terça-feira, 29 de setembro de 2009

Elas cantam Roberto Carlos - MARINA LIMA



Olá, amigos.

A série Elas cantam Roberto Carlos continua a apresentar as cantoras que estiveram neste tributo, que fez parte da comemoração dos 50 anos de carreira de RC. E hoje o blogue abre espaço para mais uma cantora do pop brasileiro.

MARINA LIMA estreou em disco no ano de 1979, com Simples como fogo. Mas, curiosamente, ela começou a fazer sucesso dois anos antes, quando Gal Costa interpretou sua música Caras e bocas. Seus discos chamaram atenção pela mescla de músicas de sua autoria (feitas em parceria com seu irmão, Antônio Cícero) e gravações de músicas de Dolores Duran e Angela Ro Ro.

No ano de 1984, veio um sucesso grandioso: Fullgás, parceria sua com Antônio Cícero, além de uma releitura interessante para Me chama, de Lobão. E vieram outros discos, como Todas, Virgem e Abrigo. Entre o final dos anos 80 e o início da década seguinte vieram sucessos como À francesa e Eu não sei dançar, além de interessantes leituras para Samba do avião e Garota de Ipanema (esta gerou o primeiro clipe da MTV brasileira).

Depois de sucessivas perdas na família, Marina adotou o sobrenome Lima e ficou seis anos afastadas dos palcos, só retornando em 2000, com o show Sissi na sua (que se tornou um disco ao vivo). Vieram novos discos, um Acústico MTV e também a participação no programa Saia justa, exibido no canal a cabo GNT.



Marina Lima passeou pelo universo de Roberto Carlos por duas vezes na década de 1980. Em 1982, a última faixa do LP Desta vida desta arte é justamente Emoções - na qual ela tem o luxuoso acompanhamento de Rildo Hora na gaita. E no disco Fullgás um dos destaques foi para a leitura de Mesmo que seja eu. Graças a ela, os versos "você precisa de um homem pra chamar de seu, mesmo que esse homem seja eu" ganharam uma conotação completamente diferente da original.

E ela se apresentou no Teatro Municipal cantando uma música que não foi escrita por Roberto Carlos. Marina foi procurar o repertório de Caetano Veloso na discografia de RC, e achou uma canção lançada em 1971.

Segue a letra! Na foto, Marina Lima durante Elas cantam Roberto Carlos.

Abraços a todos, Vinícius.

COMO DOIS E DOIS - Caetano Veloso

Quando você me ouvir cantar
Venha, não creia, eu não corro perigo
Digo, não digo, não ligo, deixo no ar
Eu sigo apenas porque eu gosto de cantar

Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto, não minto
Estou longe e perto

Sinto alegrias, tristezas e brinco
Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco

Quando você me ouvir chorar
Tente, não cante, não conte comigo
Falo, não calo, não falo, deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam pra consolar

Tudo vai mal, tudo, tudo, tudo, tudo...
Tudo mudou não me iludo e contudo
A mesma porta sem trinco
O mesmo teto, o mesmo teto
E a mesma lua a furar nosso zinco

Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco...

domingo, 27 de setembro de 2009

Elas cantam Roberto Carlos - PAULA TOLLER



Olá, amigos.

A série Elas cantam Roberto Carlos chega ao seu segundo disco do tributo. O show realizado no Teatro Municipal de São Paulo foi para as lojas no início do mês, mostrando a reunião de divas da Música Popular Brasileira em torno do repertório de RC.

PAULA TOLLER é a responsável pela primeira faixa do segundo disco. Sua carreira começou a ter destaque no ano de 1981, como vocalista do grupo Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, ao lado de George Israel, Leoni, Bruno Fortunato e Borja. Dois anos depois, o grupo teve ascensão graças ao compacto Pintura íntima, com mais de 100 mil cópias vendidas. O sucesso da canção ajudou no lançamento do LP Espião, que chegou à marca de 150 mil cópias.

