Este espaço é para falar sobre a obra de Roberto Carlos. São detalhes que mostram pluralidade e a riqueza do Roberto cantor e compositor que há meio século assina belas páginas para a Música Popular Brasileira. Bem vindos, ainda temos muita história pra contar nesse mundo de letra e música.
A série Roberto Carlos em capítulos vai chegando a seus últimos episódios, enumerando músicas da safra de RC que fizeram parte da teledramaturgia brasileira. E hoje, nossa série mostra um capítulo à parte, com uma novela de fora da TV Globo.
No dia 20 de novembro de 2007, a TV Record estreou AMOR E INTRIGAS em seu horário das 20h30. A novela foi escrita por Gisele Joras, com colaboração de Antônio Carlos da Fontoura, Maria Luiza Ocampo e Melissa Cabral - e teve como supervisor de texto Luiz Carlos Maciel, que, durante anos, integrou a equipe de roteiristas dos especiais de Roberto Carlos.
A história começa quando a ambiciosa Valquíria (vivida por Renata Dominguez) foge da cidade de Ouro Preto depois de dar o golpe em sua própria mãe, Dilma (participação especial de Ângela Leal).
Sua irmã, Alice (papel de Vanessa Gerbelli), sai da cidade mineira e se muda para o Rio de Janeiro, disposta a encontrar Valquíria e a fazer justiça pela morte de sua mãe, que teve um enfarte quando viu todos os objetos de sua confecção vendidos. Em um de seus primeiros dias na Cidade Maravilhosa, ela vê de longe a irmã caminhando na areia da praia, mas acaba atropelada.
Alice é socorrida por Felipe (papel a cargo de Luciano Szafir), herdeiro da empresa Junqueira de Albuquerque, que retornara de Nova Iorque poucas horas antes. Enquanto acompanha o tratamento dela no hospital, com o tempo Felipe se apaixona. Só que, segundo a sinopse de Gisele Joaras, os dois terão de enfrentrar alguns obstáculos: Alexandra (vivida por Francisca Queiroz), com quem teve um longo relacionamento amoroso e que é louca por ele, e Dorotéia (interpretada por Ester Góes), sua mãe, que não admite que o filho se relacione com uma moça pobre.
Do outro lado, Valquíria se envolve com Petrônio (papel de Heitor Martinez), um mau caráter que, depois de assaltar um homem na rodoviária, usa também a identidade dele para planejar golpes. No elenco, nomes como Rogério Fróes, Nicola Siri, Adriana Garambone, Otaviano Costa, Sylvia Bandeira e Jonas Bloch.
"O jogo do bem contra o mal nunca foi tão intrigante. E o destino é você quem escreve". Com este slogan, Gisele Joras (que foi vencedora de um concurso de teledramaturgia da Record) fez sua primeira novela. Brigas pelo poder, conflito de classes, e, como diz o título, muito amor e intrigas na novela que durou até 21 de julho de 2008.
Entretanto, ela não teve tanta audiência quanto se esperava, porque foi prejudicada pela TV Record. Depois de seu início às 20h30, a novela foi exibida às 21h25, às 21h50 e, por último, às 23h. Tudo porque a emissora quis dar prioridade às suas outras tramas - Os mutantes e Chamas da vida.
A TV Record também recorreu a uma fórmula bem curiosa em suas trilhas musicais: a de colocar em seus temas de abertura gravações recentes de músicas de sucesso - preferencialmente em arranjo mais pop. Foram os casos dos temas de Prova de amor (O barquinho, a cargo de Karla Sabah), Luz do sol (a música homônima, interpretada por Jorge Vercilo). Na voz de Davi Moraes, a declaração de amor mais conhecida de RC ganhou um ritmo mais acelerado para a abertura da novela Amor e intrigas.
Segue a letra! Na foto, Vanessa Gerbelli e Luciano Szafir, que fizeram o par romântico de Amor e intrigas.
Abraços a todos, Vinícius.
COMO É GRANDE O MEU AMOR POR VOCÊ - Roberto Carlos
Eu tenho tanto pra lhe falar Mas com palavras não sei dizer Como é grande o meu amor por você E não ha nada pra comparar Para poder lhe explicar Como é grande o meu amor por você
Nem mesmo o céu, nem as estrelas Nem mesmo o mar e o infinito Não é maior que o meu amor, nem mais bonito
Me desespero a procurar Alguma forma de lhe falar Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nem um segundo Que eu tenho o amor maior do mundo Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nem um segundo Que eu tenho o amor maior do mundo Como é grande o meu amor por você
A série Roberto Carlos em capítulos vai chegando aos seus últimos episódios. E hoje é a vez da obra de RC reencontrar um autor que teve antes tramas com músicas de RC.
