sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Palhaços e o rei - JÔ SOARES e CHICO ANYSIO (1985)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o rei continua a mostrar momentos em que Roberto Carlos esteve com ícones do humor brasileiro. E o ano de 1985 trouxe duas grandes aparições no Roberto Carlos Especial.

O primeiro foi JÔ SOARES. Para apresentar este reencontro deles seis anos depois, RC disse:

"Os gordos devem uma estátua a esse cara!" - disse RC, e completou afirmando - "Eu faço igual ao Brasil: VIVA O GORDO! Talento e volume, arte e amor". E no ano de 1985, Jô encontrou Roberto e mostrou para ele um bichinho que raramente é encontrado na gaiola. E o pior é que até hoje é um bicho bem raro de ser engaiolado aqui no Brasil...

Segue o diálogo do encontro! Na foto (sim, está tosca, pois tirei diretamente da televisão), o segundo encontro de Roberto Carlos com Jô Soares na televisão.

Abraços a todos, Vinícius.

***
(Jô está brincando com um bichinho na gaiola. Roberto toca seu braço e o cumprimenta.)

RC - Oi, Jô!

JÔ - Ei, Roberto. Como é que vai você?

RC - Tudo bem?

JÔ - Tudo uma maravilha.

RC - Prazer em te ver!

JÔ - Prazer aqui estar contigo...

RC (apontando para a gaiola que está na mão de Jô) - Que é que é isso?

JÔ - Esse aqui é um corrupto.

RC - Corrupto?

JÔ - É!

RC - E o que é que ele faz?

JÔ - O corrupto? Ele conta.

RC (estranhando) - Conta? Não, você deve estar querendo dizer que ele canta.

JÔ (rindo) - Quem canta é você que canta! Ele conta. Ele conta dólar, conta libra, ele conta marco alemão, franco suíço. A única coisa que ele não conta mesmo é cruzeiro. O resto, ele conta!

(O corrupto grasna.)

RC - Agora me diz uma coisa: você tá vendendo o bichinho?

JÔ (veemente) - Não, que é isso! Esse bicho a gente não vende. É o único bichinho que ele mesmo se vende. Se vende caro, mas se vende... Eu só trouxe pra você ver ele na gaiola, porque você nunca deve ter visto ele na gaiola. Fora da gaiola, claro que você já viu de montes, né?

RC - Acho que não, Jô...

JÔ - Onde você faz show, não? Tem cantado aonde... na Suécia, na Noruega?

RC - Não, aqui no Brasil mesmo.

JÔ - E onde é que você tem cantado?

RC (relembrando) - Bom, eu fiz show em...

JÔ (interrompendo) - Uai, lá tem!

RC - Olha, 15 dias atrás eu fiz um show em...

JÔ (interrompendo) - Hã.. também, também tem!

RC - Semana passada mesmo eu estive em...

JÔ (interrompendo) - E eu vi, com as criancinhas. Lá tá assim também, é uma loucura!

(Jô brinca com o corrupto, que durante a cena continuou grasnando)

RC - Agora... Não dá pra abrir a gaiola pra gente ver um pouquinho o bichinho, não?

JÔ - Não, você pode ver pelo buraquinho. Se abrir a gaiola ele foge, e é o único corrupto engaiolado que existe na história do Brasil, porque nunca ninguém conseguiu engaiolar um corrupto. Nunca!

RC (espantado) - Mas nunca mesmo?

JÔ - Nunca! O máximo que conseguiu é fazer ele molhar a pontinha, sujar a pontinha do dedo, tocar piano, isso sim. Agora, na gaiola é o único! Né, bichinho?

(Jô fica volta a brincar com o corrupto, que continua a grasnar)

JÔ (a Roberto) - Já tá... Já tá com fome! Tá na hora de dar comidinha pra ele.

(Jô tira um maço de notas de dinheiro dobradas e vai colocando dentro da gaiola)

JÔ (carinhoso) - Pronto, papai já vai dar de papar.

RC (espantado) - E é isso aí que ele come?

JÔ - É... no paralelo. (continua a colocar o dinheiro na gaiola) Toma, guloso... (tira o dedo bruscamente) Ai! O dedinho não! (e bate na gaiola)

*****



Já com CHICO ANYSIO, Roberto Carlos teve um momento interessantíssimo, graças à magia do videoteipe. Criador e criatura estiveram com RC. Roberto apresentou o humorista desta forma:

"Já imaginaram Chico Anysio num psicanalista? Como alguém conseguiria interpretar tantos tipos que são ele mesmo?" - questionava RC enquanto apareciam imagens de personagens que o grande Chico criou e interpretou durante estes tantos anos. Atualmente, ele tem aparecido mais como ator - como Cigano, por exemplo na recém-encerrada novela "Pé na jaca".

E se no ano de 1979 a dona Salomé conheceu RC, seis anos depois Roberto contracenou duas vezes com Chico Anysio. Graças à magia do videotape, criador e criatura estiveram com ele. Neste encontro, está presente o personagem Bozó - um sujeito que gostava de se vangloriar dizendo que trabalhava na TV Globo, mas que não passava de um mentiroso.

Segue o encontro! Na foto, Roberto Carlos e Bozó, mais um personagem da usina de talento brasileiro chamada Chico Anysio.

Abraços a todos, Vinícius.

***
(Bozó, carregando um vestido branco, aborda Roberto Carlos)

BOZÓ - Ô Roberto Carlos, tá precisando de alguma coisa?

RC - Por quê? Você trabalha na casa?

BOZÓ - Eu praticamente sou a casa, porque eu dirijo os meninos aí. Eu que oriento, tomo conta. (exibe um cordão com o símbolo da Rede Globo) Eu sou o Bozó, Bozó Marinho.

RC (depois de um susto) - Marinho?

BOZÓ - É... fala baixo que eu não gosto que o pessoal saiba que eu sou parente do homem (aponta o dedo para o alto), eu prefiro que entendam a verdade: eu me fiz por, por mim mesmo.

RC - Ah, claro...

BOZÓ - Mas eu não sou muito chegado a um homem, mas... Pode falar, com você eu abro uma exceção. Qual é o problema?

RC (atônito) - Muito obrigado... Obrigado...

BOZÓ - Eu já sei, você veio aqui pra dar uma caixituada no disco e... (lembra) Ei, eu posso lhe ajudar, eu posso falar com o pessoal da Som Livre, porque eu que coloquei todos lá, o João Araújo, aquele pessoal todo é gente minha. Eu posso falar com o Augusto César e ele faz um musical! Pra você lançar agora no fim do ano as suas musiquinhas todas vão lá. Eu posso colocar você no meu programa do domingo, o "Fantástico". Eu te dou uma força... Você é xará.

RC (espantado) - Xará?

BOZÓ (continuando) - Xará! Porque você é rei e eu também sou. (cochicha) O rei da paquera... Inclusive, a garotada tá toda por aí, se você se interessar por alguma é só me dar um toque. Aponta, aponta que eu trago aqui. Com exceção, naturalmente da Cláudia Raia, porque essa é gente minha.

RC - E tu tá com aquilo tudo, bicho?

BOZÓ (natural) - Eu tô... Dando casa, comida, roupa lavada e um troco no fim do mês pra ajudar a comprar as coisinhas que ela precisa e... (mostra o vestido) Esse vestido aqui eu comprei pra ela! É pra um show que eu estou escrevendo pra ela. Não é muito chique, mas se você quiser dar pra alguém, tá a dispor.

(Entra em cena Chico Anysio)

CHICO (chamando) - Ô, Bozó!

BOZÓ - Ô rapaz, que é que você tá fazendo aqui, não tá vendo que eu tô conversando com o Roberto, ô cara?

CHICO - Pessoal no camarim tá reclamando do vestido do desfile que sumiu.

BOZÓ (escondendo o vestido) - E como é que tu tem coragem de falar assim, assim comigo? Ó o respeito, olha aqui, ô, palhaço (mostra o cordão com o símbolo da Rede Globo), eu nunca te vi mais magro!

CHICO - Desculpa, Roberto...

(RC vira-se para Bozó)

BOZÓ - Não desculpa não, isso aí é bico.

RC - Pô, bicho, dá um tempinho aí, deixa eu bater um papinho com o Chico.

BOZÓ - Tu vai é perder o teu tempo...

CHICO (a RC) - Mas, e aí, Roberto?

(A cada fala de RC, Bozó intervém, mesmo estando fora da conversa)

RC - Tudo bem, Chico, tô aí, curtindo essa gente maravilhosa da televisão...

BOZÓ - Eu por exemplo, sou, sou um!

RC - Gente como você, né, Chico? Bicho, como é que pode alguém criar tantos tipos...

BOZÓ - Isso é fácil! Qualquer um faz, qualquer um faz...

RC - Todos eles cheios de verdade... É, a gente às vezes tem certeza que já viu algum desses tipos na rua.

BOZÓ - Tem razão, certo, eu acredito.

RC - Véio Zuza, Coalhada, todos eles são reais!

BOZÓ - Sou muito mais o Jô! Tá legal? E aproveita que eu tô calmo.

CHICO - Roberto, não leva a mal não, mas não tá dando pra conversar, depois a gente leva um papo.

(Chico Anysio sai de cena)

BOZÓ (para ele) - Tu já vai tarde, ô palhaço, tu é um trouxa, tu é um palhaço, ô palhaço!

RC (indignado) - Ô bicho... Tá vendo o que você fez?

BOZÓ (sem entender) - Fiz o que, xará?

RC - O Chico Anysio foi embora!

BOZÓ (rindo) - Que Chico... Chico Anysio, você acredita? Chico Anysio é um dos tipos que eu criei! (pausa) E toma o vestido porque eu sei que tu tem pra quem dar.

(A câmera mostra RC com o vestido nas mãos, sorrindo sem graça. A cena emenda o clipe da música A atriz, no qual Myriam Rios aparecia usando esse vestido).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Palhaços e o rei - CHICO ANYSIO (1979)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o Rei, criada a partir da sugestão do amigo Everaldo Farias para relembrar encontros de Roberto Carlos com os grandes humoristas brasileiros, muda o cenário para abrir espaço a um ícone do bom humor. E, principalmente, para um artista que se desdobra em mais de 200 personagens.

Trata-se de Francisco Anysio de Paula, o CHICO ANYSIO. Este grande artista que já teve seu próprio show (Chico Anysio Show), sua própria cidade (Chico City) e até mesmo seu próprio país do humor (Estados Anysios de Chico City) na televisão.

Dentre todas as facetas de Chico Anysio, a usada para o encontro com RC no Roberto Carlos Especial de 1979 foi de uma personagem histórica para o humor em tempos de abertura política. Do Sul, uma senhora chamada Salomé usava seu telefone para falar intimamente com o então presidente João Batista Figueiredo. E ao fim da conversa, ela sempre dizia o mesmo bordão: "Ainda corto tua cabeça, João Batista". Chico ainda tentou reeditar este personagem na época em que o presidente era Fernando Henrique Cardoso, mas a piada se esvaziou com o passar do tempo.

E naquele fim de ano, RC recorria a ela para pedir um favor pelos músicos brasileiros. Algumas piadas do diálogo hoje estão um pouco datadas, pois citam figuras da política, como o ex-presidente Ernesto Geisel e o ministro Delfim Netto. Outras piadas, infelizmente, continuam atuais.

Segue o encontro! Na foto (novamente tirada diretamente da televisão), RC beija a mão de Salomé.

Abraços a todos, Vinícius.

***
(Acompanhado pela empregada Aline, Roberto Carlos chega à sala de visitas de Salomé)

ALINE - Roberto, vai firme que ela te atende!

RC - É... Vou ver se hoje tenho uma chance, né? Porque, afinal de contas, esse telefone fala a hora que quer com o João Batista.

ALINE (vai a Salomé, que ainda está de costas para os dois) - Dona Salomé...

SALOMÉ (interrompendo) - Já sei que tem visita, Aline, quero saber se descubro quem é. (tenta adivinhar) O japonesinho do Geisel pedindo arrego... O Carlos Cocar querendo vale... Bueno, quem é, vejamos?

(Salomé vira-se e olha RC, que vai até ela)

SALOMÉ - Barbaridade! Barbaridade! Mas pelas brilhantinas do Francelino, pelo biquinho do Petrônio Portela, pelas orelhas do César Caldas, pelas papadas do Delfim! És tu, Bebeto!

RC (de pé, diante dela) - Sou eu mesmo. E, sei lá, eu vim aqui pra gente bater um papo.

SALOMÉ - Mas que dúvida, guri. Mas que dúvida, claro que vai dar, a hora que tu quiser e..

(É interrompida por RC, que, de maneira galante, beija sua mão esquerda)

SALOMÉ (exclama) Bá, mas tu me arrepiou toda! (a RC) Senta! (à empregada) Aline, se o João ligar tu fala... (pensa) Que eu não estou! (volta a falar com RC) Mas, sabe, Betinho, que eu sei tudo, eu sei de ti mas do que o Erasmo Carlos, tu és trilegal. Aliás, nem tri, tu és tetralegal!

RC - Muito obrigado, Salomé, mas eu vim aqui exatamente porque tenho um problema aí, sabe...

SALOMÉ (interrompendo) - Bá... Mas não me diga. Tu tem ido à feira?

RC - Não...

SALOMÉ - Bueno, tu tem precisado do INAMPS?

RC - Não, não.

SALOMÉ - Tu comprou casa pelo BNH?

RC - Não, não, também não.

SALOMÉ - Tem filho em escola pública?

RC - Não, também não.

SALOMÉ - Bueno, então o que tens feito de interessante?

RC - Nada. Nada, você sabe que realmente a barra tá pesada para o músico brasileiro.

SALOMÉ - Mas fale, diz o que tu queres, afinal, tu estás em casa, somos íntimos, vivemos os dois de disco!

RC - Nós dois, é?

SALOMÉ - Tu, dos discos que tu vendes e eu desse disquinho aqui, né? (e passa a mão no disco do telefone)

RC - E é justamente nisso aí que eu queria falar com você, porque, sei lá, você sabe que o Brasil inteiro se liga nessa sua ligação pro João Batista, né? E quem sabe você podia dar um toquezinho nele, sei lá, e pedir pra ele fazer alguma coisa pelos músicos brasileiros.

SALOMÉ - Mas é só isso que tu quer, guri? Mas é tão pouco, considera como conseguido. Tu quer, eu ligo agora mesmo pro estado e falo com o João.

RC (sorridente) - Não, não precisa ser agora não.

SALOMÉ - Bueno, se não precisa ser agora, melhor, temos tempo. Vamos lá, um certo tempo. (aproxima-se dele, insinuante) Não precisando ser agora, pode ser quando quiser, né? (pausa) Escuta, Bebeto, por que tu não me chama de Lady Laura, te pego no colinho? (faz um gesto e os dois ficam à meia-luz) Não me leve a mal, é desde que o japonesinho do Geisel comprou a Light eu gasto o mínimo de luz.

(Aline entra em cena)

ALINE - Dona Salomé, quer que sirva o café?

SALOMÉ - Bá, guria, mas que pergunta, e eu vou perder essa chance? (levanta-se e pega RC pela mão) Mas não agora, tá... Amanhã de manhã!

(Os dois vão saindo de mãos dadas)

SALOMÉ (olhando para a câmera) - Mas ou perco a cabeça com Betinho ou não me chamo Salomé!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Palhaços e o rei - OS TRAPALHÕES (1979)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o rei prossegue, querendo ver vocês todos sorrindo. Afinal, trata-se de uma sequência de postagens mostrando as participações de humoristas nos especiais de Roberto Carlos.

Hoje é o dia de rever um grupo que fez sorrir muitas gerações com seus programas - o quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Ou apenas OS TRAPALHÕES.

Eles surgiram no bloco de humor do Roberto Carlos Especial de 1979 (do qual já mostramos Jô Soares como Doutor Sardinha e Agildo Ribeiro como o Professor Pelóphitas). A cena começava com um homem de cabelos encaracolados, podia-se ver um pedaço do terno bege, e o espectador poderia esperar mais um número musical de RC. Até o momento em que ele se virava e revelava que era Didi, em mais uma de suas imitações. Vestido como Roberto, ele cantou um trecho de uma paródia de Os seus botões:

Os botão das carça
Que o Mussum usava
Era tão pequeno
Não abotoava

Quando as carça abriu
Foi uma festança
Todo mundo viu
A sua poupança


E depois, olhando para a câmera, perguntou: "Ô da poltrona, gostaram da imitação?". Roberto, que via atento o número de Didi, disse: "Mais ou menos, né, bicho? Não ficou tanto assim". Surpreso, Renato Aragão dá um recado à produção: "Aqui tem gente mais parecida com Roberto Carlos do que eu, mas pra me tirar daqui NEM MORTA!". E, ao ouvir como resposta que "o jovem mancebo" se chamava Roberto Carlos Braga, o comediante disse: "Mas então você deve imitar o Ricardo Braga, não o Roberto Carlos!".

Didi então pedia os documentos, mas a carteira de identidade de RC estava no bolso do Didi desde o ensaio. Espantado, o trapalhão gritava: "Ó aí gente, é o filho da dona Lady Laura!". E vinham os outros artistas do grupo Os Trapalhões falar com ele - "Meus sobrinhos Reco-Reco, Bolão e Azeitona". RC pedia a Didi para eles ajudarem os músicos brasileiros, tocando só música no programa. "Se falou, tá falido!".

O quarteto conversava com RC (e Mussum recomendar que se "o negócio estivesse de botar sutiã em cóbris, arrumava emprego na bateria da Mangueiris, pra ficar só no mé), e Didi em seguida cochichava alguma coisa com ele. Roberto respondia ao cochicho com um: "Não, tudo bem, mas vai com jeito...".

E agora, senhoras e senhores... Com vocês, Roberto Carlos e os Trapa Trapa em Café da manhã (com direito a parodiar o trecho em que RC citava a música Os seus botões no original do LP de 1978). Som na caixa, Empadinha!

Abraços a todos, Vinícius.

CAFÉ DA MANHÃ - Roberto, Erasmo e Os Trapa Trapa

A mamãe de mamãe
Quis fazer um programa a dois
Convidou o vovô e depois
O puxou pelos braços

E em seus abraços
Na desordem do quarto do hotel
Quis lembrar sua lua-de-mel
E o vovô se apagou

A mamãe de mamãe
Olha as chamas das velas acesas
E o vovô esfriando da mesa
E sorri disso tudo

Sem se importar
Se não era nem tempo nem hora
Quis viver o aqui e o agora
Só pensou mesmo em si

Pensando bem
A vovó ninguém pode culpar
Além do mais
Por que é que o vovô foi topar?

A mamãe de mamãe
Quis viver o seu último ouriço
E o vovô sem idade pra isso
Sempre foi cabeçudo

Agora é tarde
Já é noite e o dia termina
O vovô já bateu c'a botina
É melhor enterrar

Agora é tarde
Já é noite e o dia termina
O vovô já bateu c'a botina
É melhor enterrar
É melhor enterrar...

A vovó e os tios
Olham pro véião
Choram um choro solto
Jogam-se no chão

Parentes se abraçam
É tudo frescura
Enquanto o vovô
Faz outra loucura

sábado, 28 de novembro de 2009

Palhaços e o rei - AGILDO RIBEIRO (1979)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o rei continua, trazendo os momentos em que RC contracenou com artistas do humor brasileiro. O encontro de hoje também fez parte do Roberto Carlos Especial de 1979.

Hoje é a vez de recordar o encontro com AGILDO RIBEIRO. Atualmente, ele faz participações no Zorra total, em sátiras políticas, como Babaluf (alusão a Paulo Maluf) e Rubro Chávez (paródia do presidente venezuelano Hugo Chávez).

Mas seu talento para imitar vem de longe. Tanto que, na década de 1980, quando o humorista Abelardo Barbosa passou por uma cirurgia e teve de se afastar do comando de seu Cassino do Chacrinha, Agildo o substituiu à altura, como o imitador "oficial" do Velho Guerreiro. Mas dentre seus quadros mais conhecidos (tanto no extinto humorístico Planeta dos homens, na TV Globo, ou em seu programa solo Cabaré do Barata, na extinta TV Manchete - o título se refere a seu sobrenome, Barata Ribeiro, família tradicional a ponto de dar nome a uma das avenidas mais importantes de Copacabana), há um personagem que prossegue vivo com o passar das décadas.

Trata-se do Professor Pelóphitas, homem que fazia comentários sobre diversos assuntos em pauta no Brasil, mas que às vezes se excedia em suas respostas. Para evitar maiores excessos, um mordomo que ficava de pé, estático ao lado dele, tocava uma campainha.

Mas, no Roberto Carlos Especial de 1979, em vez de a "Múmia Paralítica" (apelido que o Professor dava ao mordomo vivido por Pedro Farah), o Professor teve uma outra pessoa para fazer a função de mordomo que tocava a sineta. Senhoras e senhores, hoje é dia de rever o momento em que o Professor Pelóphidas dissertou sobre a Música Popular Brasileira.

Segue o encontro! Na foto (tirada diretamente da TV), Agildo Ribeiro acompanhado do "calhambeque de múmia".

Abraços a todos, Vinícius.

***
(A cena começa com o Professor Pelóphitas reclamando que a Múmia Paralítica ainda não chegou)

PELÓPHITAS - Essa Múmia não apareceu agora, com o assunto de hoje e já vai gravar!

(A câmera se distancia e aparece Roberto Carlos)

RC - Professor, o senhor podia aproveitar e falar da Música Popular Brasileira, que não é tocada, e do músico brasileiro que não tem onde tocar...

PELÓPHITAS (intrigado) - Engraçado, eu conheço esse menino de algum lugar... (a RC) Ah, é? Então você vai fazer um favor pra mim. Você vai ficar no lugar da Múmia, tá bem?

(RC concorda)

PELÓPHITAS - Pega lá aquela campainha horrorosa.

RC - Ah, tá legal (RC vai até a estante e pega a campainha)

PELÓPHITAS - Bem, meu rapaz... (vira-se para RC, e o acalma) Pode deixar, ela não morde não. (e começa a dissertar sobre o assunto, dirigindo-se aos telespectadores) Boa noite! Hoje eu vou falar da música brasileira... A música brasileira é igualzinho à Bruna Lombardi: é linda, tem violão, tem balanço, mas não se pode tocar ela.

(RC, como Múmia Paralítica, toca a campainha)

PELÓPHITAS (olha para RC e, a contragosto, se controla) - Bem... Pelo menos eu ainda não toquei, né? Pra se tocar mais a música brasileira tem que fazer igualzinho a esse menino, o Maluf, porque a Petrobrás também era intocável e ele tocou ela pra frente, né?

(RC toca a campainha - mas foge do script porque não segura o riso)

PELÓPHITAS (olha para RC e, a contragosto, se controla) - Eu sei, eu sei que Maluf tocando piano é uma coisa horrorosa! Quem tem que tocar música é músico brasileiro que tá parado. Ora, músico brasileiro parado vai morrer de fome porque não consegue tirar uma nota! (indignado) Tem músico que tá trabalhando no mercado por falta de mercado de trabalho.

(RC toca a campainha)

PELÓPHITAS (olha para RC e, a contragosto, se controla) - Do jeito que as coisas vão, qualquer dia os músicos vão entrar em greve. Não pra aumentar salário, mas pra aumentar trabalho!

(RC toca a campainha)

PELÓPHITAS (explode) - Pára com essa campainha, ô calhambeque de Múmia! Fica fazendo "bein, bein, bein, bein". (pára, olha RC) Engraçado, conheço esse garoto, já vi ele em alguma capa... Pra você, a minha gargalhada de desprezo!

(Em vez de dar sua gargalhada habitual, o Professor Pelóphitas abre a boca e cantarola um trecho de Detalhes. Roberto não consegue agüentar e começa a rir)

PELÓPHITAS (a RC) - Cadê o ovo? (e depois dirige-se aos telespectadores) Na próxima semana, eu falarei desse grande fenômeno brasileiro, esse campeoníssimo... ROBERTO CARLOS! (novamente fala seu bordão) Cadê o ovo?

RC (lamentando) - É, já vi que aqui também não vou conseguir grande coisa não...

(Roberto coloca a campainha na estante e vai saindo. A câmera mostra o rosto do Professor Pelóphitas e encerra o quadro)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Palhaços e o rei - JÔ SOARES (1979)



Olá, amigos.

A série Palhaços e o rei começa a enumerar alguns encontros de RC com humoristas de toda a televisão. E tudo começou no ano de 1979.

No ano em que o Roberto Carlos Especial reverenciou o circo eletrônico, o programa abriu espaço para alguns mestres do humor. O primeiro deles foi JÔ SOARES.

José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro e chegou a almejar a carreira de diplomata quando era criança. Mas logo acabou seguindo para a carreira humorística, mostrada no cinema (em participações nos filmes O homem do Sputnik, de Carlos Manga, e Vai que é mole, de J.B. Tanko) e na televisão.

Após participações em humorísticos consagrados, como Família Trapo (na TV Record) e os programas Faça humor, não faça guerra e Planeta dos homens, Jô conseguiu na década de 1980 ter seu programa fixo. Viva o gordo ficou por sete anos na grade de programação global - criando personagens memoráveis, como Capitão Gay, Francineide, Coronel Pantoja, Reizinho, e tantos outros.

Entretanto, o humorista queria mais, e sonhava ter um programa de entrevistas. E Silvio Santos resolveu atender o desejo dele. Em 1988, Jô mudou para o SBT e chegou a apresentar o humorístico Veja o gordo antes de ter seu programa Jô Soares onze e meia (que, apesar do nome, nunca começava às onze e meia da noite). Um dos entrevistados dele foi Roberto Carlos, no ano de 1995.

O programa ficou na emissora paulista até 1999. Em 2000, Jô retornou à TV Globo para apresentar de segunda a sexta seu Programa do Jô.

Em 1979, Roberto Carlos contracenou com Jô. Ou melhor, foi pedir uma ajuda ao Professor Sardinha.

Segue o diálogo! Na foto, Roberto Carlos no Jô Soares onze e meia.

*****
Doutor Sardinha está ao telefone, confirmando a resolução de um caso. Depois de desligar, fala para sua secretária.

SARDINHA - Dona Margarida, mande essa carta imediatamente! Não pode atrasar que o João vai se queixar.

DONA MARGARIDA - Perfeito. (e sai de cena)

(Doutor Sardinha levanta-se e vai até Roberto Carlos)

SARDINHA - Muito bem, o que é que o meu jovem deseja?

RC - Doutor Sardinha, eu queria falar sobre a Música Popular Brasileira.

SARDINHA - Mas como? A Música Popular Brasileira não está Música Popular Brasileirando mas comigo ela vai Música Popular Brasileirar! Qual é o problema? (vai andando, com RC o seguindo) O Jorge Ben não Jorge Benzeia?

RC - Benzeia!

SARDINHA - A Elis Regina não Regineia?

RC - Regineia!

SARDINHA - O Caetano Veloso não Veloseia?

RC - Veloseia!

SARDINHA - Então, comigo a Música Popular Brasileira vai Música Popular Brasileirar. O meu negócio é números. Agora, eu sou Sardinha, mas ninguém me pesca!

RC - Sim, mas o problema maior é que os músicos brasileiros estão parados!

SARDINHA - Ah, mas vão ter que andar. Comigo vai ter que andar, não é pra ficar parado coisa nenhuma. O músico brasileiro não tem que ficar parado, tem que ficar é na parada. E depois, uma coisa: a banda não bandeia?

RC - Bandeia!

SARDINHA - A Sinfônica não sinfoniqueia?

RC - Sinfoniqueia!

SARDINHA - O Isaac Karabitchevsk não Isaac Karabitchevskeia?

RC (gaguejando) - Karabitchevskeia.

SARDINHA - Então! Comigo vai dar certo, porque meu negócio é números.

RC - O meu também, Doutor Sardinha... Música e letra, né?

SARDINHA - Então faz o seguinte: fica com a música e me manda as letras todas, por favor, meu amigo. Letra imobiliária, letra de câmbio, porque meu negócio é números. Inclusive, eu tive uma idéia pra você que é um jovem compositor realmente extraordinária, um tema maravilhoso que é o otimismo!

RC - E como é que é a letra?

SARDINHA - Não sei, aí você desenvolve, aí você vai desenvolvendo. Eu só tenho a idéia, o desenvolvimento é por sua conta...

RC - Tudo bem, Doutor Sardinha, mas o músico brasileiro não tem trabalho!

SARDINHA - Isso já é outro departamento! Aqui não é trabalho, aqui é Pla-ne-ja-men-to!

RC (se indignando) - Tudo bem, mas o músico não tem onde trabalhar, Doutor Sardinha!

SARDINHA - Bom, mas isso é só exportar os músicos, exporta o músico e vêm dólares em troca, dólares, dólares... Meu negócio é números, é números!

RC - Tudo bem, tudo bem, Doutor Sardinha (anda e olha pra câmera, lamentando) Já vi que aqui não arranjo nada mesmo. (sai)

(A câmera focaliza o Doutor Sardinha)

SARDINHA - Roberto! Roberto! Continua cantando, Roberto! E divisas, canta lá fora e divisas pra cá. Divisas pra cá, por favor, Roberto! Olha: CANTE QUE O JOÃO GARANTE!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Palhaços e o rei




Olá, amigos.

Este blogue passa hoje a contar em seus posts alguns dos encontros de Roberto Carlos com integrantes do bom humor brasileiro. Ele, que, como compositor, abriu espaço para canções mais satíricas (Vista a roupa, meu bem, de 1970, e I love you, de 1971), aproveitou seu espaço artístico anual para contracenar com estes artistas do riso. Artistas que em caras e bocas fazem uma platéia inteira sorrir, enxugar as lágrimas do cotidiano em nome da diversão. É a estreia da série Palhaços e reis.

Neste primeiro post, apresentamos um momento no qual RC deixou a alegoria de "Rei" e foi palhaço. esgata hoje um momento marcante da carreira de Roberto Carlos. Trata-se do show Palhaço, que RC fez no Canecão em 1979, e que emocionou várias platéias não só pelo repertório, mas também pela homenagem que o "Rei' fez aos palhaços. "O símbolo de um herói colorido. Cuja arma é o sorriso."

Roberto Carlos voltaria a usar o figurino de palhaço no seu especial de 1986 (época da foto), intitulado Um circo chamado Brasil. Era o retorno à fantasia que ajudou a mostrar suas armas - a música e o sorriso - e, graças ao depoimento de Ronaldo Bôscoli publicado na revista Manchete, nós (que somos muito novos e pagamos alguns preços por isto) que não pudemos presenciar, podemos "rever" mais um detalhe de uma vida, da vida de um "Rei":

"O show vai terminar. Roberto, de frente para o público, começa o corajoso ritual. Compõe, com elementos colocados em cena, seu próprio palhaço. Suas mãos não vacilam. Nenhum rictus na face. Canta O show já terminou. Uma discreta lágrima brota-lhe na face. Quase imperceptível. Termina o espetáculo. Aplausos e cortina engolem Roberto Carlos. Ele corre para o camarim. E desabafa no colo materno um pranto convulso."

E, agora, o Emoções de Roberto Carlos transcreve pra vocês o texto que Roberto Carlos lia antes de terminar o show. É bem verdade que "nas palavras existe sempre alguma coisa sem dizer", ele mesmo diz nos versos de O show já terminou, que ele canta em seguida. Mas creio que, no texto que segue (amparado pela escolha certeira da música), RC disse tudo, com a sinceridade que faz com que até hoje ele seja aclamado "Rei".

Segue este momento lindo!

Abraços a todos, Vinícius.

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SHOW "PALHAÇO"

Sou... mas quem não é? Sou e assumo! E só assim com cara de palhaço, descobri que os homens, antes de poluirem os ares e os mares, começaram a poluir as próprias palavras...

Cabeças muito encucadas fizeram do palhaço uma ofensa. "Seu palhaço!" Não é nada disso... Vocês sabem o que é realmente um palhaço? Cadê grandeza bastante pra tudo isso? Crises de palhaço todos nós temos! De repente, no Natal, a gente rouba uma verdade, veste um palhaço e acabou!

Eu já fui palhaço no meu ofício, vocês se lembram? "Vista a roupa, meu bem! Vista a roupa, meu bem! Vista a roupa, meu bem!"...

Eles sim. São e foram os grandes e heróicos palhaços atirando suas cores contra o preto e branco do cotidiano. Eu fui cavalo do meu rei, o Segundinho. Fui bobo da corte pra minha princesa Ana Paula. E num gesto de careta jogado ao acaso, minha filha Luciana aprendeu a rir...

Mas isso são apenas crises de palhaço. Quem sou eu pra ser palhaço mesmo? Mas eu preciso rolar a bola do mundo pra que ela se faça colorida pela primeira vez numa flor?

E um instante de palhaço dura exatamente uma eternidade! Um instante de palhaço dura exatamente uma eternidade! Exatamente uma eternidade...

Pra mim...

O show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu de nós
Uma verdade que insistimos em não ver
Não adianta mais
Chorar o amor que já tivemos
Existe em nosso olhar
Alguma coisa que não vemos
E nas palavras
Existe sempre alguma coisa sem dizer

E é bem melhor que seja assim
Você sabe tanto quanto eu
No nosso caso felicidade
Começa num adeus

Mas o show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu de nós
Uma verdade que insistimos
Em não ver

Nosso show já terminou

Nosso show já terminou...

domingo, 22 de novembro de 2009

Nosso Vasco campeão



Olá, amigos.

Com este post, o blogue Emoções de Roberto Carlos celebra a felicidade que RC e vários outros que torcem pelo mesmo time que ele tiveram ontem. Logo após a partida com a Portuguesa (em que o time paulista venceu por 1 a 0), o Vasco ergueu a taça de campeão brasileiro da Série B em 2009.

"Eu sou Vasco, todo mundo sabe! Meu time está se recuperando e vocês vão ver: em breve vai estar do jeito que a gente quer”. E, com três rodadas de antecedência, o Vasco retornou à elite do futebol brasileiro, com uma vitória por 2 a 1 sobre o América do Rio Grande do Norte (gols de Élton e Alex Teixeira, com Lúcio descontando).



Mesmo com as burocracias do estádio (que não queria dar permissão aos jogadores vascaínos que não estavam em campo na partida), os jogadores ergueram a taça e deram a volta olímpica. Mais uma vez, os vascaínos puderam gritar "é campeão", coisa que aconteceu durante 117 vezes nos 111 anos de clube.



Mais do que a conquista depois de seis anos sem títulos, o título da Série B é a prova de uma ressurreição digna para um clube que passou por tantos problemas nos últimos anos. Um prêmio para o ex-jogador (também Roberto) Dinamite, que aceitou o desafio de pegar um clube em frangalhos financeira e moralmente para erguê-lo novamente numa competição difícil.



A partir de 9 de maio de 2009, o Vasco iniciou sua empreitada na Série B do Campeonato Brasileiro, em São Januário, diante do Brasiliense. O gol de Rodrigo Pimpão selou a primeira de muitas vitórias vascaínas na competição.



Além de resultados dentro de campo, a torcida foi uma grande parceira dos jogadores, comparecendo em qualquer lugar que o Vasco ia jogar e, graças à diretoria, levando casa cheia também no Maracanã. Nas partidas contra Ipatinga (goleada por 4 a 0 um dia antes de o clube completar 111 anos de existência) e Bahia, o Vasco levou mais de 79 mil pessoas, todas apoiando o clube neste momento difícil.



E nem tudo foram flores no caminho vascaíno. Após a eliminação injusta para o Corínthians na Copa do Brasil, o Vasco teve uma incômoda sequência de empates no mês de junho, e chegou a ficar em oitavo lugar na competição. Mas, graças ao empenho do técnico Dorival Júnior e à liderança do capitão Carlos Alberto, a caravela retornou seu rumo ao título.



O Vasco encerrará sua participação no Campeonato Brasileiro da Série B no próximo sábado, dia 28 de novembro, contra o Ipatinga, no Ipatingão. Mas em 37 partidas, já traz uma campanha sensacional: 22 vitórias, 10 empates e cinco derrotas. Eis a trajetória cruzmaltina na competição:

PRIMEIRO TURNO



1 x 0 Brasiliense (Rodrigo Pimpão)

2 x 0 Ceará (Ramon e Léo Lima)

3 x 0 Atlético-GO (Élton, Edgar e Ramon)

1 x 3 Paraná (Edgar)

0 x 0 São Caetano

0 x 0 Guarani

0 x 0 Duque de Caxias

1 x 1 Figueirense (Carlos Alberto)

0 x 0 Bragantino

3 x 0 Ponte Preta (Élton - 2 e Robinho)

2 x 0 Vila Nova (Fágner e Élton)

3 x 0 ABC (Souza, Adriano e Élton)

1 x 2 Bahia (Alex Teixeira)

2 x 1 Fortaleza (Alex Teixeira e Adriano)

2 x 1 Juventude (Carlos Alberto e Souza)

3 x 0 Campinense (Carlos Alberto, Gian Mariano e Élton)

2 x 2 América-RN (Élton e Adriano)

3 x 1 Portuguesa (Gian Mariano, Adriano e Élton)

4 x 0 Ipatinga (Alex Teixeira - 2, Carlos Alberto e Élton)


SEGUNDO TURNO



1 x 0 Brasiliense (Ramon)

0 x 2 Ceará

2 x 2 Atlético-GO (Carlos Alberto e Élton)

2 x 1 Paraná (Élton e Robinho)

1 x 0 São Caetano (Élton)

1 x 0 Guarani (Élton)

1 x 0 Duque de Caxias (Carlos Alberto)

1 x 2 Figueirense (Nílton)

0 x 0 Bragantino

1 x 1 Ponte Preta (Carlos Alberto)

4 x 1 Vila Nova (Nílton, Amaral, Titi e Élton)

3 x 2 ABC (Fernando, Carlos Alberto e Fumagalli)

2 x 1 Bahia (Fagner e Élton)

1 x 1 Fortaleza (Paulo Sérgio)

2 x 1 Juventude (Adriano e Carlos Alberto)

1 x 0 Campinense (Élton)

2 x 1 América-RN (Élton e Alex Teixeira)

0 x 1 Portuguesa

Em 1998, Roberto Carlos escreveu com Erasmo Carlos uma música dedicada ao Clube de Regatas Vasco da Gama. Erasmo e seu filho, Gugu Esteves, gravaram a canção para a compilação Vasco da Gama - 100 anos de sucesso. E cantaram por nosso Vasco, campeão!

Segue a letra. Na foto, Roberto Carlos com a camisa do Vasco, em registro do cruzeiro de RC no início de 2009.

Abraços a todos, Vinícius.

NOSSO VASCO CAMPEÃO - Roberto e Erasmo

Que bonito é
O início da constelação
De estrelas amarelas
Da bandeira do Vascão...

Sai da frente que o nosso Vasco vai passar
Grande como é sua torcida
Unida pra fazer seu time campeão
Mas que emoção

Nas águas da vitória vou nadar
E no Maracanã vou festejar
Cruz de Malta no peito do Almirante
Fé em Deus, nosso eterno comandante

Obrigado
A bola vai rolar
O bicho vai pegar
E a rede balançar

Encantado
Com essa multidão
Em preto e branco
E a Cruz de Malta no lugar do coração...