Mais tarde, o nome do grupo foi reduzido para Kid Abelha, e trouxe apenas Paula, Bruno Fortunato e George Israel. Mesmo assim, as músicas bem-sucedidas continuaram - Porque não eu, Na rua, na chuva, na fazenda, Eu tive um sonho, Fixação e Te amo pra sempre são alguns nos seus 14 discos.

Em 1998, Paula Toller se aventurou na carreira solo, com um disco que mesclou composições de sua autoria e releituras de músicas como Fly me to the moon, E o mundo não se acabou e Onde está a honestidade. Ela se aventuraria novamente em um disco solo em Só nós, no ano de 2007. No ano seguinte, veio o DVD Nosso, com o qual ela venceu o Prêmio Multishow de Música Popular Brasileira.



Paula Toller esteve com o Kid Abelha na parte da tarde do Roberto Carlos Especial de 1991. RC e o grupo cantaram Não vou ficar - música de Tim Maia que ambos interpretaram. O Kid Abelha fez parte do tributo de roqueiros intitulado Rei, de 1994. Curiosamente, cantando a música que Paula Toller apresentou no Elas cantam Roberto Carlos.

Segue a letra! Na foto, Paula Toller durante o show do Municipal.

Abraços a todos, Vinícius.

AS CURVAS DA ESTRADA DE SANTOS - Roberto e Erasmo

Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na Estrada de Santos
E você vai me conhecer

Você vai pensar que eu
Não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade
Só a velocidade anda junto a mim

Só ando sozinho e no meu caminho
O tempo é cada vez menor
Preciso de ajuda, por favor me acuda
Eu vivo muito só

Se acaso numa curva
Eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo, corrijo num segundo
Não posso parar

Eu prefiro as curvas da Estrada de Santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive e vi pelo espelho
Na distância se perder

Mas se amor que eu perdi
Eu novamente encontrar, oh
As curvas se acabam e na Estrada de Santos
Não vou mais passar
Não, não vou mais passar, oh

Eu prefiro as curvas da Estrada de Santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive e vi pelo espelho
Na distância se perder

Mas se amor que eu perdi
Eu novamente encontrar, oh, oh
As curvas se acabam e na Estrada de Santos
Eu não vou mais passar
Não, não, não, não, não, não

Na Estrada de Santos as curvas se acabam
E eu não vou mais passar

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Elas cantam Roberto Carlos - MARÍLIA PÊRA



Olá, amigos.

A série Elas cantam Roberto Carlos chega à última faixa do primeiro disco deste tributo a RC. E com uma mulher que dispensa apresentações.

MARÍLIA PÊRA tem uma grandiosa carreira no teatro, que começou quando ela estava com 19 dias e precisavam de um bebê numa peça. Voltaria a atuar aos quatro anos de idade, e não pararia mais. Atualmente, está em cartaz com a peça Gloriosa, ao lado de Guida Vianna e Eduardo Galvão.

Viria uma carreira cercada de montagens bem sucedidas, e a consagração também na televisão. São tantos personagens nestas áreas que não caberiam num post só - e seria injusto enumerá-los aqui.

Em musicais, seu maior sucesso foi a interpretação de Carmem Miranda no musical A pequena notável. Mas também vieram Dalva de Oliveira em A estrela Dalva e Maria Callas em Master Class. Além disto, vieram dois shows muito bem sucedidos: A feiticeira e Elas por ela.

Marília Pêra foi convidada certamente por representar as atrizes que cantam. E sua carreira foi toda mostrada na interpretação de uma música de 1970. Com toda a dramaticidade, Marília esteve a 200 km por hora no Municipal.

Segue a letra! Na foto, Marília Pêra.

Abraços a todos, Vinícius.