Responsável pelas tramas de O dono do mundo e Pátria minha , Gilberto Braga assinou a novela que foi ao ar a partir de 5 de maio de 2007 no horário das 21h da TV Globo. PARAÍSO TROPICAL contou algumas novas histórias polêmicas com o requinte do texto de Gilberto, em parceria com Ricardo Linhares.
Antenor Cavalcanti (papel de Tony Ramos) era um megaempresário que perdeu seu filho quando ele tinha 16 anos. Casado com Ana Luísa (retorno da atriz Renée de Vielmond após cerca de 10 anos afastada da televisão), ele não permitia que ela exercesse a profissão de advogada, embora ela tenha sido responsável por sua entrada - pela porta da frente - no ramo de hotelaria.
O empresário via no filho de seu caseiro, Daniel (vivido por Fábio Assunção) um possível herdeiro de suas empresas. Ele se apaixonava por Paula (interpretada por Alessandra Negrini) e decidia ser feliz ao lado da amada numa praia do Nordeste. Só que Olavo (papel de Wagner Moura) não admite que o poder do Grupo Cavalcanti caia na mão de um reles filho de empregado. Os golpes sucessivos farão Daniel e Paula se separarem.
Ao retornar ao Rio de Janeiro, Daniel teve uma surpresa: o encontro com Taís, gêmea idêntica de Paula (também a cargo de Alessandra Negrini). Entretanto, esta era o oposto da irmã: tratava-se de uma mulher que vivia no subúrbio e estava sempre em busca de convites e notinhas com seu nome na coluna social. Paula e Taís eram filhas da dona de bordel Amélia Viana (participação especial de Suzana Vieira), mas não sabiam da existência uma da outra.
Através de Amélia (que morrerá no início da novela) e do personagem Antenor, que além de uma amante teria relações sexuais com garotas de programa, os autores mostrarão o universo da prostituição. Também havia em Paraíso tropical um casal homossexual - Rodrigo e Tiago (Carlos Casagrande e Sérgio Abreu, respectivamente). Eles tinham uma união estável de muitos anos e, além de não sofrer preconceito, não caíam no tom caricatural e humorístico.
Mas o tom mudou um pouco. O público rejeitou a história de Antenor, e o personagem de Tony Ramos abandonou o tom de homem ligado a garotas de programa. Ele se tornou um homem arrependido, e apaixonado por Lúcia (par romântico feito por Glória Pires).
Entretanto, um dado curioso chamou a atenção dos estudiosos em teledramaturgia: o sucesso de uma personagem que era prostituta. Com Bebel, Camila Pitanga viu sua consagração, com o jeito bronco dela e com bordões como "catiguria". Ao final de 2007 (meses depois do fim da novela, ocorrido em 29 de setembro de 2007), ela foi convidada para o Roberto Carlos Especial. Com RC, ela entoou Como é grande o meu amor por você.
Outro destaque foi Wagner Moura, impecável no papel de Olavo. O ator, que já se destacava no cinema, ganhou muita popularidade por sua atuação em Paraíso tropical. No elenco, ainda estavam nomes como Daniel Dantas, Marco Ricca, Isabela Garcia, Otávio Müller e Deisi Lucidy.
Assim como aconteceu em outras novelas de sua autoria, Gilberto Braga criou um "quem matou". A "gêmea má" Taís era encontrada morta em seu apartamento, e a investigação durava até o último capítulo, quando se revelava que Olavo era o assassino. Além disto, também descobria-se que Ivan (vivido por Bruno Gagliasso), tratado com tanto desprezo pela mãe Marion (papel de Vera Holtz), era herdeiro do milionário Antenor.
Roberto Carlos apareceu em Paraíso tropical como compositor. E na voz de seu amigo Erasmo Carlos, que, em dueto com Chico Buarque presente no disco Erasmo Carlos convida - Volume II.
Segue a letra! Na foto, Alessandra Negrini e Fábio Assunção, na capa do disco nacional da novela.
Abraços a todos, Vinícius.
