sábado, 12 de julho de 2008

América, América - 10



Olá, amigos.

A série América, América chega ao seu décimo post, enumerando as canções em castelhano lançadas na discografia anual de Roberto Carlos para o mercado brasileiro. Através destas canções, este blogue mostra como os discos que RC lançou para o Brasil trazem há muito tempo suas veias abertas para a América Latina.

A música mostrada hoje segue a mesma tendência da apresentada do post mais recente - pinçar uma canção que havia sido lançada no ano anterior. Entretanto, esta opção não foi meramente por escolha de RC. Acontece que Roberto Carlos não lançou disco inédito para o mercado latino no ano de 1992.

Apesar disto, a presença latino-americana apareceu por dois momentos em seu LP apresentado ao Brasil no fim daquele ano. Numa delas, Roberto fez a leitura de um grande sucesso latino, mas através da versão em português feita por ele e por Erasmo. Esta canção gravada por RC traz um dado curioso: ela foi escrita originalmente em português, com o nome de Nova flor. Mais tarde, recebeu versão em castelhano intitulada Los hombres no deben llorar. E em 1992, Roberto trouxe para o Brasil uma "versão da versão", a belíssima Dizem que um homem não deve chorar - com direito a, na gravação, ele cantar uma estrofe da música em espanhol.

Mesmo assim, ela não estaria presente em seu LP lançado para o exterior em 1993 (que, puxado pela salsa Mujer pequeña, versão hispânica para Mulher pequena, abrigou somente versões em português de canções interpretadas por ele em seus discos de 1990, 1991 e 1992). Depois deste disco, RC ficaria quatro anos sem lançar um álbum para o mercado latino-americano.

No Brasil, o álbum de 1992 traria uma nova música de Roberto Livi em meio ao repertório de canções em português. Feita em parceria com Alejandro Vezzani, a canção traz Roberto Carlos lamentando a perda de uma mulher especial - que era "uma em um milhão".

Segue a letra! Na foto, a contracapa do LP lançado para o exterior em 1993 (que chegou ao Brasil através da caixa Pra sempre em espanhol - Volume II), numa foto que fez parte da seqüência fotográfica do fim do ano de 1992.

Abraços a todos, Vinícius.

UNA EN UN MILLÓN - Roberto Livi e Alejandro Vezzani

Una en un millón
Y yo la he perdido
Como pude ser
Que pasó conmigo

Una en un millón
Y era sólo mia
La dejé partir
Sin saber que hacía

Grande fue mi error
Y tarde comprendí
Que yo necesitaba
De su amor

Y al dejarla ir
Cambiaba por tristeza
Mi alegría

Una en un millón
Para amarla tanto
Para descubrir
Todos sus encantos

Una en un millón
Para ser su dueño
Sintiéndome en sus brazos tan pequeño
Volviendo a ser un niño por su amor

Una en un millón
Y yo la he perdido
Como pudo ser
Que pasó conmigo

Pude ser feliz
La tuve y la perdí
Y ahora que me encuentro en soledad

Lloro por su amor
La quiero y no la tengo
Que ironía

Una en un millón
Para amarla tanto
Para descubrir
Todos sus encantos

Una en un millón
Para ser su dueño
Sintiéndome en sus brazos tan pequeño
Volviendo a ser un niño por su amor

Una en un millón...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

América, América - 9




Olá, amigos.

A série América, América apresenta mais um post que traz a presença do repertório latino-americano na discografia que Roberto Carlos lançou no Brasil. É a forma deste blogue homenagear o lançamento de Roberto Carlos en vivo, o retorno de RC ao mercado latino através do registro do show que apresentou em Miami em maio do ano passado (depois de muita espera, o disco tem o lançamento previsto para o dia 28 de julho - inclusive aqui no nosso país).