120... 150... 200 KM POR HORA - Roberto e Erasmo

As coisas estão passando mais depressa
O ponteiro marca 120
O tempo diminui
As árvores passam como vultos
A vida passa, o tempo passa
Estou a 130

As imagens se confundem
Estou fugindo de mim mesmo
Fugindo do passado, do meu mundo assombrado
De tristeza, de incerteza
Estou a 140
Fugindo de você

Eu vou voando pela vida sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar
Vivo, fugindo, sem destino algum
Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum

O ponteiro marca 150
Tudo passa ainda mais depressa
O amor, a felicidade
O vento afasta uma lágrima
Que começa a rolar no meu rosto
Estou a 160

Vou acender os faróis, já é noite
Agora são as luzes que passam por mim
Sinto um vazio imenso
Estou só na escuridão
A 180
Estou fugindo de você

Eu vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim

O ponteiro agora marca 190
Por um momento tive a sensação
De ver você a meu lado
O banco está vazio

Estou só a 200 por hora
Vou parar de pensar em você
Pra prestar atenção na estrada

Vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes, às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim

Eu vou, vou voando pela vida
Sem querer chegar

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Elas cantam Roberto Carlos - FERNANDA ABREU



Olá, amigos.

A série Elas cantam Roberto Carlos prossegue a enumerar as cantoras que fizeram parte deste tributo a RC. O show aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo em maio e a partir do mês passado chegou ao grande público.

FERNANDA ABREU começou sua carreira nos vocais do grupo Blitz, que tinha como líder Evandro Mesquita. Foram cinco anos em uma das bandas de destaque do BRock dos anos 80. Em 1990 (quatro anos depois do final da Blitz), veio seu primeiro disco solo - Sla radical dance disco club.

Começava uma carreira recheada de um estilo que mescla o pop ao funk carioca - mas sem aquelas atrocidades presentes em ruídos atuais - em discos como Da lata e Entidade urbana. Suas canções de destaque são Rio 40 graus, Um amor e um lugar e a releitura de Kátia Flávia, a Godiva do Irajá.

Mas esta não foi a primeira vez que Fernanda Abreu dividiu os palcos com Roberto Carlos. No especial de 1984, ela e a Blitz passaram pela trajetória de RC. No segundo bloco, o caminhão que trazia Roberto e Erasmo parou num posto de gasolina no qual os dois e a Blitz cantaram músicas da Jovem Guarda, como É papo firme, Lobo mau e Festa de arromba. Depois, RC recebeu o grupo no palco do Maracanãzinho, e eles interpretaram A dois passos do paraíso.



Fernanda Abreu levou aos palcos uma raivosa canção religiosa que RC lançou em 1971. E, mesmo tantos anos depois, muitas pessoas continuam surdas e não conseguem escutar as palavras de Roberto e Erasmo. Ao final do tributo, a cantora conseguiu agarrar Roberto Carlos, pouco antes da cortina se fechar.

Segue a letra! Na foto, Fernanda Abreu sussurrando os versos de Como é grande o meu amor por você no ouvido de RC. Sonho de muitas mulheres do país.

Abraços a todos, Vinícius.

TODOS ESTÃO SURDOS - Roberto e Erasmo

Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo

Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Outro dia, um cabeludo falou:
“Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante que eles.
”Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos !

Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
“Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade”

Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Elas cantam Roberto Carlos - ROSEMARY



Olá, amigos.

A série Elas cantam Roberto Carlos continua a enumerar as cantoras que passaram pelo tributo apresentado em maio no Teatro Municipal de São Paulo. Este show faz parte das comemorações dos 50 anos de carreira de RC.

A Jovem Guarda continuou presente na voz de ROSEMARY. Ela, que tinha o apelido de "Fada" na época, mostrou a magia de sua voz, para deleite dos presentes no Municipal.

Depois de um início na gravadora Continental, onde gravou boleros e twists, ela passou a fazer parte do elenco jovem-guardista ao assinar com a RCA Victor. Seus sucessos seriam versões de músicas italianas - Que me importa o mundo, originalmente um sucesso de Rita Pavoni e Eu que não vivo sem ti, sucesso de Sergio Endrigo.