OLHA - Roberto e Erasmo
Olha, você tem todas as coisas Que um dia eu sonhei pra mim A cabeça cheia de problemas Não me importa, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança De uma cor que mais ninguém possui Me traz meu passado e as lembranças Coisas que eu quis ser e não fui
Olha, você vive tão distante Muito além do que eu posso ter Eu que sempre fui tão inconstante Te juro, meu amor, agora é pra valer
Olha, vem comigo aonde eu for Seja minha amante e meu amor Vem seguir comigo meu caminho E viver a vida só de amor
A série Roberto Carlos em capítulos, em seus últimos episódios, traz mais uma incursão de Roberto Carlos na teledramaturgia brasileira. E prossegue no horário das 18h da TV Globo.
Entre 16 de outubro de 2006 e 12 de maio de 2007, foi ao ar a novela O PROFETA, livremente inspirado na história original de Ivani Ribeiro (exibida entre 1977 e 1978 na extinta TV Tupi). A trama conta a história de Marcos (vivido por Thiago Fragoso), rapaz que tem o dom premonitório de saber coisas que vai acontecer, mas não pode impedir.
Assim, ele prevê que seu irmão mais novo, Lucas (papel de Henrique Ramiro), vai morrer. Atormentado pela morte dele, Marcos é aconselhado por seus pais Ana e Jacó (Vera Holtz e Stênio Garcia, respectivamente) a se mudar para São Paulo. Lá, ele conhece Sônia (interpretada por Paola Oliveira), por quem se apaixona, mas não pode ter um amor porque ela é namorada de seu primo Camilo (vivido por Malvino Salvador).
Ele acaba se envolvendo com Ruth (interpretada por Carol Castro), uma pessoa gananciosa e que, ao lado do mau caráter Clóvis (vivido por Dalton Vigh), explora o dom que "o profeta" tem. E Marcos passa a trama tendo que decidir se vai pelo caminho bom de seu dom ou vai se aproveitar dele para ganhar dinheiro.
Além de criar algumas tramas e suprimir outras, a segunda versão de O profeta teve algumas mudanças. O "profeta" se chamava Eduardo (e na versão da Tupi, foi vivido por Carlos Augusto Strazzer).No entanto, a então novela das 19h global, Cobras e lagartos tinha como uma das histórias o fato dos personagens Duda e Foguinho se chamarem Daniel. A saída foi colocar no protagonista o nome de Marcos.
Mas a mudança mais significativa veio por uma "estratégia" da TV Globo. A novela original se passava no período contemporâneo, e na versão de Duca Rachid e Thelma Guedes, a trama foi ambientada na década de 1950. O horário das 18h tinha se tornado associado a "novelas de época", como os sucessos O cravo e a rosa, Chocolate com pimenta e Alma gêmea. A Globo achou melhor manter a estratégia, que mais tarde seria revista.
Roberto Carlos apareceu em O profeta como compositor, numa gravação que apareceu pela segunda vez na história da teledramaturgia. Depois de ser um dos temas de Dona Anja em 1996, um dueto entre Adriana Calcanhotto e Erasmo Carlos apareceu em outra emissora. E desta vez, foi tema de Ester (vivida por Vera Zimmermann), irmã de Marcos.
Segue a letra! Na foto, Vera Zimermann no papel de Ester.
Abraços a todos, Vinícius.
DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO - Roberto e Erasmo
Eu, cada vez que vi você chegar, Me fazer sorrir e me deixar Decidido, eu disse nunca mais
Mas, novamente estúpido provei Desse doce amargo quando eu sei Cada volta sua o que me faz
Vi todo o meu orgulho em sua mão Deslizar, se espatifar no chão Vi o meu amor tratado assim
Mas, basta agora o que você me fez Acabe com essa droga de uma vez Não, não volte nunca mais pra mim
Acabe com essa droga de uma vez Não, não volte nunca mais...
Eu, toda vez que vi você voltar, Eu pensei que fosse pra ficar E mais uma vez falei que sim
Mas, já depois de tanta solidão Do fundo do meu coração Não volte nunca mais pra mim
Se você me perguntar se ainda é seu Todo o meu amor, eu sei que eu Certamente vou dizer que sim
Mas, já depois de tanta solidão Do fundo do meu coração Não volte nunca mais pra mim
Do fundo do meu coração Não volte nunca mais pra mim...
A série Roberto Carlos em capítulos vai chegando aos seus últimos episódios. Esta sequência vem trazendo músicas assinadas por RC que marcaram época em produtos de teledramaturgia do país.