A canção mostrada hoje traz uma diferença em relação às apresentadas nos anos anteriores por RC. Ela não foi gravada em seu álbum de meados de 1991 - Roberto preferiu incluir em seu LP de fim de ano do Brasil uma música do álbum Pajaro herido, de 1990. Com isso, canções do disco gravado em 1991, como Una casita blanca e Adonde andarás Paloma permaneceram inéditas no Brasil até o lançamento das caixas Pra sempre em espanhol, que em dois volumes trouxeram os 22 álbuns mais importantes de RC no exterior.

Do disco "estrangeiro" de 1991 (que teve como faixa de abertura a música Super heroe, versão hispânica para Super herói) viria para o Brasil somente a canção a ser vertida para o português. E, desta vez, houve até mesmo "versão" para o dueto de RC na faixa. Para o mercado latino, Roberto dividiu os vocais de Si piensas... si quieres... (canção de Roberto Livi e Alejandro Vezzani) com a cantora Rocio Dúrcal. Já para o público brasileiro, RC apresentou um encontro fonográfico na companhia de Fafá de Belém, com quem interpretou a versão Se você quer (feita por ele em parceria com Carlos Colla). Este encontro com Fafá foi reapresentado no disco e no DVD Duetos, que Roberto Carlos lançou em 2006, apresentando encontros musicais de seus especiais anuais na TV Globo - Roberto e Fafá cantaram juntos este número em 1991.

Para a última faixa do lado A de seu LP lançado no final de 1991 para o Brasil, Roberto Carlos apresentou mais uma canção assinada por Roberto Livi e Salako (autores de Mujer, presente no LP "brasileiro" de 1990). Desta vez, RC abriu suas veias para cantar uma tentativa de conquista amorosa.

Segue a letra! Na foto, Roberto Carlos posando para a foto que se tornou contracapa do LP "brasileiro" de 1991. Um dado curioso: esta se tornou a capa do disco lançado para o exterior em 1991. O costume de aproveitar a capa do ano anterior não foi usado naquele momento, as fotos do LP de 1990 são inéditas para boa parte do mercado latino.

Abraços a todos, Vinícius.

OH, OH, OH, OH - Roberto Livi e Salako

Oh, oh, oh, oh
Adónde vas
Te conozco
No me preguntes de qué lugar

No me ouvido de una persona
Cuando es así
No me creas aventurero
Que yo soy todo un caballero

Oh, oh, oh, oh
Adónde vas
Si me dejas
Yo te acompaño en tu caminar

Sólo espero que tu mirada me diga si
Que me mires por un segundo
Y te sigo hasta el fin del mundo

Dime pronto
Que te puedo acompañar
Que no hay nadie
Que te espere adónde vas

Dime luego
Que estás sola igual que yo
Que hace tiempo
Esperabas el amor

No lo tomes como conquista
Es amor a primera vista
Oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh
Adónde vas
Oh, oh, oh, oh
Adónde vas...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Post especial - BRINCANDO EM CIMA DAQUILO



Olá, amigos.

Este blogue hoje abre um post especial para apresentar mais uma ligação de Roberto Carlos com a arte cênica brasileira. Desta vez, ele surge no palco acompanhando a atriz Débora Bloch, que brinca em cima do palco trazendo para a cena um bom recorte do universo feminino.

Reestreou ontem no Teatro dos Quatro (localizado no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro) o monólogo Brincando em cima daquilo, assinado pelos autores italianos Dario Fo e Franca Rame. O texto, que já havia chegado ao Brasil em 1984 na interpretação de Marília Pêra, chega aos palcos brasileiros novamente e mostra que neste início de milênio as coisas faladas sobre a situação da mulher ainda não estão tão datadas assim.

Sob a direção do estreante Otávio Müller (supervisionado por Amir Haddad), Débora estreou em meados do ano passado - também para uma curta temporada, tanto quanto esta que iniciou ontem. Aliado ao ótimo texto, que dá margem para que ela mostre todo o seu timing para a comédia, a atriz encontrou um elemento interessante para deixar o público mais próximo do espetáculo. Antes de começar sua apresentação, ela já está no meio da platéia, ajudando os espectadores a encontrarem seus lugares e cantando as músicas que ficam no som enquanto a peça não começa.

Quando toca o samba Não deixe o samba morrer, na voz de Alcione, ela, além de cantarolar, dança em plena platéia. Este que vos escreve foi um dos homens que ela tirou para dançar por alguns instantes.

É apenas o início de uma grande noite de teatro, que pode ser vivida todas as segundas, terças e quartas, às 21h. Assim que dá o terceiro sinal, ganha vida a história da mulher criada pelo casal Dario Fo e Franca Rame, que vive entre a realidade opressora de dona-de-casa e esposa e a vontade de ser amada.

Roberto Carlos aparece em dois momentos de Brincando em cima daquilo. Numa delas, somente como autor, quando a personagem conta de um caso que chegou ao ápice do amor. Neste momento, nada melhor do que colocar a canção Cama e mesa, gravada originalmente por RC para o lado B do LP de 1981, mas presente na peça através da releitura deliciosa em forma de samba feita por Zeca Pagodinho e Erasmo Carlos (para o disco Erasmo Carlos convida... - Volume II).

A segunda canção surge na hora de falar sobre um grande amor, que sofre mas não deixa de amar. E, acompanhada da gravação presente na segunda faixa do lado B do mesmo LP de 1981, Débora Bloch solta a voz e a interpretação de uma mulher que, cada vez que canta esta canção, relembra seu amado e revive esse momento lindo. Um dado curioso: quando RC fez sua temporada na casa de espetáculos carioca Canecão, em junho de 2007, Débora foi ao camarim de Roberto e pediu autorização dele para que a gravação desta canção emblemática fizesse parte de Brincando em cima daquilo.

Segue a letra! Na foto, Débora Bloch em uma das cenas da peça.

Abraços a todos, Vinícius.

EMOÇÕES - Roberto e Erasmo

Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções sentindo

São tantas já vividas
São momentos que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui

Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar sorrindo

Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei, já sofri
Mas não deixo de amar

Se chorei
Ou se sorri
O importante é que emoções
Eu vivi

São tantas já vividas
São momentos que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui

Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo

Em paz com a vida
E o que ela me traz
Na fé que me faz
Otimista demais

Se chorei
Ou se sorri
O importante é que emoções
Eu vivi

Se chorei
Ou se sorri
O importante é que emoções
Eu vivi

P.S.: este blogue retoma a série América, América no dia 10 de julho.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

América, América - 8



Olá, amigos.

Dando prosseguimento à série América, América, hoje este blogue mostra mais um momento em que o repertório "castelhano" da safra de Roberto Carlos esteve presente em sua discografia "brasileira". Esta é a nossa forma de celebrar o retorno de RC à rotina de shows internacionais e ao iminente lançamento de Roberto Carlos en vivo - registro de uma apresentação na cidade de Miami ocorrida no ano passado (de acordo com as pré-vendas dos sites da Saraiva e das Lojas Americanas, ainda neste mês o disco aparecerá nas prateleiras de todo o Brasil - como adiantaram so amigos James Lima, responsável pelo blogue RC Braga, Felipe Moura, diretor do blogue Rey Roberto Carlos, e Fabiano Cavalcante, realizador do blogue Aplauso).

O primeiro LP dos anos 90 apresentado ao mercado latino manteve a tradição dos discos de Roberto Carlos nos anos anteriores. Mas, desta vez, o título não foi reservado a uma gravação totalmente inédita para o mercado brasileiro - seu nome foi Pajaro herido, versão de Roberto Livi para Pássaro ferido, música de Roberto e Erasmo que, no Brasil, veio no lado B do disco lançado ao fim de 1989 (mas no disco do exterior lançado em 1990, ela vem como primeira faixa do lado A). Livi está presente nas nove canções em castelhano do LP "latino" de meados de 1990 - curiosamente, a última faixa do LP traz a música Só você não sabe, de Roberto e Erasmo, gravada em português, mas com algumas diferenças instrumentais em relação à faixa apresentada no Brasil.

Roberto Livi é versionista da faixa-título do álbum de RC e das músicas Amazônia (em espanhol nomeada como Amazonia), Tolo (lançada na América Latina como El tonto) e O tempo e o vento (conhecida em castelhano como El tiempo y el viento). As canções originalmente feitas em castelhano também têm ele como autor, e algumas delas eram desconhecidas dos ouvintes brasileiros antes do disco Pajaro herido vir na segunda caixa da série Pra sempre em espanhol - casos de Poquito a poco (feita em parceria com Salako) e de Me has echado a el olvido (assinada com Rudy Perez).

E em dezembro de 1990, Roberto Carlos novamente mostrou sua ligação com o universo latino em dois momentos de seu LP. Na terceira faixa do lado A, RC antecipou uma canção que seria exportada em castelhano em meados do ano seguinte. O Brasil foi o primeiro país a conhecer a melodia de Por ella, de Jose Manuel Soto, mas apresentada em solo tupiniquim com o título de Por ela, na versão escrita pelos irmãos Biafra e Aloysio Reis.

A música pinçada do LP Pajaro herido serviu para encerrar o disco que RC apresentou ao mercado brasileiro em 1990. Assinada por Roberto Livi e Salako, ela seria aproveitada no ano seguinte na trilha internacional da novela Lua cheia de amor, exibida no horário das 19h da TV Globo. Seja pelo disco, pelo rádio ou pela teledramaturgia, Roberto Carlos trouxe para o Brasil o belo lamento latino de seu xará, que fala da saudade de um homem que nunca deixou de amar uma mulher.

Segue a letra! Na foto, RC no início de 1990, ainda com o "visual" que o Brasil conheceu antes, na capa de seu LP de 1989.

Abraços a todos, Vinícius.

MUJER - Roberto Livi e Salako

Mujer
No he dejado de amarte
Y al querer olvidarte
Fue dificil vivir

Mujer
Cuanto me he equivocado
A tu amor lo he negado
No he querido decir

Mujer
Que eres todo em mi vida
Que mi amor no te olvida
No me puedo engañar

Mujer
Que no existe el olvido
Y has estado conmigo
Aunque se que no estás

Mujer
Sé que ahora es muy tarde
Tanto amor para darte
Y no estás junto a mi

Mujer
Lo ha querido el destino
Seguiré mi camino
Y tendré que decir

Mujer
Que eres todo em mi vida
Que mi amor no te olvida
No me puedo engañar

Mujer
Que no existe el olvido
Y has estado conmigo
Aunque se que no estás

Mujer...
Mujer...

sábado, 5 de julho de 2008

América, América - 7




Olá, amigos.

A série América, América apresenta mais um post que mostra a presença de canções latino-americanas nos discos que Roberto Carlos lançou para o mercado brasileiro. Hoje, este blogue prossegue falando da tendência mostrada no post anterior.

No ano seguinte ao LP Volver, RC mais uma vez apresentou ao mercado latino um disco que mescla versões em espanhol de faixas do LP lançado ao final do ano anterior no mercado brasileiro (e excepcionalmente neste disco de 1989 trouxe a versão de uma música que ele gravara no Brasil dois anos antes - Águila dorada, de título original Águia dourada, escrita por Roberto e Erasmo) com canções feitas em castelhano - caso de Abra las ventanas a el amor. Nesta nova nuance exposta à América Latina, Roberto teve a companhia de outro Roberto - Roberto Livi, que, além de produzir seus álbuns latinos, assinou quase todas as versões hispânicas dos sucessos em português apresentados por ele.

O disco "brasileiro" lançado ao final de 1989 deu espaço a dois momentos latinos que tinham sido apresentados no início do ano somente para o mercado de língua hispânica. Na quarta faixa do lado A, a canção Si me vas a olvidar, de Roberto Livi, recebeu letra em português através da versão de Carlos Colla - e se tornou Se você me esqueceu na voz de Roberto Carlos.

E a música apresentada em castelhano aos brasileiros na penúltima faixa do lado B do disco trouxe uma peculiaridade. Trata-se da versão para a língua espanhola da canção Smile, assinada por Charles Chaplin. O "Carlitos", que já recebera a reverência de Roberto em português através do Roberto Carlos Especial de 1982, agora recebia as homenagens do Roberto latino-americano. Além de interpretar a versão em castelhano assinada por Roberto Livi, RC colocou o título da versão como nome de seu álbum lançado no mercado latino em meados de 1989 e incluiu em seu disco "brasileiro" uma nova língua para se falar do sorriso universal de Charles Chaplin.

Segue a letra! Na foto, Roberto "Carlitos". Roberto Carlos caracterizado como o Vagabundo (personagem popularizado por Charles Chaplin em seus filmes) no Roberto Carlos Especial de 1982.

Abraços a todos, Vinícius.

SONRIE - Charles Chaplin, J. Turner e G. Parsons (versão de Roberto Livi)

No, ya no pienses en llorar
De que vale lamentar
Lo pasado pasó
Si ese amor terminó

Otro amor puede llegar
Nunca es tarde para amar
Y volver a ser feliz
Sonrie

No, para que la soledad
Cuando la felicidad
Puede hacerte sentir
Como es lindo vivir

Nunca dejes de soñar
Y mañana al despertar
Ve la vida con amor
Sonrie

Sonrie...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

América, América - 6



Olá, amigos.

Este blogue apresenta mais um post da série América, América, na qual revisitamos as canções em castelhano presentes nos discos que Roberto Carlos lançou no Brasil. E hoje apresentamos uma canção que traz ótimas recordações para a carreira de RC.

No ano de 1989, Roberto recebeu o Grammy de Melhor Cantor por conta de um álbum lançado no mercado hispânico em meados do ano anterior. O título do LP acabou sendo a última faixa do lado B de seu disco lançado ao final de 1988 no Brasil.

O álbum lançado somente no mercado latino-americano trouxe uma nova tendência na discografia que RC lançou para o exterior: em vez de ser composto meramente por versões em espanhol das canções que lançava em português no final do ano anterior, seus discos passaram a trazer também gravações de músicas feitas originalmente em espanhol. Além de conhecer novas canções escritas por Roberto e Erasmo e por outros compositores brasileiros (no caso deste disco, gravadas originalmente para o LP de RC lançado ao fim de 1987 no Brasil), os ouvintes latino-americanos tiveram a exclusividade de escutar Roberto cantando músicas como Tristes momentos e Si el amor se va - esta última foi o grande sucesso deste disco. Este LP chegaria ao Brasil apenas no ano passado, como um dos discos escolhidos para as caixas Pra sempre em espanhol.

As veias abertas para a América Latina se refletiram também em seu repertório brasileiro. Ao lado da gravação original em espanhol, Roberto também apresentava em uma das faixas de seu disco a versão em português de uma das canções lançadas em castelhano no início do ano. Foi o caso de Si el amor se va, que chegou ao disco brasileiro com o nome de Se o amor se vai, na versão de Roberto Carlos e Carlos Colla para a música de Roberto Livi e Bebu Silvetti.

Para a parte castelhana de seu LP "brasileiro" de 1988, Roberto Carlos tornou a homenagear o tango de Carlos Gardel. Era RC voltando às raizes da dança tradicional argentina (15 anos depois de sua leitura para El día que me quieras) e, oito anos depois, voltando a incluir uma faixa em castelhano nos seus discos lançados no Brasil.

Segue a letra! Na foto, a capa do LP Volver, um disco histórico que rendeu a Roberto Carlos o Grammy de Melhor Cantor em 1989.

Abraços a todos, Vinícius.

VOLVER - Carlos Gardel e Alfredo Le Pera

Yo adivino el parpadeo
De las luces que a los lejos
Van marcando mi retorno

Son las mismas que alumbraron
Con sus palidos reflejos
Hondas horas de dolor

Y aunque no quise el regreso
Siempre se vuelve al primer amor
La vieja calle donde el eco dijo
Tuya es tu vida, tuyo es tu querer

Bajo el burlón
Mirar de las estrellas
Que con indiferencia
Hoy me ven volver

Volver
Con la frente marchita
Las nieves del tiempo
Platearon mi sien

Sentir
Que es un soplo la vida
Que veinte años no es nada
Que febril la mirada
Errante en la sombra
Te busca y te nombra

Vivir
Con el alma aferrada
A un dulce recuerdo
Que lloro otra vez

Tengo miedo del encuentro
Con el pasado que vuelve
A enfrentarse con mi vida

Tengo miedo de las noches
Que pobladas de recuerdos
Encadenen mi soñar
Pero el viajero que huye
Tarde o temprano detiene su andar

Y aunque el olvido
Que todo destruye
Haya matado mi vieja ilusión

Guardo escondida
Una esperanza humilde
Que es toda la fortuna
De mi corazón

Volver
Con la frente marchita
Las nieves del tiempo
Platearon mi sien

Sentir
Que es un soplo la vida
Que veinte años no es nada
Que febril la mirada
Errante en la sombra
Te busca y te nombra

Vivir
Con el alma aferrada
A un dulce recuerdo
Que lloro otra vez...

terça-feira, 1 de julho de 2008

América, América - 5




Olá, amigos.

A série América, América apresenta mais uma canção em castelhano que está presente na discografia de Roberto Carlos lançada no Brasil. E a música mostrada hoje apareceu em dois contextos de seu repertório.

Um ano depois de incluir a gravação de Por fin mañana em seu disco lançado para o Brasil, RC novamente cedeu uma faixa de seu LP brasileiro a uma canção de Armando Manzanero. É dele a canção que ocupa a quarta faixa do lado A do LP de Roberto Carlos do ano de 1979.

Manzanero foi, até o momento, um dos poucos artistas latino-emericanos que Roberto convidou para seu Roberto Carlos Especial . No programa de 1977, RC cantou na companhia do piano de Armando Manzanero as músicas It's impossible, Propuesta (versão em espanhol para Proposta, de autoria de Roberto e Erasmo) e a mostrada hoje.

No ano de 1997, Roberto regravaria esta canção, para incluí-la num acervo muito especial de sua discografia. Ela é uma das faixas de seu disco Canciones que amo, no qual Roberto Carlos apresentou ao Brasil suas canções preferidas de safra castelhana (este momento será assunto de um dos próximos posts).

O repertório de Armando Manzanero receberia mais uma leitura de RC, em uma gravação que ficou exclusiva para os seus ouvintes da América Latina (e chegou ao Brasil somente no ano passado, em um dos 22 discos da coleção Pra sempre em espanhol). Em seu álbum lançado em meados de 1981, Roberto deu seu ponto de vista sobre a canção Me vuelves loco (que ficou mais conhecida no Brasil nos anos 70, com o nome de Me deixas louca, em letra versionada por Paulo Coelho e gravada pela primeira vez por Elis Regina).

As gravações de Roberto Carlos em momentos diferentes de sua carreira (1979 e 1997) mostram diferenças nos estilos de arranjos (da grandiosidade apresentada por Frank Owens até o arranjo mais enxuto de Bebu Silvetti) e como a voz de RC melhora década a década. Entretanto, o que não muda é a magia de letra e música de Armando Manzanero ao contar, através da voz de Roberto Carlos, alguns sentimentos que passaram por esta tarde de chuva.

Segue a letra! Na foto, o registro fotográfico presente na parte interna de seu LP de 1979.

Abraços a todos, Vinícius.

ESTA TARDE VI LLOVER - Armando Manzanero

Esta tarde vi llover
Vi gente correr y no estabas tú
La otra noche vi brillar
Un lucero azul y no estabas tú

La otra tarde
Vi que un ave enamorada
Dava besos a su amor ilusionada
Y no estabas

Esta tarde vi llover
Vi gente correr y no estabas tú
El otoño vi llegar
Al mar oi cantar y no estabas tú

Yo no sé quanto me quieres
Si me extrañas o me engañas
Sólo sé que vi llover
Vi gente correr y no estabas tú...