quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Roberto Carlos em capítulos - A PRÓXIMA ATRAÇÃO



Olá, amigos.

Na série Roberto Carlos em capítulos, estamos apresentando alguns momentos em que a obra de Roberto Carlos ficou ligada à teledramaturgia. Neste segundo capítulo, vai ao ar uma de suas primeiras participações em trilha da TV Globo - a primeira, de fato, foi o instrumental Tema de Kiko, na novela Pigmaleão 70.

A primeira versão cantada assinada por Roberto e Erasmo veio ainda no mesmo ano. A próxima atração foi ao ar entre 26 de outubro de 1970 e 18 de abril de 1971, e teve como protagonista Rodrigo (interpretado por Sérgio Cardoso), um gaúcho solitário que vai para São Paulo.

Ele se instala em uma mansão no bairro de Jardim América, onde moram sete mulheres que querem se dar bem financeiramente: Regina (aeromoça vivida por Suzana Vieira), Ciça (papel de Betty Faria), Madalena (interpretada por Renata Sorrah), Dulce (vivida por Célia Biar), Suzete (papel de Jacyra Silva), Dinorá (interpretada por Eloísa Mafalda) e Cláudia (vivida por Irene Singery). No elenco ainda estavam Tônia Carrero, Paulo Goulart e Marcos Paulo.

Em sua estréia na Globo, Walter Negrão passou por um grave incidente. O dramaturgo Hélio Bloch o acusou de plágio, afirmando que uma das tramas de A próxima atração (a campanha que a agência de publicidade fazia para um papel higiênico, que era apresentada em história em quadrinhos) era semelhante à história de sua peça A úlcera de ouro.

A novela também recebeu rejeição dos publicitários, que acharam negativa a imagem passada pelo personagem Pardal, feito Armando Bogus. A composição de Sérgio Cardoso para o protagonista foi muito criticada pelos gaúchos.

Em meio aos insucessos da trama, em A próxima atração foi muito elogiada a atuação de Edney Giovenazzi para o japonês Yamashita. Como adiantamos no post anterior, o autor Silvio de Abreu participou desta novela como o Subdelegado Damasceno, personagem que faria parte da novela Editora Mayo, bom dia. Esta novela será assunto de um dos próximos posts.

Roberto Carlos e Erasmo Carlos estiveram presentes na trilha de A próxima atração cantando a história da personagem Ciça, chacrete vivida por Betty Faria. Interpretada por Erasmo Carlos, a canção presente originalmente no antológico LP Carlos, Erasmo.

Segue a letra! Na foto, Armando Bogus em cena de A próxima atração.

Abraços a todos, Vinícius.

CIÇA, CECÍLIA (Tema de Ciça) - Roberto e Erasmo

Se alguém soubesse nesse mundo
Pode ser um rei ou vagabundo
Que bem no coração do meu país
Namora e mora alguém que sabe e diz
Mesmo que não tenha o que falar

E a comunicação se faz presente
Em tudo que seu peito faz e sente
Procura demonstrar que não é triste
Procura um amor que não existe
E sabe que jamais vai encontrar

Ciça, Ciça, Cecília
Ciça, Ciça, Cecília...

Seu ídolo, seu mestre, seu santo padroeiro
Só pode, só pode ser o Velho Guerreiro
Seu sonho é ser um dia dica do Pasquim
Só ouve Caetano, Teixeirinha e Tim
É gente de verdade como deve ser

Ciça, Ciça, Cecília
Ciça, Ciça, Cecília...

E é mulher, criança insatisfeita
Que tem suas razões pra ser perfeita
O seu sorriso–riso é aberto
Seus olhos nos enxergam bem de perto
O mundo inteiro tem que conhecer

Ciça, Ciça, Cecília
Ciça, Ciça, Cecília...

Pode ser confusa, minha musa, que eu não ligo
Pode ser confusa, minha musa, que eu não ligo
Ciça, Ciça, Cecília...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Roberto Carlos em capítulos - BETO ROCKEFELLER



Olá, amigos.

O Emoções de Roberto Carlos começa hoje uma série na qual unimos duas paixões brasileiras: Roberto Carlos e as telenovelas. A teledramaturgia teve início de fato na década de 1960, com 2-5499 ocupado, a primeira novela diária do Brasil, e até hoje prossegue no cotidiano nacional.