Em 2005, a generosidade de RC com a teledramaturgia não ficou restrita à canção A volta para América. Ele também cedeu uma música que lançaria no fim do ano para a novela das 18h, que estreou em 20 de junho de 2005.
ALMA GÊMEA estreou em 20 de junho de 2005, para falar de duas pessoas apaixonadas que depois de separadas por uma tragédia seguiam em busca do reencontro através de suas almas. Rafael e Luna (respectivamente, Eduardo Moscovis e Liliana Castro) tinham seu grande amor interrompido por causa da ganância de Cristina (papel de Flávia Alessandra).
Cristina, prima de Luna, não admitia o fato dela ser rica e casada com o homem que sempre desejou. Ela se mancomunava com dois bandidos que, ao fim do espetáculo de estréia da prima, tentavam roubar as jóias de família que Luna tinha herdado. Um dos bandidos tentava disparar contra Rafael, mas Luna se jogava em sua frente, e morria.
Alguns momentos depois do assassinato de Luna, nascia num casebre indígena Serena (vivida por Priscilla Fantin). Os anos iam se passando, e a índia seguia vendo num lago a imagem de uma rosa branca. O pajé da aldeia dizia que ela possuía um sonho dentro de si, e que, mais cedo ou mais tarde, deveria buscá-lo.
Mesmo prometida ao índio José Aristides (interpretado por André Gonçalves), Serena deixava a aldeia e ia para a cidade de Roseiral, onde acabava sendo contratada por Cristina para trabalhar na casa do florista Rafael. Em sua primeira visita à casa, Serena sentia algo pelo lugar, pela imagem de Felipe (filho de Rafael, feito por Sidney Sampaio) e ela e Rafael sentiam um momento mágico ao se reencontrarem. Ela era a reencarnação de Luna, que Rafael jamais havia esquecido, o que foi mostrado ao fim da novela, em 12 de março de 2006.
Com a temática espírita e trazendo núcleos de humor muito interessantes, Walcyr Carrasco novamente criou um grande sucesso de audiência para a TV Globo. O sucesso de Alma gêmea foi tanto que seus índices superaram muitas vezes as outras duas novelas da emissora - Bang bang e Belíssima.
No elenco, destaque para Ana Lúcia Torre, no papel de Débora, a asquerosa vilã e mãe de Cristina, para Drica Moraes e Malvino Salvador, como os "eles-se-bicam-mas-se-amam" Olívia e Vitório, e o trio Osvaldo, Divina ("Osvaldo, não fale assim com a mamãe!") e Ofélia feito por Fúlvio Stefanini, Neusa Maria Faro e Nicette Bruno.
Roberto Carlos aceitou liberar a gravação por ter gostado da temática abordada na novela - um amor que vai além da vida, um encontro de "almas gêmeas". Em seu especial de fim de ano de 2005, Roberto Carlos interpretou o tema da personagem Serena em Alma gêmea. Enquanto cantava no palco do Roberto Carlos Especial, ao fundo apareciam imagens da protagonista da novela.
Segue a letra! Na foto, um momento do Roberto Carlos Especial de 2005.
Abraços a todos, Vinícius.
ÍNDIA - Manoel Ortiz Guerrero e José Asunción Flores (versão de José Fortuna)
Índia, teus cabelos nos ombros caídos Negros como a noite que não tem luar Teus lábios de rosa para mim sorrindo E a doce meiguice desse teu olhar Índia da pele morena, tua boca pequena Eu quero beijar
Índia, sangue tupi Tem o cheiro da flor Vem, que eu quero te dar Todo meu grande amor
Quando eu for embora para bem distante E chegar a hora de dizer-lhe adeus Fica nos meus braços só mais um instante Deixa os meus lábios se unirem aos teus Índia , levarei saudade da felicidade Que você me deu
Índia, a tua imagem Sempre comigo vai Dentro do meu coração Flor do meu Paraguai...
Certamente, muitos brasileiros devem estar achando estranha esta presença futebolística num blogue dedicado a Roberto Carlos. Mas trata-se de mais um artista da bola a ter ligação com a obra de RC
MARADONA completa hoje 50 anos, muitos deles dedicados a uma trajetória cercada de bom futebol e de polêmicas que ultrapassaram as quatro linhas. Diego Armando Maradona nasceu a 30 de outubro de 1960, na cidade de Lanús.