Com o fim da Jovem Guarda, Rosemary passou a cantar outros gêneros musicais, como em homenagens a Carmem Miranda e Chiquinha Gonzaga. Entre 1972 e 1977 a cantora voltaria a gravar na Continental e, a partir dos anos 80, lançaria esporádicos discos pela RCA, além de um compacto pela Som Livre.

Em 2000, Rosemary completou 20 carnavais desfilando em sua escola de coração, a Mangueira, onde, ao lado de Alcione e Beth Carvalho, é uma das estrelas de maior destaque. Atualmente, ela faz shows pelo país e se apresenta em programas de auditório.



No período após a Jovem Guarda há dois registros fonográficos de canções da safra de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Joia, música feita especialmente para ela, e uma curiosa leitura da desconhecida Pobre de quem me tiver depois de você, lançada por RC em seu LP de 1990.

Neste tributo, ela foi uma das cantoras que não interpretou música assinada por Roberto Carlos. Rosemary recorreu à safra de Luiz Ayrão, em uma belíssima canção gravada por RC no ano de 1966.

Segue a letra! Na foto, Rosemary no Elas cantam Roberto Carlos.

Abraços a todos, Vinícius.

NOSSA CANÇÃO - Luiz Ayrão

Olhe aqui, preste atenção
Essa é a nossa canção
Vou cantá-la seja onde for
Para nunca esquecer o nosso amor, nosso amor

Veja bem, foi você
A razão e o porquê
De nascer essa canção assim
Pois você é o amor que existe em mim

Você partiu e me deixou, nunca mais você voltou
Pra me tirar da solidão
E até você voltar, meu bem, eu vou cantar
Essa nossa canção...

sábado, 19 de setembro de 2009

Elas cantam Roberto Carlos - WANDERLÉA



Olá, amigos.

A série Elas cantam Roberto Carlos mostra hoje a mulher mais importante da carreira de Roberto Carlos. Afinal, em meio às mulheres que cantam o repertório de RC, a Ternurinha não podia faltar.

WANDERLÉA já tinha uma carreira considerável, com destaque para as músicas Exército do surf e Meu bem lollipop quando foi chamada para fazer parte de um programa de jovens nas tardes de domingo. Ela era a "mocinha" apresentadora ao lado dos "marmanjos" Roberto Carlos e Erasmo Carlos no programa Jovem Guarda.



Foram três anos de tardes de guitarras, sonhos e emoções. E de belos dias em sucessos como Pare o casamento, Prova de fogo, É tempo de amor, Foi assim e da música que traria seu apelido: Ternura.

A explosão foi tanta que nunca mais Wanderléa conseguiu se dissociar da imagem de "Ternurinha". A cantora tem uma discografia bem interessante, com leituras de canções escritas por Djavan, Raul Seixas, Gonzaguinha, Altay Veloso e Egberto Gismonti.



Ela também é presença constante nos especiais de Roberto Carlos, geralmente recordando as jovens tardes de domingo nos palcos. No show de comemoração dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos (realizado no Maracanã), ela foi uma das convidadas. Primeiro, fez um dueto com RC em Ternura e, em seguida, o trio entoou Eu sou terrível.

E Roberto Carlos e Erasmo Carlos sempre estiveram presentes em sua carreira. Os dois fizeram canções especialmente para ela gravar - desde a jovem-guardista Um quilo de doce até músicas como A terceira força e Na hora da raiva.

Foi o caso da canção que ela interpretou sozinha. Aliás, a única música que Roberto Carlos jamais tinha gravado e que passou pelo palco do Municipal de São Paulo. Depois de Esqueça em dueto com Daniela Mercury, Wanderléa mostrou a dramaticidade de um amor que, ao ser conhecido por todos, vai se tornar um escândalo.

Segue a letra! Na foto, Wanderléa e Daniela Mercury em Elas cantam Roberto Carlos.