Roberto Carlos também fez parte destas obras televisivas, como cantor e como compositor. E, a partir de hoje, vamos recordar algumas delas, na série ROBERTO CARLOS EM CAPÍTULOS. O primeiro capítulo vem de 1968.

Ainda na TV Tupi, a música de RC embalou um grande personagem da história da telenovela brasileira. Trata-se de Beto Rockefeller, a trama que mudaria os padrões mexicanizados dos folhetins televisivos, instaurados pela novelista Glória Magadan.

Com texto de Bráulio Pedroso a partir de criação de Cassiano Gabus Mendes, a novela imprimiu um tom coloquial nas falas e a direção, a cargo de Lima Duarte, priorizou a naturalidade nas ações. Beto Rockefeller também inovou ao colocar como protagonista um anti-herói, com qualidades e defeitos, dando um gosto de realidade à fantasia.

A música de Roberto e Erasmo teve o privilégio de embalar as aventuras do protagonista. No papel que o consagraria, Luiz Gustavo era Alberto, o Beto, um rapaz de classe média baixa de São Paulo que trabalha como vendedor numa loja de sapatos. Mas o simples Beto se transformava em Beto Rockefeller, primo de terceiro grau de um magnata norte-americano, para freqüentar as badaladas festas da alta sociedade paulistana.

Com Beto Rockefeller, Bráulio Pedroso mostrava o dilema de um sujeito que não se decidia entre dois personagens. De um lado, o Beto humilde e trabalhador na Rua Teodoro Sampaio, do outro, o sofisticado Beto Rockefeller, que seguia os padrões da high society que frequentava a Rua Augusta.

Portanto, nada melhor do que uma canção de Roberto Carlos e Erasmo Carlos para contar em letra e música a história de um personagem que sabia que precisava acabar logo com isso, precisava lembrar que ele existia. Era assim que dizia o tema de Beto Rockefeller, cantado por Erasmo Carlos na novela da TV Tupi.

Segue a letra! Na foto, Luiz Gustavo e Walter Avancini numa cena da novela.

Abraços a todos, Vinícius.


SENTADO À BEIRA DO CAMINHO
- Roberto e Erasmo

Eu não posso mais ficar aqui
A esperar
Que um dia de repente
Você volte para mim
Vejo caminhões e carros apressados
A passar por mim
Estou sentado à beira de um caminho
Que não tem mais fim

Meu olhar se perde na poeira
Desta estrada triste
Onde a tristeza e a saudade de você
Ainda existe
Esse sol que queima no meu rosto
Um resto de esperança
De ao menos ver de perto seu olhar
Que eu trago na lembrança

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo ....

Vem a chuva e molha o meu rosto
E então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva
Se confundem com meu pranto
Olho pra mim mesmo, me procuro
E não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança
À beira de uma estrada

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

Carros, caminhões, poeira, estrada
Tudo, tudo, se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha e vê que eu estou morrendo lentamente
Só você não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira por você sentado à beira de um caminho

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

domingo, 29 de agosto de 2010

A simplicidade de um rei



Olá, amigos.

O carnaval começou mais cedo para nós, fãs de Roberto Carlos. Não bastasse a confirmação de que ele será tema da Beija-Flor de Nilópolis no carnaval de 2011, foi divulgado que artistas ligados a RC também participam da eliminatória para o samba-enredo da escola.

O tema A SIMPLICIDADE DE UM REI trouxe a adesão do amigo ERASMO CARLOS, do maestro EDUARDO LAGES e do compositor PAULO SÉRGIO VALLE. Artistas com carreiras ligadas à vida e à obra de Roberto Carlos, e que reverenciam o amigo e o maior cantor popular do Brasil.

O Emoções de Roberto Carlos pega o tamborim e adere ao ritmo do pandeiro e da bateria dos compositores pra torcer pelo sucesso em letra e música deste samba-enredo. Para um homem que, mesmo aclamado como "rei" tem toda simplicidade ao seu redor, a letra abaixo parece ideal.

Abraços a todos, Vinícius.