Logo aos nove anos, ele começou a jogar futebol pelo Argentinos Juniors, onde se destacou por sua habilidade com a perna esquerda. Oito anos depois, foi convocado pela primeira vez para defender a Seleção Argentina, mas não esteve na lista final da Copa de 1978, mesmo se destacando como artilheiro do Campeonato Argentino.
Três anos depois, Maradona transferiu-se para o Boca Juniors, de onde se tornou um grande ídolo mesmo em apenas um ano pelo clube argentino. Não só pela conquista do Campeonato Argentino na temporada 1980-1981, como também por ele sair da Bombonera para jogar em outros gramados - o da Espanha, pelo Barcelona.
Diego chegava ao time catalão alçado como o salvador da escassez de títulos que a equipe passava. No entanto, além da demora a se adaptar, Maradona ainda conviveu com uma hepatite. Mas, no ano seguinte, ele conseguiu levar o time à conquista da Copa do Rei, sobre o arquirrival Real Madrid em 1982-1983.
Nesta mesma época, ele foi à sua primeira Copa do Mundo, na qual padeceu com as faltas seguidas que sofreu das seleções adversárias. Talvez por represália disto, ele tenha encerrado sua participação na competição de maneira tão abrupta - a cinco minutos do fim da partida com o Brasil, o camisa 10 deu uma entrada desleal no volante Batista, e acabou expulso. O Brasil venceu por 3 a 1.
A fase espanhola de sua trajetória fez com que ele se aproximasse da cocaína. Seu desempenho nas partidas oscilou muito, mas ele acabou levando o Barcelona às primeiras colocações do Campeonato Espanhol - perdendo o título para o Athletic Bilbao. Contra o time de Bilbao aconteceria um momento lamentável. Na final da Copa do Rei (o Barça perdeu por 1 a 0), ele iniciou uma pancadaria que o fez ficar suspenso por três meses. A diretoria acertou sua transferência para a Itália. Antes disto, Maradona vendeu a casa em Barcelona para penhorar dívidas.
Em 1985, Maradona chega ao Napoli, e na temporada seguinte levou o time ao seu primeiro título do Campeonato Italiano e à conquista da Copa da Itália, formando um ataque com um centroavante brasileiro - Careca, que no Brasil atuara pelo Guarani e pelo São Paulo. Em paralelo à temporada de 1986-1987, o jogador leva a Argentina à sua segunda conquista da Copa do Mundo.
Em meio a tantas partidas de destaque, nas quais sua habilidade superou a violência dos adversários, o jogo mais polêmico foi contra a Inglaterra. As nações, que brigaram pela posse das Ilhas Malvinas, se enfrentaram e, a certa altura, um cruzamento para a área chegou para uma disputa entre ele e o goleiro inglês. Maradona, de punho cerrado, desviou a bola de Peter Shilton e marcou o gol. Gol que seria definido por ele como "com a minha cabeça e com a mão de Deus".
Logo em seguida, o camisa 10 fez um de seus mais belos gols, passando por seis defensores, mais o goleiro, antes de colocar a bola para o fundo da rede. A Argentina venceu os ingleses por 2 a 1. Na semifinal, mais dois gols, na vitória por 2 a 0 sobre a Bélgica. Os argentinos seriam campeões com uma vitória por 3 a 2 sobre a Alemanha Ocidental.
Pelo time italiano, ainda seria campeão na temporada de 1989-1990, e na Copa de 1990 novamente teria seu destino cruzado com a Seleção Brasileira. Após uma primeira fase muito fraca, a Argentina classificou-se como terceira de seu grupo, e enfrentaria o Brasil. Apesar da boa partida dos brasileiros, apenas um lance eliminou o Brasil da competição. A 11 minutos do fim, Maradona encontrou Caniggia livre. O jogador passou pela zaga, driblou Taffarel e fez o gol da vitória. A Seleção Argentina ainda eliminou a anfitriã Itália nas semifinais, nos pênaltis, mas foi derrotada na final para a Alemanha Ocidental.
No ano seguinte, Maradona viu o ápice do momento em que sua relação com as drogas atrapalhou seu futebol. Foram 15 meses de suspensão, após a descoberta de sua ligação com a Máfia Italiana. Na volta, ele saiu do clube por uma decisão judicial, e voltou à Espanha para atuar no Sevilla, onde também não ficou por muito tempo. Irritado por ser seguido por detetives contratados pela diretoria do clube espanhol, que queria monitorar seus passos na noite, ele rompeu o contrato e voltou à Argentina.