Abraços a todos, Vinícius.

VOCÊ VAI SER O MEU ESCÂNDALO - Roberto e Erasmo

Meu amor, não pode ser
Não podemos mais fingir
Até quando vamos ter
Que esconder o nosso amor

Eu não posso mais conter
A vontade de dizer
Não consigo disfarçar
Meu amor por você

Meu bem, procure compreender
Que nada importa pra nós dois
Nem se o mundo não nos aceitar depois

Quantas vezes consegui
Abafar minha voz
Qualquer dia eu vou gritar
O que existe entre nós dois

Saiba que você, meu bem
Meu escândalo vai ser
Quando o mundo inteiro então
Nosso amor conhecer

Meu bem, não dá pra enganar
Pois tudo está no nosso olhar
Um escândalo vai ser
Quando o mundo conhecer o nosso amor

*****

Hoje, dia 19 de setembro, este que vos escreve vai lançar seu primeiro livro - DIÁRIO DE UM SALAFRÁRIO. Esta empreitada literária reúne contos lançados originalmente no blogue de mesmo nome.

Todos estão convidados para comparecer ao Riocentro, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, das 20h às 21h30 no estande da Litteris Editora. O estande é o número 17 no Pavilhão Verde, na Rua Q. Abaixo, segue o convite:

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Elas cantam Roberto Carlos - DANIELA MERCURY



Olá, amigos.

Com o texto de hoje, o Emoções de Roberto Carlos chega ao seu post de número 300. Esperamos que o blogue esteja agradando, informando e trazendo muitas curiosidades a todos vocês. A série Elas cantam Roberto Carlos continua hoje, e traz mais um estilo musical das divas de RC.

DANIELA MERCURY tem uma carreira bastante ligada ao axé, desde seu começo como integrante da Banda Cheiro de Amor e nos vocais de Gilberto Gil. No início da década de 1990, começou a fazer sucesso com canções como O canto da cidade e Swing da cor (o disco que tem este nome chegou a 11 milhões de cópias vendidas). Logo se tornaria figurinha fácil nos trios elétricos do carnaval baiano.

Embora prossiga se apresentando em seu trio elétrico, seu repertório começou a mudar um pouco. No disco Feijão com arroz veio À primeira vista, sucesso na trilha musical da novela O rei do gado. Ela passou a alternar gravações ligadas ao axé, como Ilê Pérola Negra e Olha o Gandhi aí, com releituras de Baby, Mutante e A tonga da mironga do kaburetê, além de uma gravação de Como vai você.

No ano de 1995, ela se apresentou no Roberto Carlos Especial. Os dois cantaram Como é grande o meu amor por você.



No show Elas cantam Roberto Carlos, Daniela teve um dueto interessantíssimo ao lado da cantora Wanderléa. Ela e Ternurinha interpretaram Esqueça, música gravada originalmente por Roberto Carlos em 1966.

E Daniela Mercury transformou em axé uma das primeiras canções que RC gravou no estilo do soul music. Faixa do LP O inimitável, também no estilo baiano mostrou que o bom é ser feliz e mais nada.

Segue a letra! Nas fotos, Daniela Mercury nos dois momentos de sua apresentação no tributo Elas cantam Roberto Carlos.

Abraços a todos, Vinícius.

SE VOCÊ PENSA - Roberto e Erasmo

Se você pensar que vai fazer de mim
O que faz com todo mundo que te ama
Acho bom saber que pra ficar comigo
Vai ter que mudar

Daqui pra frente
Tudo vai ser diferente
Você tem que aprender a ser gente
Seu orgulho não vale nada, nada

Você tem a vida inteira pra viver
E saber o que é bom e o que é ruim
É melhor pensar depressa e escolher
Antes do fim

Você não sabe
E nunca procurou saber
Que quando a gente ama pra valer
Bom mesmo é ser feliz e mais nada, nada

Nada, nada...