A SIMPLICIDADE DE UM REI - Erasmo Carlos, Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle

Uma canção de amor
O sorriso, a flor, a inspiração
Simplicidade traz, no olhar a paz
Do seu coração

Sempre uma linda canção
Pra gente cantar
Tem romantismo e paixão
No ar

Muitas palavras de amor
Pra gente dizer
Como é grande o meu amor por você

(refrão)
Bate forte o coração e o tambor
Emoção, muito amor
Bate forte o coração e o tambor
É Roberto Carlos na Beija-Flor

Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Sentindo a emoção da multidão
E a Beija-Flor sorrindo

Detalhes tão bonitos
Nessa festa a gente vai viver
Carinhos e abraços
Te proponho até o amanhecer

(refrão)

Beija, beija, beija, beija
Beija, beija meu amor
Beija, beija, beija, beija
Beija, beija beija-flor

Beija, beija, beija, beija
Beija, beija meu amor
Beija, beija, beija, beija
Minha escola é a Beija-Flor

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As eleitas de Roberto Carlos - DETALHES



Olá, amigos.

A última faixa da série As eleitas de Roberto Carlos é apresentada hoje. Os 15 posts deste programa trouxeram as favoritas de RC publicadas em 1972 no livreto As canções que mais gosto, que veio encartada na revista Contigo.

E esta música se tornou tão favorita, mas tão favorita, que desde 1971 ela jamais saiu dos shows de Roberto Carlos. Mais de uma vez, o cantor disse que sempre que começa a pensar num show, acha que não vai cantar esta canção, mas ao fazer o repertório, não consegue retirá-la.

Pelo bem também de seus fãs, que a elegeram como uma de suas obras-primas. Em 1972, Roberto Carlos fez o seguinte comentário sobre ela:

"É uma das letras de que mais gosto. Procura mostrar os encontros e desencontros de um jovem nos seus problemas afetivos. No fundo é uma tremenda fossa. Sou terrivelmente amarrado nessa canção. Sempre achava que precisava compor algo assim. Agora estou satisfeito. Detalhes foi feito numa tarde de chuva. Eu estava sentado na minha cadeira favorita e Erasmo no chão. Quando terminamos, fui correndo mostrar para a Nice. Ela adorou".

Segue a letra! Na foto, Roberto ao violão nos anos 70, forma como o cantor ultimamente apresenta a música que encerra esta série.

Abraços a todos, Vinícius.

DETALHES - Roberto e Erasmo

Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida, eu vou viver
Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer
E toda hora vão estar presentes, você vai ver

Se um outro cabeludo aparecer na sua rua
E isso lhe trouxer saudades minhas, a culpa é sua
O ronco barulhento do seu carro
A velha calça desbotada ou coisa assim
Imediatamente você vai lembrar de mim

Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido
Palavras de amor como eu falei mas eu duvido
Duvido que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português ruim
E nessa hora você vai lembrar de mim

À noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas na moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso vai fazer você lembrar de mim

Se alguém tocar seu corpo como eu não diga nada
Não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada
Pensando ter amor nesse momento
Desesperada você tenta até o fim
E até nesse momento você vai lembrar de mim

Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma todo o amor em quase nada
Mas quase também é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por isso, de vez em quando, você vai, vai lembrar de mim

Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito, muito tempo em sua vida eu vou viver
Não, não adianta nem tentar me esquecer

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

As eleitas de Roberto Carlos - AMADA AMANTE



Olá, amigos.

A série As eleitas de Roberto Carlos chega ao seu penúltimo post, com a lista de músicas que RC declarou como as preferidas de sua obra na época. A sequência musical é extraída do livreto As canções que mais gosto, publicado originalmente na revista Contigo em 1972.

A canção de hoje é a única dentre as 15 preferidas mostradas até agora que falam sobre sensualidade, um tema que seria constante a partir de meados da década de 1970. E Roberto Carlos disse as seguintes palavras sobre ela:

"Esta é especial para a Nicinha. A letra nasceu numa noite, quando eu estava deitado, tranqüilamente, na cama. É também uma homenagem à esposa amante que sabe amar e entender um homem. Com essa canção acho que consegui mostrar exatamente tudo o que sinto pela minha mulher. Nice é uma companheira sensacional. A música é do Erasmo".

Segue a letra! Na foto, a contracapa do LP de 1971.

Abraços a todos, Vinícius.