Sua presença no Newell's Old Boys durou apenas cinco partidas e algumas lesões. Só voltaria a ser convocado para a seleção três anos depois, na derrota por 5 a 0 para a Colômbia, válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1993. Mesmo assim, a Argentina foi para a Copa do Mundo. Em forma, Maradona surpreendeu a todos e estreou na competição fazendo uma grande partida contra a Grécia - na qual marcou um dos gols na vitória por 4 a 0. Mas, novamente foi derrotado pelas drogas.
Na vitória por 2 a 1 sobre a Nigéria, ele foi pego no exame antidoping, com substância chamada efedrina, que "justificava" a perda repentina de peso. Sem Maradona, a Argentina perdeu a terceira partida na Copa do Mundo (por 2 a 0 para a Bulgária) e foi eliminada nas oitavas-de-final, com uma derrota por 3 a 2 para a Romênia.
Depois de um curto período como treinador - dos clubes Textil Mandiyú e Racing - ele ainda jogaria entre 1995 e 1997, antes de abandonar a carreira. Passou alguns anos em clínicas de dependentes químicos (chegando a se internar em Cuba), até voltar ao futebol em 2008, no cargo de treinador da Argentina. Entre altos e baixos, levou a seleção à Copa do Mundo, com uma classificação dramática diante do Uruguai. No entanto, no torneio a Argentina fez um início arrasador, com quatro vitórias em quatro jogos. Mas, diante da Alemanha, o time argentino foi eliminado com uma goleada por 4 a 0. Maradona seria demitido logo em seguida.
50 anos depois de tantas emoções, Maradona traz grandes recordações como maior jogador do futebol argentino - dentre eles, a seita La Iglesia Maradoniana de La Mano de Dios. Alheio à polêmica discussão sobre ele ter sido ou não maior que Pelé, o blogue Emoções de Roberto Carlos também rende sua homenagem.
Afinal, RC também faz parte da trilha da vida de Diego Maradona, pois com a "ajuda" dele conseguiu se aproximar de sua paixão, a esposa Cláudia. Hoje, o canal Sportv exibiu o filme Maradona, a mão de Deus, de Marco Risi, lançado em 2007.
Numa das cenas, Diego tenta falar sobre o que sente, e começa a declamar a canção interpretada por RC (que está tocando ao fundo, numa boate). A sequência mais tarde intercala momentos íntimos do casal com gols marcados por Maradona. Sempre tendo Roberto Carlos ao fundo.
Segue a letra! Na foto, um momento que provavelmente alguns brasileiros quisessem ver: Maradona com a camisa da Seleção Brasileira. A imagem é da Copa do Mundo de 1990. Logo em seguida à vitória por 1 a 0 sobre o Brasil, o camisa 10 argentino vestiu a camisa que trocara com o centroavante Careca.
Abraços a todos, Vinícius.
PROPUESTA (Proposta) - Roberto e Erasmo (versão de Buddy & Mary McCluskley)
Yo te propongo Que nos amemos Nos entreguemos Y en el momento Que el tiempo afuera No corra más
Yo te propongo Darte mi cuerpo Después de amar y mucho abrigo Y más que todo Despues de todo Brindarte a ti mi paz
Yo te propongo De madrugada Si estás cansada Darte mis brazos Y en un abrazo Hacerte a ti dormir
Yo te propongo No hablar de nada Seguir muy juntos La misma senda Y continuar Después de amar Al amanecer, al amanecer
Yo te propongo Darte mi cuerpo Después de amar Y mucho abrigo Y más que todo Después de todo Brindarte a ti mi paz
Yo te propongo De madrugada Si estás cansada Darte mis brazos Y en un abrazo Hacerte a ti dormir
Yo te propongo No hablar de nada Seguir muy juntos La misma senda Y continuar Después de amar Al amanecer, al amanecer, al amanecer
A série Roberto Carlos em capítulos vai chegando às suas últimas postagens. E hoje, é a vez de mostrarmos mais um episódio da ligação entre RC e a teledramaturgia de Glória Perez.
Em 14 de março de 2005, estreou no horário das 21h a novela AMÉRICA, mais um momento no qual a autora abordou vários temas para o horário. Imigração ilegal, o universo dos rodeios, cleptomania, homossexualismo e pedofilia na Internet foram alguns deles.
A batalhadora Sol (vivida por Deborah Secco) sonha com um melhor nível de vida, e acha que pode conquistar seu sonho indo para os Estados Unidos. Depois de não conseguir visto, ela decide ir ilegalmente para o país, atravessando a fronteira.
O peão Tião (papel de Murilo Benício) também convive com a pobreza, mas sonha se tornar um grande campeão de rodeios e ter dinheiro para montar uma fazenda. Ele conhece Sol, e ambos se apaixonam, mas ela enfrenta o dilema de querer a qualquer custo ir para os Estados Unidos.
Com esta história, América conseguiu ser mais um grande sucesso de audiência de Glória Perez, que superou até mesmo graves problemas. O primeiro deles aconteceu antes da estreia - através do Orkut, a autora recebeu inúmeros ataques violentos à memória de sua filha, Daniella Perez, com falsos perfis que mostravam fotos dela assassinada. Os agressores se intitulavam "protetores dos animais".
Outro problema foi na direção. A escritora e o diretor Jayme Monjardim se desentenderam sobre ideias, e Jayme se afastou da novela. Sob direção de Marcos Schetman, a trama ficou mais dinâmica e a abertura ficou bem mais ensolarada.
A química entre Sol e Tião não teve bom resultado, e a alternativa foi fazer com que ela terminasse a novela com Eddie (interpretado por Caco Ciocler). Após se livrar de um coma, no qual tinha delírios com o Boi Bandido, Tião teve como desfecho ser o grande campeão de rodeios no capítulo de 5 de novembro de 2005.
Nas tramas paralelas, destaque para as atuações de Eliane Giardini (Viúva Neuta), Murilo Rosa (Dinho), Mariana Ximenes (Raíssa), Christiane Torloni (Haydée) e Juliana Paes (Creuza). E destaque também para o fato de Roberto Carlos aparecer por duas vezes na trilha da novela América.
Uma delas somente como compositor. Uma música sua em parceria com Erasmo lançada originalmente em 1974 chegou a América para ser tema de May (personagem de Camila Morgado), na voz de Marina Elali.
Na outra, o próprio Roberto Carlos se ofereceu para ceder uma gravação sua. Faixa que seria lançada apenas em seu disco no fim do ano, ela foi antecipada para ser o tema de Jatobá (papel de Marcos Frota), personagem que sofria de deficiência visual. Mais tarde, o filho de RC, Segundinho, começou a aparecer na novela, como apresentador de um programa sobre pessoas que sofrem deficiência. Mais uma iniciativa de Glória Perez, que Roberto retribuiu participando da novela, numa cena de Jatobá com sua amada Vera (interpretada por Totia Meirelles)
Seguem as letras! Na foto, Jatobá com Dudu Braga.
Abraços a todos, Vinícius.
VOCÊ - Roberto e Erasmo
Você que tanto tempo faz Você que eu não conheço mais Você que um dia eu amei demais
Você que ontem me sufocou De amor e de felicidade Hoje me sufoca de saudade
Você que já não diz pra mim As coisas que eu preciso ouvir Você que até hoje eu não esqueci
Você que eu tento me enganar Dizendo que tudo passou Na realidade aqui em mim você ficou
Você que eu não encontro mais Os beijos que já não lhe dou Fui tanto pra você e hoje nada sou
Você que eu não encontro mais Os beijos que já não lhe dou Fui tanto pra você e hoje nada sou
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A VOLTA – Roberto e Erasmo
Estou guardando o que há de bom em mim Para lhe dar quando você chegar Toda a ternura e todo meu amor Estou guardando pra lhe dar
E toda vez que você me beijar A minha vida quero lhe entregar E em cada beijo certo ficarei Que você não vai me deixar
Grande demais foi sempre o nosso amor Mas o destino quis nos separar E agora que esta perto o dia de você chegar O que há de bom vou lhe entregar
Só vejo a hora de você chegar Pra todo o meu amor poder mostrar Mas quando eu de perto te olhar Não sei se vou poder falar
Grande demais foi sempre o nosso amor Mas o destino quis nos separar E agora que esta perto o dia de você chegar O que há de bom vou lhe entregar
A série Roberto Carlos em capítulos chega ao ano 2000, percorrendo vários capítulos de novelas que tiveram RC em sua trilha. E a de hoje é uma das muitas incursões da telenovela brasileira no universo italiano.
Com TERRA NOSTRA, Benedito Ruy Barbosa voltou a abordar a imigração italiana no país, durante o século XIX. O tema apareceu em suas novelas Os imigrantes, da TV Bandeirantes, e O rei do gado, da TV Globo.
Giulianna e Matteo (respectivamente, Ana Paula Arósio e Thiago Lacerda) se conheceram no navio que os levava da Itália ao Brasil. Entretanto, na hora do desembarque os dois se perdiam, e tomavam rumos diferentes.
Giulianna ia para a pomposa casa do amigo de seus pais, Francesco Maglianno (vivido por Raul Cortez). Ela despertava a paixão de seu filho, Marco Antônio (papel de Marcello Antony), e a ira da dona Janete (interpretada por Ângela Vieira).
Matteo acabava indo com outros imigrantes italianos para a fazenda de Gumercindo (feito por Antônio Fagundes), e lá era obrigado a casar com a filha dele, Rosana (vivida por Carolina Kasting), que inventava uma gravidez para ficar com ele.
Grávida de Matteo, Giulianna se casava com Marco Antônio, mas seu filho era roubado por Janete que, por não aceitar ser avó de um bastardo italiano, o levava para a porta da Santa Casa de Misericórdia. Uma trama com muito sotaque e com extrema emoção assinada por Benedito Ruy Barbosa.
Dirigida por Jayme Monjardim, Terra nostra originalmente teria três fases. No entanto, a história inicial agradou bastante o público, e os personagens foram mantidos até o final. Em vez de "fim", o último capítulo, no ar em 3 de junho de 2000, terminou com um "Essa história não termina aqui".
A intenção do autor era, anos mais tarde, continuar a saga dos imigrantes com os descendentes dos personagens de Terra nostra (coisa que ele tinha feito na TV Bandeirantes com a novela Os imigrantes - Terceira geração). Mas a ideia foi abandonada na sua trama seguinte - Esperança - que, embora nada tivesse a ver com a anterior, foi exportada para o exterior com o título Terra nostra 2. Benedito culpa a exibição de Aquarela do Brasil, minissérie de Lauro César Muniz que se passou na mesma época pensada para a novela Esperança.
Terra nostra teve um investimento pesado da emissora desde o início - as cenas no navio foram muito semelhantes às do então recente filme Titanic. Dentre os destaques, estavam o casal Leonora e Bartolo, vivido por Lu Grimaldi e Antônio Calloni, Paloma Duarte como Angélica e a estreante Maria Fernanda Cândido, como a sedutora Paola. Alavancada pela personagem, Maria Fernanda foi eleita a mulher mais bonita do século XX numa eleição do semanário Fantástico.
Assim como em O rei do gado, houve alguns percalços no caminho de Terra nostra. Jayme Monjardim se sentiu "traído" pela mudança de rumo que Benedito deu à trama. A novela também passou por um longo período de "barriga", em função de estafa do autor, um dos poucos novelistas que ainda insistem em escrever suas tramas sozinho. Nada que comprometesse o sucesso diante do público (chegando a ter média de 58 pontos de audiência), que, durante meses, se habituou a inserir a mescla de italiano com português em suas conversas.
Embora tenha aparecido muito pouco na trama, uma gravação de Roberto Carlos participou desta novela. A canção era tema de Janete, vivida por Ângela Vieira. Vivendo um casamento de aparências com Francesco, ela se envolvia com o novo cocheiro do marido, Josué (o estreante Juan Alba).
Uma curiosidade sobre a importante "canzone" do repertório de RC que abriu o LP San Remo 68 mas em Terra nostra era apresentada numa versão ao vivo. 20 anos depois, Roberto recordava a emoção graças à música de Sergio Endrigo. E esta canção emocionaria uma novela das 21h.
Segue a letra! Na foto, Janete, acompanhada de Giuliana e Francesco - respectivamente Ângela Vieira, Ana Paula Arósio e Raul Cortez.
Abraços a todos, Vinícius.
CANZONE PER TE - Sergio Endrigo e Sergio Bardotti
La festa appena cominciata è già finita Il cielo non è più com noi Il nostro amore era l’invidia di chi è solo La mia ricchezza, la tua allegria
Perché giurare che sarà l’ultima volta Il cuore non ti crederà Qualcuno ti darà la mano E con un bacio un’altra storia nascerà
E tu, tu mi dirai Che sei felice come non sei stata mai E un’altra volta io dirò Le cose che dicevo a te
Ma oggi devo dire che ti voglio bene Per questo canto e canto te La solitudine che mi haii regalato Io la coltivo come un fiore
Ma oggi devo dire che ti voglio bene Per questo canto e canto te...