, que eu quero te dar
Todo meu grande amor

Quando eu for embora para bem distante
E chegar a hora de dizer-lhe adeus
Fica nos meus braços só mais um instante
Deixa os meus lábios se unirem aos teus
Índia , levarei saudade da felicidade
Que você me deu

Índia, a tua imagem
Sempre comigo vai
Dentro do meu coração
Flor do meu Paraguai

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - PAGODE


Olá, amigos.

Depois do samba, hoje a série Roberto Carlos - um estilo de música mostra mais uma moda disseminada numa época, e com a qual RC dialogou a partir do fim da década de 1980. O ritmo do PAGODE também faz parte dos vários estilos de música do cantor, bem antes de sua deturpação e da proliferação de atrocidades musicais que marcariam negativamente a década de 1990 - só pra contrariar nossos ouvidos, lamentavelmente.

Seguindo a vertente trilhada por cantores como Alcione e Agepê, Roberto e Erasmo escreveram pagodes na segunda metade da década de 1980 - Pelas esquinas da nossa casa (1985), Só você não sabe (1989) e a canção mostrada hoje, tirada do LP de 1987 (a foto é da contracapa deste disco). Na década seguinte, Roberto Carlos daria espaço novamente a este estilo, com a participação do grupo Só pra contrariar no especial de 1997 (interpretando Amigo) e numa das faixas do disco de 1998 - a canção escrita por Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle, intitulada "Vê se volta pra mim".

Uma destas canções apareceu no ano de 1987. Bem nos moldes da safra de Agepê, Roberto cantava docemente sobre os detalhes de um amor que "antigamente era assim".

Segue a letra! Na foto, RC na contracapa do LP daquele ano.

Abraços a todos, Vinícius.

ANTIGAMENTE ERA ASSIM - Roberto e Erasmo

Antigamente era assim
Você gostava de mim
E tudo você fazia
Pelo prazer de agradar

Mas hoje eu vejo em você
Que tudo aquilo passou
Me faz sofrer sem saber
Que o meu amor não mudou

Você não sabe o que é
A ansiedade no olhar
O tempo todo na espera
Do telefone tocar

Me diz, amor, de uma vez
O que afinal você quer
Mas só não faça de mim
Um objeto qualquer

Você não sabe o que eu sinto
Você não sebe o que eu choro
No meu silêncio não minto
Sua presença eu imploro

Por que você não me fala
Por que não diz o que sente
Por que você não encara
Quando eu te falo da gente

Lembro nós dois no passado
Antigamente era assim
Você gostava, de fato,
De mim

De mim
De mim
Gostava, de fato,
De mim

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Roberto Carlos, um estilo de música - SAMBA


Olá, amigos.

A série Roberto Carlos - um estilo de música traz agora a incursão de RC num estilo bem brasileiro. O ritmo de SAMBA também faz parte do repertório de Roberto, e não se restringe à inclusão de Aquarela do Brasil em seus shows - e também em seus especiais, como o de 1986, no qual cantou a música com Gal Costa, e o de 1996, em que cantou a música com Martinho da Vila.

A parceria de Roberto e Erasmo rendeu um belíssimo samba gravado por Erasmo Carlos em seu disco Carlos, Erasmo, de 1971 - Cachaça mecânica. 15 anos depois, RC voltaria a esta vertente musical.

Aproveitando a felicidade que teria no carnaval de 1987, ano em que foi o tema da Unidos do Cabuçu (com o enredo "Roberto Carlos no reino da fantasia"), o "Rei" se rendeu ao samba e subiu o morro para compor uma música para seu LP de 1986. Numa prévia de sua passagem pela Sapucaí, Roberto reuniu nomes como o percussionista Marçalzinho para guiarem sua passagem pelo samba.

Sempre buscando diálogo com todos os ritmos e todas as vertentes, Roberto Carlos convidou para o especial de 1986 os cantores Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto, Jovelina Pérola Negra e Zeca Pagodinho e o grupo Fundo de Quintal, que escreveram Pagode do Rei, canção na qual narravam o sonho de o "Rei" cantar pagode também. Pois é, e o Rei ainda cantaria pagode no seu repertório, mais este já é um assunto para o próximo post.

A canção que marca a incursão de Roberto Carlos em mais um de seus muitos estilos de música é a primeira do lado B do LP de 1986. Nela, Roberto e Erasmo narram a história de um homem que se rendeu ao samba no pé de uma passista do morro. No especial de 1987, Roberto cantaria esta música acompanhado pela bateria da escola de samba Unidos do Cabuçu.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos com "os reis do pagode" no especial de 1986.

Abraços a todos, Vinícius.

NÊGA - Roberto e Erasmo

Fiquei o tempo todo olhando o sorriso dela
Aquele seu balanço e toda a beleza dela
Juntei o meu carinho com o chamego dela
Gosto dela
Mudei o meu caminho só pra encontrar com ela
Mudei a minha vida só pra ficar com ela
Juntei minha vontade com a vontade dela
Gosto dela, gosto dela

Eu fui ver o samba lá no morro
Ela apareceu, enlouqueci
Quando ela sambou pedi socorro
Quando ela sorriu eu descobri: tô na dela, gosto dela

Nêga
A tristeza logo passa
Chega
Vem correndo, vem, me abraça

Olha
Satisfaz o meu desejo
Molha
Minha boca nesse beijo

Agora o meu balanço tá no balanço dela
Juntei minha viola com o pandeiro dela
Troquei a minha solidão pelo abraço dela
Gosto dela, gosto dela
(Gosto dela, gosto dela)

Nêga
A tristeza logo passa
Chega
Vem correndo, vem, me abraça

Olha
Satisfaz o meu desejo
Molha
Minha boca nesse beijo

Agora o meu balanço 'tá no balanço dela
Juntei minha viola com o pandeiro dela
Troquei a minha solidão pelo abraço dela
Gosto dela

Fiquei o tempo todo olhando o sorriso dela
Naquele seu balanço, toda a beleza dela
Juntei o meu carinho com o chamego dela
Gosto dela