AMADA AMANTE - Roberto e Erasmo

Esse amor demais antigo
Amor demais amigo
Que de tanto amor viveu

Que manteve acesa a chama
Da verdade de quem ama
Antes e depois do amor

E você, amada, amante
Faz da vida um instante
Ser demais para nós dois

Esse amor sem preconceito
Sem saber o que é direito
Faz as suas próprias leis

Que flutua no meu leito
Que explode no meu peito
E supera o que já fez

Nesse mundo desamante
Só você, amada, amante
Faz o mundo de nós dois

Amada, amante
Amada, amante
Amada, amada, amante
Amada, amada, amante...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

As eleitas de Roberto Carlos - DE TANTO AMOR




Olá, amigos.

A série As eleitas de Roberto Carlos chega ao seu antepenúltimo post, com a série de canções favoritas de RC publicada no livreto As canções que mais gosto. Este livreto saiu como encarte da revista Contigo em 1972.

A música de hoje traz um dado bem curioso. Originalmente, ela foi um presente de casamento. Roberto Carlos foi o padrinho da união matrimonial de Claudette Soares e, em vez de algum utensílio doméstico para os noivos, deu para ela uma música para ser gravada. RC detalha como se inspirou para fazer esta canção:

"É uma história de amor. Foi composta especialmente para Claudette Soares, que deu uma excelente interpretação. São coisas da vida, românticas, canção feita com simplicidade. Uma frase eu gosto demais - "me perdi de tanto amor". Isso pode acontecer a muita gente. A música surgiu na volta de uma viagem à Europa".

O presente foi muito bem aproveitado. De tanto amor ficou por 56 semanas consecutivas nas paradas de sucesso. E, pouco tempo depois, também recebeu a versão do autor, no LP de 1971.

Segue a letra! Na foto, uma das capas de LP de Claudette Soares.

Abraços a todos, Vinícius.

DE TANTO AMOR - Roberto e Erasmo

Ah, eu vim aqui amor
Só pra me despedir
E as últimas palavras
Desse nosso amor
Você vai ter que ouvir

Me perdi de tanto amor
Ah! Eu enlouqueci
Ninguém podia amar assim
E eu amei e devo confessar
Aí foi que eu errei

Vou te olhar mais uma vez
Na hora de dizer adeus
Vou chorar mais uma vez
Quando olhar nos olhos seus
Nos olhos seus

A saudade vai chegar
E por favor meu bem
Me deixe pelo menos só te ver passar
Eu nada vou dizer
Perdoa se eu chorar...

sábado, 21 de agosto de 2010

As eleitas de Roberto Carlos - TRAUMAS



Olá, amigos.

A série As eleitas de Roberto Carlos chega às músicas do LP de 1971. Esta sequência de canções é retirada do livreto As canções que mais gosto, da revista Contigo.

A música de hoje traz um lado mais intimista, numa das mais pessoais de sua obra. E Roberto relembra como surgiu a ideia de escrevê-la:

"Sempre que viajo, penso na minha infância em Cachoeiro do Itapemirim. Quando fiz essa música, estava em Nova Iorque, num hotel. Ela surgiu de uma revolta dentro de mim. É baseada nos problemas que ficam escondidos dentro da gente. Saiu como uma explosão onde eu não conseguia mais segurar as coisas que se passavam comigo no momento. No fim da letra, já compreendia melhor os problemas. Gosto demais de Traumas".

E os problemas adormecidos viraram uma bela canção da safra de Roberto e Erasmo. Só um artista para encontrar poesia até em seus traumas.

Segue a letra! Na foto, uma das imagens do LP de 1971.

Abraços a todos, Vinícius.

TRAUMAS - Roberto e Erasmo


Meu pai um dia me falou
Pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu
De me dizer a verdade

Da realidade do mundo
Que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer

Falou dos anjos que eu conheci
No delírio da febre que ardia
No meu pequeno corpo que sofria
Sem nada entender

Minha mulher em certa noite
Ao ver meu sono estremecido
Falou que os pesadelos são
Algum problema adormecido

Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar

Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci

Agora eu sei o que meu pai
Queria me esconder
Às vezes as mentiras
Também ajudam a viver

Talvez um dia pro meu filho
Eu também tenha que mentir
Pra enfeitar os caminhos
Que ele um dia vai seguir

Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia, sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci...